Digital

Neutralidade da rede e dos conteúdos

guess what Digital 2 Novembro, 2017

Quando Tim Berners-Lee arquitetou a World Wide Web há 28 anos pensou num sistema aberto, do qual todos poderiam usufruir e, neutro, no qual ninguém sairia beneficiado. Ou seja, a rede foi concebida como uma plataforma aberta que permitiria a toda a gente, em todo o lado, partilhar informações, ter acesso a oportunidades e colaborar rompendo com limites geográficos e culturais. É esta a génese da neutralidade da rede.

É neste sentido que a neutralidade da Internet é uma das grandes questões atuais da Governação da Internet. Segundo este princípio, todo o tráfego online deve ser tratado de igual forma, independentemente do tipo de conteúdo e da sua origem sem, por exemplo, bloquear ou tornar mais lento o acesso a certos websites e serviços.

No entanto, a “saúde” da Internet em que hoje navegamos é constantemente ameaçada pelas operadoras, que teimam em não respeitar um dos princípios básicos da mesma.

É sobre esta temática que se debruçou – não pelas melhores razões – Michael J. Coren no artigo “Without net neutrality in Portugal, mobile internet is bundled like a cable package” publicado no passado dia 30 de outubro na revista nativa digital Quartz, que vem colocar em causa os princípios anteriormente referidos, citando exemplos de comportamentos anti concorrenciais e discriminatórios na gestão do tráfego desenvolvidos pelas operadoras em Portugal.

A Internet, enquanto infraestrutura de comunicação, tem um papel central na vida moderna semelhante ao das outras vias de comunicação que são neutrais com respeito ao que nelas é transportado. Por outro lado, como as infraestruturas em rede tendem a ser mais rentáveis com a escala, existe uma tendência grande para a concentração e logo uma propensão natural para erguer barreiras aos novos competidores.

É por isso que esta questão também não deve ser dissociada do negócio Altice / Media Capital que está atualmente a ser analisado pela ANACOM. Isto, no sentido da multinacional francesa poder encerrar o acesso dos operadores concorrentes aos seus conteúdos e canais de televisão e de rádio, bem como ao seu espaço publicitário, ao mesmo tempo que poderá encerrar o acesso de outros canais (por exemplo, a SIC e a RTP) às suas plataformas, nomeadamente de televisão por subscrição, portais de Internet (SAPO e IOL) e serviços OTT (mensagens, chamadas de voz e aplicações).

Na lógica de uma verticalização do negócio das telecomunicações com o dos media, ou seja, a fusão entre empresas destes dois sectores (como é o caso), pode potencialmente e, sem neutralidade, a empresa do ramo da produção ou indexação de “conteúdos” poderia “pagar” ao fornecedor de Internet (empresas do mesmo grupo) para que o acesso ao seu motor de busca fosse mais rápido do que aceder a um motor de busca concorrente. No limite, o próprio operador poderia mesmo fazer com que os dados (leia-se conteúdos) dos seus serviços tivessem prioridade sobre os dos concorrentes, adotando um papel de gatekeeper da rede, com a capacidade de escolher quais conteúdos que serão ou não disponíveis para os utilizadores de forma diferenciada.

Num mundo cada vez mais digital, onde o consumo de informação tem passado muito (e sempre a aumentar), nos últimos anos, pela Internet, estas questões merecem uma reflexão cuidadosa.

@Gonçalo Carvalho, Public Affairs Manager

O outro lado do futebol

guess what Digital 24 Outubro, 2017

Numa altura que todos estamos muito orgulhosos de ter um português mais uma vez como o melhor jogador de futebol do planeta, existem muitos que não têm a mesma “sorte” neste mercado profissional tão difícil.

Em Portugal os jogadores desempregados têm um grande apoio por parte do sindicato com o seu programa “Estágio do Jogador”.

Este ano focado nas redes sociais como ferramenta de empregabilidade que neste contexto ainda está a dar os primeiros passos.

