A humanização dos heróis

Guess What Assessoria Mediática, Comunicação 10 Dezembro, 2018

Stan Lee, que ocupa um lugar central no Olimpo da Banda Desenhada, morreu aos 95 anos. A ele se deve a paternidade de alguns super-heróis da Marvel como Hulk, Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Demolidor ou os X-Men (em coautoria).

 

O legado do nova-iorquino, filho de emigrantes romenos, é gigantesco e o seu sucesso deveu-se à forma, a meu ver, como humanizou os super-heróis. Depois da II Guerra Mundial, regressou à sua editora de sempre para escrever um pouco de tudo: romance, humor, ficção científica ou terror.

 

Com o aproximar dos seus 40 anos e com dúvidas em relação à escolha de carreira, Lee arriscou e apostou em personagens mais humanas, com sentimentos, contradições e preocupações prosaicas do dia-a-dia.
Aproximou os heróis do público e criou uma revolução. Foi um jackpot e ajudou a Marvel a ser o que é hoje.

 

Aquilo que Lee fez na Banda Desenhada é o mesmo que as relações públicas pretendem fazer: humanizar as histórias que são contadas através da assessoria de imprensa ou das redes sociais de modo a que se crie um elo com o público. Fazer sentir a cada consumidor de informação que aquela pessoa daquela história é como ele, é uma vitória, na medida em que cria uma ligação emocional. Lee percebeu isso e fez de muitos super-heróis, membros das nossas famílias.

 

Francisco Reis, Corporate Division Manager & Managing Partner