Digital

A nova interação

Guess What Digital 14 Janeiro, 2019

Poucos conceitos serão tão centrais na comunicação como a interação, entendida, pelo afamado dicionário Priberam, como influência recíproca de dois ou mais elementos. Para tal, parece óbvio mas há que aponta-lo, são necessárias pelo menos duas pessoas. Ou não? Será que as pessoas são dispensáveis e a interação pode ocorrer na mesma?


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No final o tamanho não importa

Guess What Digital 7 Janeiro, 2019

Pois é, no final o tamanho não importa, quer se trabalhe em Marketing, Vendas ou noutra área qualquer, o tamanho não define o resultado. Mais impressionante ainda, talvez seja pensar que o tamanho não define/resume a performance, principalmente no mundo digital.


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PAY-TO-PLAY

Guess What Comunicação, Digital 26 Novembro, 2018

Há alguns anos, apresentar números elevados de seguidores/gostos era o mais importante para as marcas. Os gostos que as páginas tinham eram o mais importante, pois era sinal de que o seu conteúdo alcançaria e envolveria mais pessoas.

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Will we still love Instagram in 2018?

guess what Digital 6 Dezembro, 2017

Como, nos dias de hoje, nem só de imprensa vive o consultor de comunicação, vamos falar sobre redes sociais, mais especificamente sobre aquela rede que tem registado um maior número de fãs em Portugal durante este ano.

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Neutralidade da rede e dos conteúdos

guess what Digital 2 Novembro, 2017

Quando Tim Berners-Lee arquitetou a World Wide Web há 28 anos pensou num sistema aberto, do qual todos poderiam usufruir e, neutro, no qual ninguém sairia beneficiado. Ou seja, a rede foi concebida como uma plataforma aberta que permitiria a toda a gente, em todo o lado, partilhar informações, ter acesso a oportunidades e colaborar rompendo com limites geográficos e culturais. É esta a génese da neutralidade da rede.

É neste sentido que a neutralidade da Internet é uma das grandes questões atuais da Governação da Internet. Segundo este princípio, todo o tráfego online deve ser tratado de igual forma, independentemente do tipo de conteúdo e da sua origem sem, por exemplo, bloquear ou tornar mais lento o acesso a certos websites e serviços.

No entanto, a “saúde” da Internet em que hoje navegamos é constantemente ameaçada pelas operadoras, que teimam em não respeitar um dos princípios básicos da mesma.

É sobre esta temática que se debruçou – não pelas melhores razões – Michael J. Coren no artigo “Without net neutrality in Portugal, mobile internet is bundled like a cable package” publicado no passado dia 30 de outubro na revista nativa digital Quartz, que vem colocar em causa os princípios anteriormente referidos, citando exemplos de comportamentos anti concorrenciais e discriminatórios na gestão do tráfego desenvolvidos pelas operadoras em Portugal.

A Internet, enquanto infraestrutura de comunicação, tem um papel central na vida moderna semelhante ao das outras vias de comunicação que são neutrais com respeito ao que nelas é transportado. Por outro lado, como as infraestruturas em rede tendem a ser mais rentáveis com a escala, existe uma tendência grande para a concentração e logo uma propensão natural para erguer barreiras aos novos competidores.

É por isso que esta questão também não deve ser dissociada do negócio Altice / Media Capital que está atualmente a ser analisado pela ANACOM. Isto, no sentido da multinacional francesa poder encerrar o acesso dos operadores concorrentes aos seus conteúdos e canais de televisão e de rádio, bem como ao seu espaço publicitário, ao mesmo tempo que poderá encerrar o acesso de outros canais (por exemplo, a SIC e a RTP) às suas plataformas, nomeadamente de televisão por subscrição, portais de Internet (SAPO e IOL) e serviços OTT (mensagens, chamadas de voz e aplicações).

Na lógica de uma verticalização do negócio das telecomunicações com o dos media, ou seja, a fusão entre empresas destes dois sectores (como é o caso), pode potencialmente e, sem neutralidade, a empresa do ramo da produção ou indexação de “conteúdos” poderia “pagar” ao fornecedor de Internet (empresas do mesmo grupo) para que o acesso ao seu motor de busca fosse mais rápido do que aceder a um motor de busca concorrente. No limite, o próprio operador poderia mesmo fazer com que os dados (leia-se conteúdos) dos seus serviços tivessem prioridade sobre os dos concorrentes, adotando um papel de gatekeeper da rede, com a capacidade de escolher quais conteúdos que serão ou não disponíveis para os utilizadores de forma diferenciada.

