Assessoria Mediática

A humanização dos heróis

Guess What Assessoria Mediática, Comunicação 10 Dezembro, 2018

Stan Lee, que ocupa um lugar central no Olimpo da Banda Desenhada, morreu aos 95 anos. A ele se deve a paternidade de alguns super-heróis da Marvel como Hulk, Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Demolidor ou os X-Men (em coautoria).

 

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Um ano depois, as capas

guess what Assessoria Mediática 10 Julho, 2017

Há um ano a seleção portuguesa de futebol sénior alcançava a sua maior glória ao vencer o Euro 2016. Foi uma final que mais parecia escrita para cinema: jogo em Paris, onde milhões de portugueses trabalham mas onde continuam a ser reduzidos a porteiras e pedreiros e conseguiram alcançar uma alegria indiscritível; lesão do melhor do mundo que saiu em lágrimas e golo de um rapaz, maltratado nas redes sociais pelos compatriotas, e que até ali nada tinha feito na carreira que fosse digno de admiração.

Perante tal conquista, os jornais de Portugal e de todo o mundo encheram-se de manchetes únicas no dia seguinte. Os jornais desportivos optaram por palavras como Épico (Record), Orgulho de Portugal (A Bola) ou Eternos (O Jogo). O i, sempre irreverente, chamou Asterix à capa, empunhando uma bandeira de Portugal. O Público nomeou 10 julho, “Dia de Portugal”; o JN optou por um “É nossa” e o DN, por um ainda mais simples e eficaz “Campeões”. Os jornais franceses, claro, optaram por destacar a derrota da sua seleção e a desilusão que daí veio mas os espanhóis, muita graças a Ronaldo, também deram a capa à seleção portuguesa. A Marca, ligada ao Real Madrid, apostou num “Es Real”, por oposição ao sonho; os catalães do Mundo Sportivo escreveu “Sem CR7, Portugal campeão”. Em Itália, a Gazzetta dello Sport escreveu “Portobello” e o Corriere dello Sport apostou em “Portogalissimo”. Muitas mais capas homenagearam a conquista.

Hoje, um ano passado, a atualidade leva a melhor. Nem os jornais desportivos destacam todos, o primeiro aniversário da conquista. A Bola repete a capa de 11 de julho de 2016, o Record dá enfase a uma revista comemorativa que está à venda a partir de hoje e O Jogo não “toca” no assunto. Nos generalistas, descrição e pequenas chamadas de capa no Público, DN, JN e i. O Público sublinha que “Fernando Santos mantém os vencedores do Euro como titulares da equipa” e o DN sugere uma peça sobre “Um ano depois. Por onde andam os nossos 23 campeões europeus”. Já o JN chama à capa uma entrevista ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol. O i fala no “delírio coletivo” de há um ano.

Hoje, um ano depois, o louco mercado de transferências do futebol; o turismo ou a política levam a melhor. A agenda mediática não para e não faz concessões, nem para aniversários de conquistas extraordinárias.

@Francisco Reis, Senior Communication Consultant

Comunicação em Saúde: and the winner is…

guess what Assessoria Mediática, Comunicação 2 Dezembro, 2016

Quando entidades como a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a Sociedade Portuguesa de Ginecologia e a Roche se unem em prol da promoção da saúde, os resultados só podem ser positivos: meios de comunicação a alertar largamente para um tema, população mais informada, profissionais de saúde mais despertos para os sintomas e maiores probabilidades de deteção precoce ou prevenção de determinada patologia.
Se estes são os nossos principais objetivos em campanhas como a de “Sensibilização para o HPV”, o reconhecimento da APCE (Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa) através da atribuição do Prémio de Relação com os Media, não deixa de nos encher de orgulho. Pelo prémio? Claro que sim! Mas ainda mais por vermos reconhecido o impacto positivo a nível nacional do nosso trabalho em prol da saúde de todos nós.
Comunicar saúde é sempre um desafio e é por isso que continuamos, com os melhores parceiros, a apostar nesta área!