Os jogadores desempregados em Portugal utilizam ainda muito pouco estas ferramentas para se mostrarem e autopromoverem.

Uma excelente ideia do Sindicato dos Jogadores de Futebol Profisisonal (SJPF).

@Paulo PereiraChief Financial Officer

As novas empresas de comunicação

guess what Comunicação, Digital 6 Outubro, 2017

Num futuro próximo quando os automóveis autónomos forem uma realidade nas nossas estradas, os passageiros ganharão tempo para fazer um conjunto de atividades digitais, como ver vídeos, navegar nas redes sociais, fazer compras ou simples consultas de informação. O automóvel pode ser assim a próxima grande plataforma de comunicação a ser explorada comercialmente pelas marcas automóveis, produtores de conteúdos ou fornecedores de serviços digitais. Este singelo exemplo demonstra bem as mudanças que estão a ocorrer e continuarão a uma velocidade supersónica nos próximos tempos relativamente a novos players, comportamentos de consumo e modelos de negócios no que à indústria da comunicação diz respeito.

Com a vaga de inovações disruptivas que temos assistido nos últimos 10 anos, as empresas estão a investir cada vez mais na produção de conteúdos e em relações diretas com os seus clientes. Ao mesmo tempo a sociedade afasta-se das formas tradicionais de consumo de conteúdos e informação – com impactos evidentes nos meios de comunicação social, por exemplo – centrando o seu comportamento no digital mas claramente mais fragmentado. Isto exige das marcas novas abordagens, estratégias e capacidades perante a luta intensa que se trava diariamente para captar a atenção dos consumidores.

Grande parte das empresas e marcas a nível global já perceberam que o marketing é insuficiente perante as novas dinâmicas e comportamentos e que a comunicação e o entretenimento são fundamentais para uma ligação direta com os seus clientes. Não é assim exagerado referir que todas as empresas são de comunicação, tal é a importância desta área para o seu sucesso.

Posto isto, e de acordo com alguns investigadores e estudos desenvolvidos, as empresas de comunicação podem enquadrar-se em quatro dimensões:

1)      Criadoras: as empresas que criam conteúdos que podem não ter uma relação direta com o público-alvo. Desenvolvem experiências de conteúdos em vários formatos com o objetivo de ligar fãs a consumos. Agências criativas, editoras de livros, companhias discográficas ou produtoras de TV são alguns exemplos.

2)      Maximizadoras: possuem uma relação direta com o cliente e simultaneamente operam na distribuição. Operadores móveis, players de TV ou concretamente o YouTube e o Spotify integram este grupo.

3)      Modulares: são fornecedores plug-and-play. A relação com o cliente final é escassa ou menos inexistente. Pouco controlo sobre o ambiente no qual os seus produtos ou serviços são distribuídos.

4)       Integradoras: empresas que têm uma relação direta com os consumidores e por isso um forte controlo sobre a experiência do utilizador, incluindo a apresentação dos produtos e serviços. As integradoras dominantes crescem rapidamente e representam oportunidades e ameaças para outros players. As integradoras são as mais promissoras e interessantes, pois reúnem informações de diferentes fontes e criam algo novo, distintivo e com maior valor. Quer um exemplo? Pense no caso da Amazon.

Os dados estão lançados e são evidentes: o mundo da comunicação está cada vez mais intenso e complexo, ao mesmo tempo que se multiplicam os desafios mas também as oportunidades. São assim necessárias empresas com visão mas acima de tudo ágeis e rápidas na execução. Não se esqueça que um bonito powerpoint de nada vale se a seguir não fizer acontecer.

@Renato Póvoas, Managing Parner, Guess What

Adeus email, olá apps!

guess what Digital 20 Julho, 2017

A silly season está a chegar, mas não é por isso que deixamos de parte os nossos aparelhos de comunicação (a.k.a smartphones).