Num mundo cada vez mais digital, onde o consumo de informação tem passado muito (e sempre a aumentar), nos últimos anos, pela Internet, estas questões merecem uma reflexão cuidadosa.

@Gonçalo Carvalho, Public Affairs Manager

O outro lado do futebol

guess what Digital 24 Outubro, 2017

Numa altura que todos estamos muito orgulhosos de ter um português mais uma vez como o melhor jogador de futebol do planeta, existem muitos que não têm a mesma “sorte” neste mercado profissional tão difícil.

Em Portugal os jogadores desempregados têm um grande apoio por parte do sindicato com o seu programa “Estágio do Jogador”.

Este ano focado nas redes sociais como ferramenta de empregabilidade que neste contexto ainda está a dar os primeiros passos.

Os jogadores desempregados em Portugal utilizam ainda muito pouco estas ferramentas para se mostrarem e autopromoverem.

Uma excelente ideia do Sindicato dos Jogadores de Futebol Profisisonal (SJPF).

@Paulo PereiraChief Financial Officer

As novas empresas de comunicação

guess what Comunicação, Digital 6 Outubro, 2017

Num futuro próximo quando os automóveis autónomos forem uma realidade nas nossas estradas, os passageiros ganharão tempo para fazer um conjunto de atividades digitais, como ver vídeos, navegar nas redes sociais, fazer compras ou simples consultas de informação. O automóvel pode ser assim a próxima grande plataforma de comunicação a ser explorada comercialmente pelas marcas automóveis, produtores de conteúdos ou fornecedores de serviços digitais. Este singelo exemplo demonstra bem as mudanças que estão a ocorrer e continuarão a uma velocidade supersónica nos próximos tempos relativamente a novos players, comportamentos de consumo e modelos de negócios no que à indústria da comunicação diz respeito.

Com a vaga de inovações disruptivas que temos assistido nos últimos 10 anos, as empresas estão a investir cada vez mais na produção de conteúdos e em relações diretas com os seus clientes. Ao mesmo tempo a sociedade afasta-se das formas tradicionais de consumo de conteúdos e informação – com impactos evidentes nos meios de comunicação social, por exemplo – centrando o seu comportamento no digital mas claramente mais fragmentado. Isto exige das marcas novas abordagens, estratégias e capacidades perante a luta intensa que se trava diariamente para captar a atenção dos consumidores.

Grande parte das empresas e marcas a nível global já perceberam que o marketing é insuficiente perante as novas dinâmicas e comportamentos e que a comunicação e o entretenimento são fundamentais para uma ligação direta com os seus clientes. Não é assim exagerado referir que todas as empresas são de comunicação, tal é a importância desta área para o seu sucesso.

Posto isto, e de acordo com alguns investigadores e estudos desenvolvidos, as empresas de comunicação podem enquadrar-se em quatro dimensões:

1)      Criadoras: as empresas que criam conteúdos que podem não ter uma relação direta com o público-alvo. Desenvolvem experiências de conteúdos em vários formatos com o objetivo de ligar fãs a consumos. Agências criativas, editoras de livros, companhias discográficas ou produtoras de TV são alguns exemplos.

2)      Maximizadoras: possuem uma relação direta com o cliente e simultaneamente operam na distribuição. Operadores móveis, players de TV ou concretamente o YouTube e o Spotify integram este grupo.

3)      Modulares: são fornecedores plug-and-play. A relação com o cliente final é escassa ou menos inexistente. Pouco controlo sobre o ambiente no qual os seus produtos ou serviços são distribuídos.

4)       Integradoras: empresas que têm uma relação direta com os consumidores e por isso um forte controlo sobre a experiência do utilizador, incluindo a apresentação dos produtos e serviços. As integradoras dominantes crescem rapidamente e representam oportunidades e ameaças para outros players. As integradoras são as mais promissoras e interessantes, pois reúnem informações de diferentes fontes e criam algo novo, distintivo e com maior valor. Quer um exemplo? Pense no caso da Amazon.

Os dados estão lançados e são evidentes: o mundo da comunicação está cada vez mais intenso e complexo, ao mesmo tempo que se multiplicam os desafios mas também as oportunidades. São assim necessárias empresas com visão mas acima de tudo ágeis e rápidas na execução. Não se esqueça que um bonito powerpoint de nada vale se a seguir não fizer acontecer.

@Renato Póvoas, Managing Parner, Guess What