Relações Públicas

Facebook, crónica de uma rede social. Quer dizer, ligeiramente social. Ou então…

guess what Digital, Relações Públicas 9 Junho, 2016

“…Não sabemos”. Pelo menos é esta a sensação que, por vezes, tenho quando olho para este caso de estudo da comunicação de massas online que é o Facebook. Nascido no território da complexa sociabilização universitária, não estou certa que na epifania da sua criação, alguém tivesse noção da forma como viria a influenciar a forma como comunicamos, partilhamos informação e vivemos emoções.

Divagações sociológicas à parte, o Facebook tem-se reinventado e introduzido funcionalidades num esforço palpável para ser uma ferramenta de acesso democratizado a profissionais e amadores.

No entanto, o que este título hesitante pretende traduzir é a sensação que tenho em certos momentos de que o Facebook “perdeu um pouco o pé” e esqueceu o que o trouxe ao palco: a atração pela partilha humanizada, o espaço dos utilizadores, o convívio online. Uma das recentes alterações levou-me a pensá-lo novamente: o feed está de tal modo orientado para mostrar conteúdo patrocinado que perdemos demasiada atividade de amigos. A solução? Notificá-los quando publicamos, convidando-os a reagir. É um estímulo direto e calculado (a notificação é limitada a 10 pessoas) à interação entre os utilizadores, num esforço de privilegiar as relações entre estes, evitando o anunciado desinteresse social na plataforma.

Desenganem-se os que esperam agora um arauto da desgraça sobre o Facebook estar condenado a desaparecer.

Sim, acabará por perder o protagonismo e, com ele, a sua capacidade de atrair marcas. O tempo e os números o provarão e o exemplo de outras mortes inesperadas indicia que assim será: quem diria há algumas décadas que a Nokia estaria quase encostada à box pelos atuais líderes de mercado? Quem trabalhou com fax, lembra-se da reação ao email?

Não que a nossa relação com o Facebook não esteja a resultar. Na verdade, continua a gerar ótimos frutos (negócios que crescem ali, grupos de interesses que se aproximam…) Ao bom jeito das relações pós-modernas, o problema não é o Facebook. Somos nós.

Enquanto humanos, vamos continuar a descobrir novos prazeres e necessidades. Alguns procurarão disrupções, outros seguirão tendências mas, de um modo ou outro, haverá sempre uma nova rede social – ou o total abandono destas, como as vemos agora – em prol de um novo paradigma.

A necessidade de se manter ágil é uma necessidade no online. Isto não significa alterar a estratégia de canais todos os meses! Mas pode chegar o momento em que o público-alvo tenha migrado para outro espaço e a marca deva acompanhá-lo ou, por outro lado, as prioridades mudaram e é necessário procurar novos públicos. Aqui, a questão essencial é compreender quem está em que plataforma e de que modo a nossa marca encontra o seu público ali.

No entanto, a verdadeira discussão vai muito além do “onde” estar presente.

Em que pilares vamos alicerçar a relação? Criada a expetativa e tendo “ganho” aquele fã, o que temos para lhe dar? Quando e como vamos satisfazer a necessidade que espera ver suprida? A que custo e em que momento planeamos convertê-lo num ativo – seja ele cliente, embaixador ou angariador de potenciais clientes? E se o Facebook o matar “digitalmente”, com o seu algoritmo-antibiótico, que tem tanto de terapêutico, para priorizar o que vemos, como de tóxico, dada a perspetiva comercial do seu critério? O Facebook aqui é um mero exemplo: o exercício deve ser feito em qualquer estratégia e para qualquer canal.

Abro a “caixa de pandora”: é difícil ter respostas 100% absolutas para todas estas questões. Não existem na comunicação respostas fechadas, muito menos na comunicação e nas relações online. Existem, sim, dúvidas, que inspiram estudo, trabalho, desconstrução e análise de resultados. E o retomar de novas medidas, novas ideias, novos passos, num ciclo “para a vida”.