O email pode ficar off , mas não conseguimos resistir àquelas Apps que nos ajudam a tornar as nossas férias mais interessantes. Desde as mais utilitárias, como meteorologia ou tabela de marés, às mais fun que nos desafiam nalgumas atividades ou dão sugestões de programas.

Aqui ficam algumas sugestões de Apps pelo Shifter

@Mariana Zoio, Digital Consultant

Doenças crónicas e redes sociais: “we like it”

guess what Digital 7 Junho, 2017

Redes sociais e doenças. Já muito se falou sobre as doenças provocadas pela utilização excessiva de Facebook, Instagram, Snapchat, Twitter e companhia.

No entanto, as redes sociais podem também ser uma excelente plataforma de partilha de experiências para quem sofre de doenças crónicas, como a esclerose múltipla ou a diabetes.

O jornal Público explica neste artigo o que procuram os jovens com esclerose múltipla nas redes sociais. José Vale, neurologista, refere que o valor das redes sociais no caso desta doença neurológica pode passar pelo combate de preconceitos e estigmas. “A esclerose múltipla ainda acarreta um grande estigma social e, como afeta pessoas muito novas, acaba por ser nas redes sociais que encontram maneira de se expressar”, explica o especialista.

E precisamente para combater estigmas, a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla lançou este vídeo, que mostra que a esclerose múltipla não é necessariamente sinónimo de incapacidade. Um vídeo que tem vivido sobretudo nas redes sociais.

No mesmo dia em que o jornal Público publicava o referido artigo, passou por Portugal Gavin Griffits, um jovem britânico com diabetes tipo 1 que fundou o projeto “Every 1 Matters”, um projeto de sensibilização para este tipo de diabetes que também tem como objetivo a luta contra preconceitos.

Esta iniciativa, que vai levá-lo a correr 5 km em várias cidades de todos os continentes do mundo, vive sobretudo de uma página de Facebook, onde Gavin vai retratando a sua viagem e recrutando outros apoiantes da causa para se juntarem às suas corridas. Simultaneamente vai apelando à importância de integrar e não descriminar as crianças e jovens com diabetes tipo 1, que muitas vezes se sentem “diferentes” pelas constantes medições de glicemia e injeções de insulina.

Assim, para quem comunica saúde há muito que as redes sociais se tornaram uma plataforma incontornável, especialmente quando se trata de pensar em campanhas de sensibilização. Sempre com o cuidado de sermos muito criteriosos nas mensagens que passamos, sob pena de “incendiarmos” as redes sociais, que tal como o álcool, ajudam a “curar feridas” mas são altamente “inflamáveis”.

@Susana Viana, Healthcare Division Manager

Uma questão de timing.

guess what Comunicação, Digital 12 Abril, 2017

O caso do passageiro expulso do avião da United Airlines está a correr mundo, pelos piores motivos. Segundo o Observador, “no mês passado, a mesma companhia esteve envolvida num episódio polémico não muito diferente deste. Duas crianças foram impedidas de entrar no avião porque estavam a vestir leggings que, de acordo com a United Airlines, não obedece ao dress code da companhia.”.

Mas bom, este espaço não serve para comentar as motivações/decisões da companhia. Quero falar sobre outras companhias que aproveitaram a primeira situação (e muito bem) para apostar em publicidade. Passo a apresentar alguns casos:

Crédito de imagem: José Brízida

Assistimos a duas empresas que, criativamente, se apresentam como soluções face ao caso United Airlines. A primeira imagem, apesar de não ser oficial, fez com que a Southwest sofresse um pico de menções nas Redes Sociais. A segunda imagem apresenta uma opção de utilização de anúncios patrocinados no Youtube de forma astuciosa.

A questão que se prende é: será eticamente sustentável aproveitar situações negativas de concorrentes para auto-promoção? A rentabilidade do ROI, compensa?

