Relações Públicas

Será o fim do Facebook tal como o conhecíamos?

Com o apagão de quase sete horas a nível mundial das aplicações da empresa Facebook, o mundo, bem como a maior parte da comunidade digital que depende destas redes sociais, parou. Das marcas aos influencers, mas também ao próprio CEO, Mark Zuckerberg, que viu as ações da sua empresa caírem em mais de seis mil milhões de dólares e a reputação do seu monopólio de aplicações abalada.

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Como podemos ser mais criativos?

Guess What Comunicação, Relações Públicas 29 Julho, 2021

Todos nós, que trabalhamos na área de comunicação (especialmente em agências de comunicação), precisamos muito de criatividade. Precisamos diariamente de ideias diferentes e de ações inusitadas que acrescentem valor. Tudo isto para conseguir comunicar as mensagens dos nossos clientes, ao mesmo tempo que cativamos a atenção do seu público. 

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O papel da comunicação para mudar o futuro

Uma boa comunicação pode ter um papel fundamental para a mudança de mentalidades. Assim vemos através de exemplos do passado, mas também por casos recentes de busca pela mudança. Hoje em dia, as causas sociais não são apenas um chavão – fazem parte da comunicação de muitas marcas, dando resposta também às necessidades dos consumidores atuais.

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Comunicação com C grande

Guess What Comunicação, Relações Públicas 12 Junho, 2020

Os canais de comunicação, antes essencialmente concentrados nos órgãos de informação, estão agora dispersos por inúmeras plataformas e por uma variedade especialmente criativa de formatos. A informação (no sentido mais lato do termo) deixou de ser especializada e passou a abordar-nos de diferentes origens e essências, sem grande controlo sobre as mensagens veiculadas.

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Tendência para 2020: Autenticidade

Estamos a chegar ao final do ano, altura em que fazemos balanços e analisamos o saldo positivo ou negativo de campanhas e estratégias de comunicação e de relações institucionais, e ajustamos objetivos tendo em conta um novo ano que começa. Na área da consultoria estratégica em comunicação este período pauta-se pela preparação do próximo ano e pelos relatórios de balanço, por análises quantitativas e qualitativas, pelos resultados alcançados e pela performance conseguida de acordo com os parâmetros de trabalho que estabelecemos para atingir o que definimos como o sucesso de um cliente e parceiro, que é e será, impreterivelmente também o nosso.

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Facebook, crónica de uma rede social. Quer dizer, ligeiramente social. Ou então…

guess what Digital, Relações Públicas 9 Junho, 2016

“…Não sabemos”. Pelo menos é esta a sensação que, por vezes, tenho quando olho para este caso de estudo da comunicação de massas online que é o Facebook. Nascido no território da complexa sociabilização universitária, não estou certa que na epifania da sua criação, alguém tivesse noção da forma como viria a influenciar a forma como comunicamos, partilhamos informação e vivemos emoções.

Divagações sociológicas à parte, o Facebook tem-se reinventado e introduzido funcionalidades num esforço palpável para ser uma ferramenta de acesso democratizado a profissionais e amadores.

No entanto, o que este título hesitante pretende traduzir é a sensação que tenho em certos momentos de que o Facebook “perdeu um pouco o pé” e esqueceu o que o trouxe ao palco: a atração pela partilha humanizada, o espaço dos utilizadores, o convívio online. Uma das recentes alterações levou-me a pensá-lo novamente: o feed está de tal modo orientado para mostrar conteúdo patrocinado que perdemos demasiada atividade de amigos. A solução? Notificá-los quando publicamos, convidando-os a reagir. É um estímulo direto e calculado (a notificação é limitada a 10 pessoas) à interação entre os utilizadores, num esforço de privilegiar as relações entre estes, evitando o anunciado desinteresse social na plataforma.

Desenganem-se os que esperam agora um arauto da desgraça sobre o Facebook estar condenado a desaparecer.

Sim, acabará por perder o protagonismo e, com ele, a sua capacidade de atrair marcas. O tempo e os números o provarão e o exemplo de outras mortes inesperadas indicia que assim será: quem diria há algumas décadas que a Nokia estaria quase encostada à box pelos atuais líderes de mercado? Quem trabalhou com fax, lembra-se da reação ao email?

Não que a nossa relação com o Facebook não esteja a resultar. Na verdade, continua a gerar ótimos frutos (negócios que crescem ali, grupos de interesses que se aproximam…) Ao bom jeito das relações pós-modernas, o problema não é o Facebook. Somos nós.