Assessoria e campanhas de sensibilização

guess what Assessoria Mediática 31 Outubro, 2016
Um estudo recente realizado pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, que junta os três reguladores financeiros nacionais, CMVM (Comissão Mercados de Valores Mobiliários), Banco de Portugal e ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões) revela entre outras conclusões que 1 em 10 portugueses em vez de poupar colocando dinheiro no banco ou aplicando em produtos financeiros, prefere guardar o dinheiro em casa.
Este vai ser um dos temas em debate no Dia Nacional da Literacia Financeira, e que está englobado num projeto pedagógico único onde “Todos contam”. Para além da desconfiança instalada hoje em dia por parte das pessoas em relação ao sistema bancário, esta conclusão demonstra também o pouco interesse e até o desconhecimento em relação ao temas financeiros atuais.
Há pois a clara noção de que é necessária uma maior literacia financeira e por isso esta sensibilização pode e deve começar através de ações de ativação, relações públicas e assessoria, didáticas e inciando-se  nas escolas e tendo como alvo as crianças e os jovens.
Se atualmente ter conhecimentos financeiros é indispensável para qualquer cidadão, o mesmo se aplica a estar bem informado sobre muitos outros temas que fazem parte do nosso dia a dia. E aqui entra a comunicação e o jornalismo. Saber diferenciar o que nos é apresentado quando se tem acesso à informação é hoje tão essencial como saber poupar. ‘Ganha’ quem estiver melhor informado. Sim, melhor informado e não mais informado.
Saber ler, ver ou ouvir notícias, posts de facebook, vídeos de youtube, saber separar o que é informação credível de meras histórias inóspitas que só servem para sites ganharem cliques é um passo para o sucesso pessoal e profissional.
Por isso, além de literacia financeira, se vivemos hoje num mundo da comunicação e da informação, é mais que necessário equacionar levar literacia em comunicação às nossas crianças e jovens, mas também aos adultos de todas as idades.
Seria uma grande ajuda para um País mais literado e mais esclarecido.
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@Andreia Sá, Senior Communication Consultant

Desmistificar a inovação terapêutica: o santo graal da comunicação em saúde

guess what Assessoria Mediática, Comunicação 20 Abril, 2016

 

A inovação terapêutica é (mais do que nunca) o santo graal da comunicação em saúde, quer estejamos a falar no público médico, nas autoridades de saúde ou na população em geral. Quando um novo medicamento é lançado, a palavra inovação faz sempre parte das mensagens chave a transmitir aos vários stakeholders. Os ensaios clínicos e estudos de valor fármaco-económico são desenvolvidos para, entre outros objetivos, demonstrar que determinado produto é verdadeiramente inovador. Os médicos e doentes querem os tratamentos mais inovadores. Já nas notícias, se não for inovador, não entra.

O valor da inovação em saúde é discutido transversalmente e regularmente: autoridades de saúde, médicos, economistas da saúde, associações de doente trocam frequentemente argumentos, muitas vezes nos media, tentando defini-lo.

A entrevista do jornal “Observador” a Kenneth Kaitin, diretor do Tufts Center for the Study of Drug Development, em Boston, nos Estados Unidos, é um excelente subsídio para compreender o complexo mundo da inovação em saúde. Encerra em poucos parágrafos várias mensagens chave que a indústria farmacêutica deveria ter sempre em conta quando comunica novas terapêuticas e que podem ajudar este setor a trabalhar uma imagem que continua a não ser a mais positiva, a saber:

