A integração do lobby na estratégia corporativa

guess what Comunicação 30 Setembro, 2014

As empresas portuguesas carregam há décadas um handicap no momento de competir com outros países. As potenciais vantagens competitivas que as empresas têm de estar sediadas no nosso país é limitada pela falta de uma estratégia institucional que lhes permita influenciar o ambiente político e regulatório que afeta o seu negócio. Com efeito, estima-se que cerca de 80% das decisões com impacto nas empresas têm origem em Bruxelas.

Gradualmente, ao longo dos últimos anos as empresas portuguesas – seja através de associações sectoriais – têm entendido a importância do lobby como uma ferramenta de negócio para participar no processo de tomada de decisão legislativa, promover a estabilidade do quadro regulamentar em que operam e competirem em condições de igualdade com outras empresas. Com a crescente regulamentação do lobby, em parte por influência externa, mais e mais empresas estão a considerar a necessidade de implementar estratégias neste campo.

O primeiro passo, um dos mais importantes, será a forma de coordenar esta atividade na estrutura da empresa, para a qual existem algumas regras básicas para tomar a melhor decisão para as possibilidades de integração de public affairs na estratégia corporativa.

As empresas portuguesas, em suma, tem de adaptar a estrutura e os orçamentos a esta nova realidade se efetivamente querem assegurar um quadro regulamentar estável e favorável. Caso contrário, a posição institucional continuará enfraquecida face a empresas multinacionais, principalmente de outros países, que estão cientes da importância de participar do processo de tomada de decisões que os afetam – como aliás está bem patente no artigo «El “lobby” empresarial se reorganiza» do jornal El País.

Pode ler aqui o artigo do El País.

©Gonçalo CarvalhoPublic Affairs Consultant

Fonte imagem: Google