Ambrósio… apetecia-me mudar algo

guess what Comunicação, Publicidade 1 Outubro, 2013

Em fórmula de sucesso, a regra era não mexer. Entretanto, os públicos tornaram-se cada vez mais críticos e exigentes, a concorrência aumentou e a criatividade, própria da competição saudável, passou a ser imperativa. Mudar algo que já resulta ilustra, quase sempre, um pedido de atenção das marcas, quer para frisarem novas mensagens e posicionamentos, quer para se sobreporem às restantes.

“Ambrósio apetecia-me tomar algo”, já não é apenas uma frase Ferrero Rocher. É uma frase de todos os que cresceram a ouvi-la. De toda essa geração que já conhece, consome e é fã. Os irmãos mais novos, os sobrinhos que agora aparecem ou os filhos ainda bebés não sabem do bigode branco do Ambrósio, nem nunca viram a senhora vestida de amarelo brilhante. No mundo em que nascem, as limusines são coisa de cantor de rap e ninguém usa grandes chapéus com abas. O anúncio já não é para eles. É um “clássico”. E quando esse é o argumento da defesa, em plena era de globalização, pode fazer sentido que algo mude.

Dizem que a nova publicidade já não tem motorista. Ainda se sabe muito pouco: tem dedo português – Frederico Oliveira, vencedor do concurso que a marca abriu – e mantém o dourado nas vestimentas. Para já, podemos apenas aguardar pelas próximas semanas para conhecer o resultado, que chega em primeiro lugar à Alemanha; e esperar por reações positivas de todos aqueles que ainda chamam ‘Ambrósio’ ao amigo que se senta no lugar do condutor, ou que fantasiam com o elevador dos chocolates, que sai no meio do carro. Que a Ferrero apoie a transição com um bom plano de comunicação que a ajude a sustentar. Caso contrário, não há publicidade que lhe valha.