  • “O desenvolvimento de um medicamento é um processo lento, arriscado e caro. Em média, os novos medicamentos levam 12 a 15 anos a chegar à prateleira da farmácia.”
  • “O custo total para se desenvolver um medicamento, incluindo as falhas, foi recentemente estimado pelo meu grupo – do Tufts Center for the Study of Drug Development – em 2,6 mil milhões de dólares [2,3 mil milhões de euros]”.
  • “O preço dos medicamentos reflete a avaliação que a empresa farmacêutica faz ao valor que aquele medicamento tem para o doente, ao cenário competitivo (se, por exemplo, estão disponíveis terapias alternativas) e ao que os contribuintes vão reembolsar. As receitas geradas pelas vendas de medicamentos também devem cobrir o custo do desenvolvimento de medicamentos futuros”.
  • “A lista de medicamentos que praticamente mudaram a face dos cuidados de saúde é extensa e, felizmente, a lista está a crescer.

Leia a entrevista completa aqui.

 

@Susana Viana, Healthcare Division Manager

No agradável mundo das efemérides

E venham elas… São fantásticas! Para nós marketeers, são efetivamente uma ajuda preciosa.

Ele é o Dia do Amigo, o Dia da Mulher, o Dia da Felicidade, o Dia dos Filhos, o Dia da Atividade Física e por aí adiante. Temos dias para tudo e mais alguma coisa. Celebrarmos a vida todos os dias é o máximo e, a cada dia que passa, termos motivos para lembrar algo e registar euforicamente e com iniciativas mais ou menos dinâmicas o simbolismo que estes dias em especial representam, ajudam a deixar-nos a todos, de uma forma ou de outra, mais felizes.

Na comunicação, as efemérides são um bom eixo para o desenvolvimento e implementação de algumas campanhas. Permitem-nos contextualizar todo o conceito da campanha numa forma simples e eficaz de transmissão da mensagem, chegando facilmente ao público-alvo e permitindo o desenvolvimento, não só visualmente criativo de peças únicas linkadas à mesma, como também de uma série de iniciativas que casam todas na perfeição com o seu objetivo final.

Sugestão: O e-goi tem uma boa lista de efemérides, algumas fora da caixa, para quem trabalha na área da comunicação, marketing e relações públicas.

Em alguns casos, pode ser uma fonte de inspiração…

 

@Andreia Sá, Sénior Communication Consultant

O País do Digital

guess what Assessoria Mediática, Digital 8 Março, 2016

A transferência de leitores do papel para o digital é constante. Pode já assumir-se que o hábito de comprar o jornal no quiosque foi reduzido a uma minoria. A maioria das pessoas, principalmente os mais jovens, procura informações noutros formatos e consomem notícias de uma forma diferente”, escreveu António Caño, diretor do jornal espanhol El País, numa carta aberta à sua redação, publicada na última sexta-feira, onde dava conta de mudanças no modelo de negócio do diário.

 

A mudança é fácil de explicar. Quase a completar 40 anos de vida, o jornal vai continuar a existir na sua versão impressa “durante todo o tempo que for possível” (que é como quem diz, vai existir mais uns meses) mas vai apostar em força na edição digital, seguindo a lógica americana. O diretor do El País acrescenta que “esse meio é e será cada vez mais americano“, por ser na América que o jornal mais cresce e tem hoje “uma expansão mais prometedora”.

 

Recorde-se que em todo o mundo, esta aposta no digital em detrimento do papel é uma tendência. O The Independent, que nos anos 90 chegou a vender mais de 400 mil exemplares por dia, anunciou o fim do papel. Será o primeiro jornal britânico a tomar esse passo. Algo que a Newsweek, do outro lado do Atlântico, já fizera…há quatro anos. Por cá, já nasceu um jornal exclusivamente digital de sucesso – Observador – mas nenhum jornal tomou ainda o passo de deixar o papel para ser exclusivamente digital. Esse dia chegará e em breve.

 

A nós consultores de comunicação, cabe continuar a explicar aos clientes a evolução. Há pouco tempo, “sair no online” era um prémio de consolação para quando não havia espaço no papel; passou a ser uma alternativa tão ou mais interessante do que sair no papel e num futuro próximo será… a única opção.