Investir na área digital tem as suas vantagens, nomeadamente a possibilidade de medir e quantificar o sucesso da campanha/ação. Assim, seria interessante não só pensar e implementar a ideia, mas como também investir em investigação, por forma a indagar o real impacto da mesma.

@Marta Barroso Gonçalves, Digital Manager

Youtube killed the TV ad?

guess what Comunicação, Digital 22 Março, 2017

“Video killed the radio star” cantavam os “The Buggles” no início da década de 80. Youtube killed the TV ad? (O Youtube matou o anúncio de TV?) perguntamos nós em 2017.

Para a Adidas, conhecida marca de equipamento desportivo, sim. Os tradicionais anúncios de imprensa e TV morreram e o investimento da companhia será feito nas novas plataformas digitais e redes sociais, avança o Business Insider neste artigo.

A justificação é dada à CNBC pelo CEO da Adidas Kasper Rorsted: a companhia quer aumentar a receita das vendas online de mil milhões de euros em 2016 para quatro mil milhões de euros até 2020 e quer usar os canais digitais para lá chegar.

Rorsted defende que o consumidor jovem, o seu público-alvo, interage com a marca sobretudo através do smartphone pelo que a aposta para os próximos anos vai ser na interação digital.

Esta não é uma aposta só da Adidas, é uma tendência global, em particular das marcas dirigidas a um público mais jovem e urbano. As marcas de venda online que vivem quase exclusivamente de uma página no Facebook multiplicam-se. Os meios de comunicação tradicionais tentam cada vez mais ser multiplataforma e já perceberam que só a caça ao click e ao “like” os pode tornar rentáveis.

Mas no caso dos meios de comunicação social, há o reverso da medalha. Esta caça ao like e ao click estão, em alguns casos, a afastar abordagens mais sérias e isentas e fazer com que se aposte mais nos títulos escandalosos ou pior, que “obrigam” o leitor a abrir a notícia para conseguir perceber do que se trata.

A conhecida blogger “A Pipoca Mais Doce” falou sobre este “flagelo” neste post porque este é um assunto que deve realmente preocupar todos aqueles que trabalham na área da comunicação. E deve levar-nos a refletir para encontrar um equilíbrio entre aquilo que é informação rentável e aquilo que é a informação que realmente interessa ao público.

@Susana VianaHealthcare Division Manager

When Offline meets Online

guess what Digital 16 Fevereiro, 2017

Como todas as relações existem altos e baixos, momentos bons e outros menos bons, mas é exatamente por isso que é preciso haver dedicação, trabalho e acima de tudo paixão, e na junção da comunicação offline com a online não é diferente!

Com um mundo cada vez mais presente no online e com produtos/serviços no mundo offline é importante, e um desafio, saber como captar a atenção nos visores de smartphones, tablets e computadores para algo que esteja numa loja, por exemplo.

Com uma comunicação integrada pensada estrategicamente para atuar tanto offline como online é possível criar campanhas e resultados bastante significativos, e satisfatórios, dois exemplos dessa situação são o vinho espanhol Monólogo e o jornal britânico The Times. São dois exemplos, bastante distintos, que mostram como a combinação do offline e online funciona, um a nível de campanha outro a nível de estratégia de comunicação.

No caso do Monólogo foi feita uma campanha online que, apelando ao nome do vinho, desafia os utilizadores do Twitter a escrever sobre a sua visão particular do mundo, porquê esta rede social? Por ser o local online onde se partilham… monólogos! Foram posteriormente reunidas 150 citações e foi elaborado um livro, construído do online para o offline. Para além disso, foram ainda distribuídas as citações nos rótulos dos vinhos como edição especial da marca. Esta campanha resultou num aumento de vendas e ainda no aumento de comunidades online, e muito possivelmente um aumento de fidelização com a marca.

