Todos diferentes mas todos iguais
Os desenhos clássicos e icónicos que identificavam a marcas mais centenárias são coisa do passado.
Os desenhos clássicos e icónicos que identificavam a marcas mais centenárias são coisa do passado.
Poucos conceitos serão tão centrais na comunicação como a interação, entendida, pelo afamado dicionário Priberam, como influência recíproca de dois ou mais elementos. Para tal, parece óbvio mas há que aponta-lo, são necessárias pelo menos duas pessoas. Ou não? Será que as pessoas são dispensáveis e a interação pode ocorrer na mesma?
Pois é, no final o tamanho não importa, quer se trabalhe em Marketing, Vendas ou noutra área qualquer, o tamanho não define o resultado. Mais impressionante ainda, talvez seja pensar que o tamanho não define/resume a performance, principalmente no mundo digital.
Há alguns anos, apresentar números elevados de seguidores/gostos era o mais importante para as marcas. Os gostos que as páginas tinham eram o mais importante, pois era sinal de que o seu conteúdo alcançaria e envolveria mais pessoas.
Que vivemos num mundo cada vez mais tecnologicamente avançado, já não é novidade nenhuma. Desde câmaras para ver os nossos animais de estimação em casa enquanto trabalhamos, até escovas de dentes ligadas ao telemóvel para garantir uma correta lavagem, a tecnologia está hoje em dia em tudo o que fazemos.
A cerimónia de entrega dos Óscares está à porta. São já conhecidos os nomeados e apontados os favoritos. Não consegui ainda ver todas as fitas indicadas para melhor filme mas vi três que aqui destaco, como lições de comunicação, pelo conteúdo ou pela forma.
Numa altura em que se fazem balanços e se divulgam os tops mais e menos do ano, a Apple e a Google, divulgaram também elas as suas listas das aplicações que se destacaram nas respetivas lojas, App Store e Google Play Store, durante o ano de 2017.
Como, nos dias de hoje, nem só de imprensa vive o consultor de comunicação, vamos falar sobre redes sociais, mais especificamente sobre aquela rede que tem registado um maior número de fãs em Portugal durante este ano.
Quando Tim Berners-Lee arquitetou a World Wide Web há 28 anos pensou num sistema aberto, do qual todos poderiam usufruir e, neutro, no qual ninguém sairia beneficiado. Ou seja, a rede foi concebida como uma plataforma aberta que permitiria a toda a gente, em todo o lado, partilhar informações, ter acesso a oportunidades e colaborar rompendo com limites geográficos e culturais. É esta a génese da neutralidade da rede.
É neste sentido que a neutralidade da Internet é uma das grandes questões atuais da Governação da Internet. Segundo este princípio, todo o tráfego online deve ser tratado de igual forma, independentemente do tipo de conteúdo e da sua origem sem, por exemplo, bloquear ou tornar mais lento o acesso a certos websites e serviços.
No entanto, a “saúde” da Internet em que hoje navegamos é constantemente ameaçada pelas operadoras, que teimam em não respeitar um dos princípios básicos da mesma.
É sobre esta temática que se debruçou – não pelas melhores razões – Michael J. Coren no artigo “Without net neutrality in Portugal, mobile internet is bundled like a cable package” publicado no passado dia 30 de outubro na revista nativa digital Quartz, que vem colocar em causa os princípios anteriormente referidos, citando exemplos de comportamentos anti concorrenciais e discriminatórios na gestão do tráfego desenvolvidos pelas operadoras em Portugal.
A Internet, enquanto infraestrutura de comunicação, tem um papel central na vida moderna semelhante ao das outras vias de comunicação que são neutrais com respeito ao que nelas é transportado. Por outro lado, como as infraestruturas em rede tendem a ser mais rentáveis com a escala, existe uma tendência grande para a concentração e logo uma propensão natural para erguer barreiras aos novos competidores.
É por isso que esta questão também não deve ser dissociada do negócio Altice / Media Capital que está atualmente a ser analisado pela ANACOM. Isto, no sentido da multinacional francesa poder encerrar o acesso dos operadores concorrentes aos seus conteúdos e canais de televisão e de rádio, bem como ao seu espaço publicitário, ao mesmo tempo que poderá encerrar o acesso de outros canais (por exemplo, a SIC e a RTP) às suas plataformas, nomeadamente de televisão por subscrição, portais de Internet (SAPO e IOL) e serviços OTT (mensagens, chamadas de voz e aplicações).
Na lógica de uma verticalização do negócio das telecomunicações com o dos media, ou seja, a fusão entre empresas destes dois sectores (como é o caso), pode potencialmente e, sem neutralidade, a empresa do ramo da produção ou indexação de “conteúdos” poderia “pagar” ao fornecedor de Internet (empresas do mesmo grupo) para que o acesso ao seu motor de busca fosse mais rápido do que aceder a um motor de busca concorrente. No limite, o próprio operador poderia mesmo fazer com que os dados (leia-se conteúdos) dos seus serviços tivessem prioridade sobre os dos concorrentes, adotando um papel de gatekeeper da rede, com a capacidade de escolher quais conteúdos que serão ou não disponíveis para os utilizadores de forma diferenciada.
Num mundo cada vez mais digital, onde o consumo de informação tem passado muito (e sempre a aumentar), nos últimos anos, pela Internet, estas questões merecem uma reflexão cuidadosa.
@Gonçalo Carvalho, Public Affairs Manager
Numa altura que todos estamos muito orgulhosos de ter um português mais uma vez como o melhor jogador de futebol do planeta, existem muitos que não têm a mesma “sorte” neste mercado profissional tão difícil.
Em Portugal os jogadores desempregados têm um grande apoio por parte do sindicato com o seu programa “Estágio do Jogador”.
Este ano focado nas redes sociais como ferramenta de empregabilidade que neste contexto ainda está a dar os primeiros passos.
Os jogadores desempregados em Portugal utilizam ainda muito pouco estas ferramentas para se mostrarem e autopromoverem.
Uma excelente ideia do Sindicato dos Jogadores de Futebol Profisisonal (SJPF).
@Paulo Pereira, Chief Financial Officer