A era da “healthy foodmmunication”

guess what Digital 15 Outubro, 2015

 

Nunca foi tão cool ser saudável.

A saúde e bem-estar ganham espaço, o entretenimento televisivo desdobra-se em dicas de vida saudável e as receitas saíram definitivamente do reino das “donas de casa desesperadas”.

Até no ciber-reino dos blogs, a magia da alimentação saudável e da boa “obsessão” pelo desporto estão no topo da agenda. Na maioria, é o espelho de hábitos pessoais, como tantos outros hobbies partilhados nestes espaços.

Mas, muitas vezes – e conscientemente – estes influenciadores estão a tentar mobilizar os leitores para melhorar hábitos. É o recente caso da angariação de fundos da Pipoca Mais Doce que reuniu 50 mil euros para o IPO através de uma maratona solidária. Clap, clap, clap! Ou o “Larga o Sofá”, do Diário de um Batom, movimento que desafia os fãs a juntarem-se para praticar exercício.

A nós, marketeers e comunicadores, em particular os que, como nós, trabalham saúde e se confrontam diariamente com os feios números da obesidade, cancro, doenças cardiovasculares e tantas outras, cabe-nos saber aproveitar e dar voz a estas tendências.

Mas, e quando no meio de corridas, desafios saudáveis e receitas verdes surge a notícia que nos promete um comprimido que substitui o exercício? Que peso terá este comprimido, se chegar a ver a luz do dia? Quantos vão voltar à dieta do sofá? Que benefícios reais? Que consequências?

No fundo, a questão, para nós profissionais é: Até quando a “healthy foodmmunication”? Veio para ficar? Qual será a próxima grande tendência? Guess What? Cá por casa, as maçãs sempre tiveram lugar de rainhas (boas) e… estão para continuar!

 

@Nélia Silva, Senior Communication & Digital Consultant