 

Francisco Chaveiro Reis, Corporate Division Manager

Quem deve dar a cara numa crise?

guess what Assessoria Mediática, Relações Públicas 8 Fevereiro, 2016

A verdade é que esta é uma pergunta que, como é hábito em comunicação, não tem uma resposta. Mas, tendo em conta que existem várias respostas, vejamos alguns exemplos em que é fundamental ter pensado de antemão quem deve dar a cara quando a reputação de uma empresa, ou instituição, é afetada:

  • Quanto maior é a dimensão da crise, mais alto deve ser o cargo da pessoa escolhida para porta-voz. Em caso extremos, em que se registam vítimas, a presença de um alto cargo é imprescindível. Veja-se, por exemplo, o caso que recentemente abalou a BIAL como um exemplo de como se deve posicionar o órgão máximo de uma empresa, quando se está a lidar com uma crise séria.
  • No entanto, quem está no topo também é demasiado importante para ser lançado às feras num primeiro momento, quando a informação ainda é parca. A não ser que seja, mesmo, mas mesmo necessário, não devemos lançar o “trunfo” logo num primeiro momento. Controlar (dominar) a informação (fluxo) é imprescindível para podermos tomar as decisões mais acertadas.
  • Outra premissa que devemos seguir (à letra) num crise, é que: cada caso é um caso. Por isso, também devemos ajustar o porta-voz às necessidades reais do momento. Não podemos estar a colocar o CEO de uma empresa a dar a cara quando as questões são de menor relevância. Para que o CEO possa continuar a fazer o seu trabalho sem se preocupar (muito), deve estar rodeado de pessoas de confiança e com treino em gestão de crise. Um bom exemplo de uma estrutura comunicacional funcional é o Sport Lisboa e Benfica, onde, para dar resposta a “crises” há quase sempre alguém que dá a cara pelo órgão máximo do clube, resguardando-o do desgaste mediático do mundo do futebol (que é tremendo).

No entanto, apesar de tudo o que descrevi anteriormente, serem verdades la palisse para qualquer profissional de comunicação, não se esqueça que se o caro leitor deste artigo for um executivo que tenha a infelicidade de se ver envolvido em escândalos, crises de reputação, ou outras situações menos simpáticas, há uma coisa que precisa: estar bem assessorado e receber treino. Aqui, as sessões de media trainning, bem como o treino de cenários de crise, são um investimento e não um gasto.

 

Joaquim Vicêncio, Senior Communication Consultant

Saber ler uma (verdadeira) crise é fundamental

guess what Assessoria Mediática, Comunicação 19 Novembro, 2015

No momento em que a comunicação flui 24h por dia sem barreiras; no momento em que praticamente toda a informação é do domínio público; no momento em que, segundo a ONU, 6 dos 7 mil milhões dos habitantes do planeta terra têm um telemóvel; no momento em que marcas em todo o mundo se deparam com desafios, constantes e novos, à sua reputação… Este é o momento em que, se queremos mostrar consistência e segurança (e não viver em paranoia permanente), temos que saber distinguir uma crise de um issue. Isto serve para mim, para outros consultores e para clientes.

Crise: um acontecimento extraordinário que tem a capacidade de provocar um impacto imediato na reputação e nos resultados (económicos) de uma entidade. São inesperadas: gostam de entrar sem bater à porta e costumam colocar os alvos no centro da atualidade mediática. Um facto sobre as crises: quase sempre provocam vítimas.

Issue: trata-se de um conflito em potência que, em princípio não representa um risco imediato para a reputação ou para o negócio da empresa. Tem a capacidade, isso sim, de se transformar numa crise se não damos a resposta correta.

Moral da história: é fundamental ter profissionais que saibam fazer esta distinção; que saibam “Quando?”, “Onde?” e “Como?” dar resposta a estes desafios. Aqui há um fator fundamental para quem tem que dar estas respostas: experiência.

 

@Joaquim Vicêncio, Senior Communication Consultant