Relações Públicas

Comunicação com C grande

Guess What Comunicação, Relações Públicas 12 Junho, 2020

Os canais de comunicação, antes essencialmente concentrados nos órgãos de informação, estão agora dispersos por inúmeras plataformas e por uma variedade especialmente criativa de formatos. A informação (no sentido mais lato do termo) deixou de ser especializada e passou a abordar-nos de diferentes origens e essências, sem grande controlo sobre as mensagens veiculadas.

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Tendência para 2020: Autenticidade

Estamos a chegar ao final do ano, altura em que fazemos balanços e analisamos o saldo positivo ou negativo de campanhas e estratégias de comunicação e de relações institucionais, e ajustamos objetivos tendo em conta um novo ano que começa. Na área da consultoria estratégica em comunicação este período pauta-se pela preparação do próximo ano e pelos relatórios de balanço, por análises quantitativas e qualitativas, pelos resultados alcançados e pela performance conseguida de acordo com os parâmetros de trabalho que estabelecemos para atingir o que definimos como o sucesso de um cliente e parceiro, que é e será, impreterivelmente também o nosso.

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Facebook, crónica de uma rede social. Quer dizer, ligeiramente social. Ou então…

guess what Digital, Relações Públicas 9 Junho, 2016

“…Não sabemos”. Pelo menos é esta a sensação que, por vezes, tenho quando olho para este caso de estudo da comunicação de massas online que é o Facebook. Nascido no território da complexa sociabilização universitária, não estou certa que na epifania da sua criação, alguém tivesse noção da forma como viria a influenciar a forma como comunicamos, partilhamos informação e vivemos emoções.

Divagações sociológicas à parte, o Facebook tem-se reinventado e introduzido funcionalidades num esforço palpável para ser uma ferramenta de acesso democratizado a profissionais e amadores.

No entanto, o que este título hesitante pretende traduzir é a sensação que tenho em certos momentos de que o Facebook “perdeu um pouco o pé” e esqueceu o que o trouxe ao palco: a atração pela partilha humanizada, o espaço dos utilizadores, o convívio online. Uma das recentes alterações levou-me a pensá-lo novamente: o feed está de tal modo orientado para mostrar conteúdo patrocinado que perdemos demasiada atividade de amigos. A solução? Notificá-los quando publicamos, convidando-os a reagir. É um estímulo direto e calculado (a notificação é limitada a 10 pessoas) à interação entre os utilizadores, num esforço de privilegiar as relações entre estes, evitando o anunciado desinteresse social na plataforma.

Desenganem-se os que esperam agora um arauto da desgraça sobre o Facebook estar condenado a desaparecer.

Sim, acabará por perder o protagonismo e, com ele, a sua capacidade de atrair marcas. O tempo e os números o provarão e o exemplo de outras mortes inesperadas indicia que assim será: quem diria há algumas décadas que a Nokia estaria quase encostada à box pelos atuais líderes de mercado? Quem trabalhou com fax, lembra-se da reação ao email?

Não que a nossa relação com o Facebook não esteja a resultar. Na verdade, continua a gerar ótimos frutos (negócios que crescem ali, grupos de interesses que se aproximam…) Ao bom jeito das relações pós-modernas, o problema não é o Facebook. Somos nós.

Enquanto humanos, vamos continuar a descobrir novos prazeres e necessidades. Alguns procurarão disrupções, outros seguirão tendências mas, de um modo ou outro, haverá sempre uma nova rede social – ou o total abandono destas, como as vemos agora – em prol de um novo paradigma.

A necessidade de se manter ágil é uma necessidade no online. Isto não significa alterar a estratégia de canais todos os meses! Mas pode chegar o momento em que o público-alvo tenha migrado para outro espaço e a marca deva acompanhá-lo ou, por outro lado, as prioridades mudaram e é necessário procurar novos públicos. Aqui, a questão essencial é compreender quem está em que plataforma e de que modo a nossa marca encontra o seu público ali.

No entanto, a verdadeira discussão vai muito além do “onde” estar presente.

Em que pilares vamos alicerçar a relação? Criada a expetativa e tendo “ganho” aquele fã, o que temos para lhe dar? Quando e como vamos satisfazer a necessidade que espera ver suprida? A que custo e em que momento planeamos convertê-lo num ativo – seja ele cliente, embaixador ou angariador de potenciais clientes? E se o Facebook o matar “digitalmente”, com o seu algoritmo-antibiótico, que tem tanto de terapêutico, para priorizar o que vemos, como de tóxico, dada a perspetiva comercial do seu critério? O Facebook aqui é um mero exemplo: o exercício deve ser feito em qualquer estratégia e para qualquer canal.

Abro a “caixa de pandora”: é difícil ter respostas 100% absolutas para todas estas questões. Não existem na comunicação respostas fechadas, muito menos na comunicação e nas relações online. Existem, sim, dúvidas, que inspiram estudo, trabalho, desconstrução e análise de resultados. E o retomar de novas medidas, novas ideias, novos passos, num ciclo “para a vida”.

Se partilha destas dúvidas existenciais da comunicação digital ou se não sabe se tem motivo para se preocupar, deixamos algumas questões que habitualmente fazemos:

  • A sua marca está presente em alguma rede social? Consegue indicar claramente o objetivo?
  • O que faz diariamente para materializar esse objetivo?
  • Com que regularidade reavalia os objetivos e como procede a essa avaliação?
  • Se está a vender online, sabe qual é o maior entrave à compra no seu site? Como o está a resolver?
  • Hoje ganhou um fã. Porque é que acha que, no próximo mês, este vai querer continuar atento à sua comunidade?