O jornal The Times não cruzou os braços e não desistiu da sua versão offline (nem da online) e graças a uma estratégia orientada, conseguiu manter o número dos seus subscritores da versão em papel mais elevado que o número dos subscritores digitais. Como? Mantendo os valores que os seus leitores tanto admiram. O The Times agora é publicado digitalmente quatro vezes por dia durante a semana semana: durante a noite, às 9h, ao meio-dia e às 17h; reduzindo para três publicações ao fim-de-semana: durante a noite, meio-dia e 18h. O objetivo deste jornal era garantir que, independentemente da plataforma em que é lido, a nova experiência digital do Times traduz o mesmo estilo, profundidade e amplitude da escrita que a edição impressa.

O número de casos de sucesso destes “casamentos” na comunicação é cada vez maior, e não deixa de ser um ótimo desafio, e talvez uma oportunidade, para as marcas/empresas/agências de comunicação criarem a diferença.

@Mariana Zoio, Digital Consultant

Do Twitter para o mundo: já chega.

guess what Digital 10 Fevereiro, 2017

Já chega de bullying. Já chega de trolls. Existem inúmeras formas de bullying e o Twitter pretende acabar com uma delas. A utilização de trolls difamadores, xenófobos e sexistas é cada vez mais usual e “normal”. Ao invés do seu propósito de conteúdo light fun como este:

Segundo a publicação na Fortune, “o Twitter fez três novas mudanças no seu serviço que ajudarão os seus utilizadores a identificar e reagir contra pessoas que promovam e obstruam os seus feeds com mensagens de ódio”. As mudanças passam por impedir que utilizadores identificados criem novas contas no Twitter, que alguns sejam sinalizados e outros literalmente bloqueados permanentemente da plataforma.

Estas alterações já surtem o seu efeito, pois segundo a Variety, “o número de trolls gerados nos últimos meses, desceu drasticamente”. Isto leva a crer que casos como o da atriz Leslie Jones, de “Saturday Night Live” e “Ghostbusters”, atacada no verão passado com tweets racistas, levando-a a abandonar temporariamente o serviço, sejam cada vez menos e mais raros.

Será que esta reação/ação do Twitter deve ser tão radical? Por uns, pagam todos? Ou é um pequeno passo em prol da luta contra o bullying (online)?

Dá que pensar…

@Marta Barroso Gonçalves, Digital Manager

Improve fecha parceria com Innoscience, consultora brasileira

guess what Comunicação, Digital 3 Fevereiro, 2017

A Improve, empresa de serviços de inovação do Grupo Guess What, assinou uma parceria com a Innoscience, consultora brasileira com mais de dez anos de experiência na área da inovação. Depois de várias parcerias locais, é agora através da Improve que a Innoscience se aventura pela primeira vez na internacionalização, “a Improve é a porta perfeita para entrarmos na Europa, podendo partilhar o nosso know-how e case studies mas também podendo aprender outras formas de trabalhar e encarar a inovação” afirma Felipe Ost Scherer, cofundador da Innoscience.

A Innoscience possui uma metodologia e ferramentas de trabalho exclusivas testadas desde 2006 em mais de 150 empresas, com mais de 200 projetos executados e cerca de 10 mil profissionais capacitados nesta área da inovação, tendo vindo a desenvolver projetos para empresas como a Coca-Cola, Johnson&Johnson, Nívea, Thyssen Krupp, Sanofi, Roche, Philips Morris, Boticário, Volvo, Avon ou Danone

Com esta parceria a Improve e a Innoscience vão começar a desenvolver atividades dos dois lados do Atlântico e a desenvolver oportunidades entre empresas portuguesas e brasileiras.

Segundo Renato Póvoas, Managing Partner da Improve: “Este é mais um passo que damos para alargar a nossa plataforma de serviços partilhados que, com toda certeza, irão provar ser uma mais-valia para os nossos clientes”, acrescentando que, “pretendemos aprender com parceiros com mais experiência nesta área e com atividades noutras geografias”.