Enquanto humanos, vamos continuar a descobrir novos prazeres e necessidades. Alguns procurarão disrupções, outros seguirão tendências mas, de um modo ou outro, haverá sempre uma nova rede social – ou o total abandono destas, como as vemos agora – em prol de um novo paradigma.

A necessidade de se manter ágil é uma necessidade no online. Isto não significa alterar a estratégia de canais todos os meses! Mas pode chegar o momento em que o público-alvo tenha migrado para outro espaço e a marca deva acompanhá-lo ou, por outro lado, as prioridades mudaram e é necessário procurar novos públicos. Aqui, a questão essencial é compreender quem está em que plataforma e de que modo a nossa marca encontra o seu público ali.

No entanto, a verdadeira discussão vai muito além do “onde” estar presente.

Em que pilares vamos alicerçar a relação? Criada a expetativa e tendo “ganho” aquele fã, o que temos para lhe dar? Quando e como vamos satisfazer a necessidade que espera ver suprida? A que custo e em que momento planeamos convertê-lo num ativo – seja ele cliente, embaixador ou angariador de potenciais clientes? E se o Facebook o matar “digitalmente”, com o seu algoritmo-antibiótico, que tem tanto de terapêutico, para priorizar o que vemos, como de tóxico, dada a perspetiva comercial do seu critério? O Facebook aqui é um mero exemplo: o exercício deve ser feito em qualquer estratégia e para qualquer canal.

Abro a “caixa de pandora”: é difícil ter respostas 100% absolutas para todas estas questões. Não existem na comunicação respostas fechadas, muito menos na comunicação e nas relações online. Existem, sim, dúvidas, que inspiram estudo, trabalho, desconstrução e análise de resultados. E o retomar de novas medidas, novas ideias, novos passos, num ciclo “para a vida”.

Se partilha destas dúvidas existenciais da comunicação digital ou se não sabe se tem motivo para se preocupar, deixamos algumas questões que habitualmente fazemos:

  • A sua marca está presente em alguma rede social? Consegue indicar claramente o objetivo?
  • O que faz diariamente para materializar esse objetivo?
  • Com que regularidade reavalia os objetivos e como procede a essa avaliação?
  • Se está a vender online, sabe qual é o maior entrave à compra no seu site? Como o está a resolver?
  • Hoje ganhou um fã. Porque é que acha que, no próximo mês, este vai querer continuar atento à sua comunidade?

Ajudou? Se levantou ainda mais questões, está no bom caminho! E, como gostamos de assumir as nossas responsabilidades, partilhe as dúvidas connosco: temos todo o gosto em ajudá-lo a encontrar boas respostas.

@Nélia Silva, Senior Communication & Digital Consultant

Public Affairs e Relações Públicas: uma união de grande impacto

guess what Comunicação, Public Affairs, Relações Públicas 11 Abril, 2016

A disciplina de Public Affairs tem vindo a ganhar cada vez mais peso e protagonismo no seio das Relações Públicas. Curiosamente, enquanto todas as grandes redes internacionais de RP apostam em departamentos especializados nesta área, em Portugal conta-se pelos dedos de meia mão as empresas com estruturas internas de Public Affairs.

Na Guess What as experiências que temos tido a este nível através sua integração em Projetos Globais de Comunicação e Relações Públicas têm sido muito positivas. As iniciativas de comunicação ganham uma dimensão complementar e alguns dos objetivos propostos são atingidos de forma mais célere.

Numa época em que cada vez mais os centros de decisão estão alertados para o que os media produzem, é necessário por vezes utilizar este instrumento estratégico para que o ambiente público seja favorável a cada processo. Neste contexto, ter em casa uma equipa de especialistas em Relações Institucionais e Governamentais é fundamental.

Um dos objetivos primordiais de um bom serviço de Public Affairs é o de estabelecer uma boa reputação e construir/manter um envolvimento positivo com os diversos stakeholders externos de uma companhia e contribuir positivamente para o desenvolvimento político e regulatório de um determinado processo. Para tal, são precisos os melhores, em termos académicos, estratégicos e ao nível da network de influência.

O Public Affairs requer também uma abordagem de comunicação integrada, definida para sensibilizar com eficácia públicos-alvo específicos. É fundamental para assegurar uma divulgação de mensagens orientada no sentido de potenciar o processo de Gestão de Influência.

 

@Jorge Azevedo, Managing Partner da Guess What

Nota: Texto originalmente publicado no site Liga-te à Media.