Ajudou? Se levantou ainda mais questões, está no bom caminho! E, como gostamos de assumir as nossas responsabilidades, partilhe as dúvidas connosco: temos todo o gosto em ajudá-lo a encontrar boas respostas.

@Nélia Silva, Senior Communication & Digital Consultant

Public Affairs e Relações Públicas: uma união de grande impacto

A disciplina de Public Affairs tem vindo a ganhar cada vez mais peso e protagonismo no seio das Relações Públicas. Curiosamente, enquanto todas as grandes redes internacionais de RP apostam em departamentos especializados nesta área, em Portugal conta-se pelos dedos de meia mão as empresas com estruturas internas de Public Affairs.

Na Guess What as experiências que temos tido a este nível através sua integração em Projetos Globais de Comunicação e Relações Públicas têm sido muito positivas. As iniciativas de comunicação ganham uma dimensão complementar e alguns dos objetivos propostos são atingidos de forma mais célere.

Numa época em que cada vez mais os centros de decisão estão alertados para o que os media produzem, é necessário por vezes utilizar este instrumento estratégico para que o ambiente público seja favorável a cada processo. Neste contexto, ter em casa uma equipa de especialistas em Relações Institucionais e Governamentais é fundamental.

Um dos objetivos primordiais de um bom serviço de Public Affairs é o de estabelecer uma boa reputação e construir/manter um envolvimento positivo com os diversos stakeholders externos de uma companhia e contribuir positivamente para o desenvolvimento político e regulatório de um determinado processo. Para tal, são precisos os melhores, em termos académicos, estratégicos e ao nível da network de influência.

O Public Affairs requer também uma abordagem de comunicação integrada, definida para sensibilizar com eficácia públicos-alvo específicos. É fundamental para assegurar uma divulgação de mensagens orientada no sentido de potenciar o processo de Gestão de Influência.

 

@Jorge Azevedo, Managing Partner da Guess What

Nota: Texto originalmente publicado no site Liga-te à Media.

No agradável mundo das efemérides

E venham elas… São fantásticas! Para nós marketeers, são efetivamente uma ajuda preciosa.

Ele é o Dia do Amigo, o Dia da Mulher, o Dia da Felicidade, o Dia dos Filhos, o Dia da Atividade Física e por aí adiante. Temos dias para tudo e mais alguma coisa. Celebrarmos a vida todos os dias é o máximo e, a cada dia que passa, termos motivos para lembrar algo e registar euforicamente e com iniciativas mais ou menos dinâmicas o simbolismo que estes dias em especial representam, ajudam a deixar-nos a todos, de uma forma ou de outra, mais felizes.

Na comunicação, as efemérides são um bom eixo para o desenvolvimento e implementação de algumas campanhas. Permitem-nos contextualizar todo o conceito da campanha numa forma simples e eficaz de transmissão da mensagem, chegando facilmente ao público-alvo e permitindo o desenvolvimento, não só visualmente criativo de peças únicas linkadas à mesma, como também de uma série de iniciativas que casam todas na perfeição com o seu objetivo final.

Sugestão: O e-goi tem uma boa lista de efemérides, algumas fora da caixa, para quem trabalha na área da comunicação, marketing e relações públicas.

Em alguns casos, pode ser uma fonte de inspiração…

 

@Andreia Sá, Sénior Communication Consultant

Quem deve dar a cara numa crise?

guess what Assessoria Mediática, Relações Públicas 8 Fevereiro, 2016

A verdade é que esta é uma pergunta que, como é hábito em comunicação, não tem uma resposta. Mas, tendo em conta que existem várias respostas, vejamos alguns exemplos em que é fundamental ter pensado de antemão quem deve dar a cara quando a reputação de uma empresa, ou instituição, é afetada:

  • Quanto maior é a dimensão da crise, mais alto deve ser o cargo da pessoa escolhida para porta-voz. Em caso extremos, em que se registam vítimas, a presença de um alto cargo é imprescindível. Veja-se, por exemplo, o caso que recentemente abalou a BIAL como um exemplo de como se deve posicionar o órgão máximo de uma empresa, quando se está a lidar com uma crise séria.
  • No entanto, quem está no topo também é demasiado importante para ser lançado às feras num primeiro momento, quando a informação ainda é parca. A não ser que seja, mesmo, mas mesmo necessário, não devemos lançar o “trunfo” logo num primeiro momento. Controlar (dominar) a informação (fluxo) é imprescindível para podermos tomar as decisões mais acertadas.
  • Outra premissa que devemos seguir (à letra) num crise, é que: cada caso é um caso. Por isso, também devemos ajustar o porta-voz às necessidades reais do momento. Não podemos estar a colocar o CEO de uma empresa a dar a cara quando as questões são de menor relevância. Para que o CEO possa continuar a fazer o seu trabalho sem se preocupar (muito), deve estar rodeado de pessoas de confiança e com treino em gestão de crise. Um bom exemplo de uma estrutura comunicacional funcional é o Sport Lisboa e Benfica, onde, para dar resposta a “crises” há quase sempre alguém que dá a cara pelo órgão máximo do clube, resguardando-o do desgaste mediático do mundo do futebol (que é tremendo).

No entanto, apesar de tudo o que descrevi anteriormente, serem verdades la palisse para qualquer profissional de comunicação, não se esqueça que se o caro leitor deste artigo for um executivo que tenha a infelicidade de se ver envolvido em escândalos, crises de reputação, ou outras situações menos simpáticas, há uma coisa que precisa: estar bem assessorado e receber treino. Aqui, as sessões de media trainning, bem como o treino de cenários de crise, são um investimento e não um gasto.

 

Joaquim Vicêncio, Senior Communication Consultant