Se partilha destas dúvidas existenciais da comunicação digital ou se não sabe se tem motivo para se preocupar, deixamos algumas questões que habitualmente fazemos:

  • A sua marca está presente em alguma rede social? Consegue indicar claramente o objetivo?
  • O que faz diariamente para materializar esse objetivo?
  • Com que regularidade reavalia os objetivos e como procede a essa avaliação?
  • Se está a vender online, sabe qual é o maior entrave à compra no seu site? Como o está a resolver?
  • Hoje ganhou um fã. Porque é que acha que, no próximo mês, este vai querer continuar atento à sua comunidade?

Ajudou? Se levantou ainda mais questões, está no bom caminho! E, como gostamos de assumir as nossas responsabilidades, partilhe as dúvidas connosco: temos todo o gosto em ajudá-lo a encontrar boas respostas.

@Nélia Silva, Senior Communication & Digital Consultant

Public Affairs e Relações Públicas: uma união de grande impacto

guess what Comunicação, Public Affairs, Relações Públicas 11 Abril, 2016

A disciplina de Public Affairs tem vindo a ganhar cada vez mais peso e protagonismo no seio das Relações Públicas. Curiosamente, enquanto todas as grandes redes internacionais de RP apostam em departamentos especializados nesta área, em Portugal conta-se pelos dedos de meia mão as empresas com estruturas internas de Public Affairs.

Na Guess What as experiências que temos tido a este nível através sua integração em Projetos Globais de Comunicação e Relações Públicas têm sido muito positivas. As iniciativas de comunicação ganham uma dimensão complementar e alguns dos objetivos propostos são atingidos de forma mais célere.

Numa época em que cada vez mais os centros de decisão estão alertados para o que os media produzem, é necessário por vezes utilizar este instrumento estratégico para que o ambiente público seja favorável a cada processo. Neste contexto, ter em casa uma equipa de especialistas em Relações Institucionais e Governamentais é fundamental.

Um dos objetivos primordiais de um bom serviço de Public Affairs é o de estabelecer uma boa reputação e construir/manter um envolvimento positivo com os diversos stakeholders externos de uma companhia e contribuir positivamente para o desenvolvimento político e regulatório de um determinado processo. Para tal, são precisos os melhores, em termos académicos, estratégicos e ao nível da network de influência.

O Public Affairs requer também uma abordagem de comunicação integrada, definida para sensibilizar com eficácia públicos-alvo específicos. É fundamental para assegurar uma divulgação de mensagens orientada no sentido de potenciar o processo de Gestão de Influência.

 

@Jorge Azevedo, Managing Partner da Guess What

Nota: Texto originalmente publicado no site Liga-te à Media.

No agradável mundo das efemérides

E venham elas… São fantásticas! Para nós marketeers, são efetivamente uma ajuda preciosa.

Ele é o Dia do Amigo, o Dia da Mulher, o Dia da Felicidade, o Dia dos Filhos, o Dia da Atividade Física e por aí adiante. Temos dias para tudo e mais alguma coisa. Celebrarmos a vida todos os dias é o máximo e, a cada dia que passa, termos motivos para lembrar algo e registar euforicamente e com iniciativas mais ou menos dinâmicas o simbolismo que estes dias em especial representam, ajudam a deixar-nos a todos, de uma forma ou de outra, mais felizes.

Na comunicação, as efemérides são um bom eixo para o desenvolvimento e implementação de algumas campanhas. Permitem-nos contextualizar todo o conceito da campanha numa forma simples e eficaz de transmissão da mensagem, chegando facilmente ao público-alvo e permitindo o desenvolvimento, não só visualmente criativo de peças únicas linkadas à mesma, como também de uma série de iniciativas que casam todas na perfeição com o seu objetivo final.

Sugestão: O e-goi tem uma boa lista de efemérides, algumas fora da caixa, para quem trabalha na área da comunicação, marketing e relações públicas.

Em alguns casos, pode ser uma fonte de inspiração…

 

@Andreia Sá, Sénior Communication Consultant

Quem deve dar a cara numa crise?

guess what Assessoria Mediática, Relações Públicas 8 Fevereiro, 2016

A verdade é que esta é uma pergunta que, como é hábito em comunicação, não tem uma resposta. Mas, tendo em conta que existem várias respostas, vejamos alguns exemplos em que é fundamental ter pensado de antemão quem deve dar a cara quando a reputação de uma empresa, ou instituição, é afetada:

  • Quanto maior é a dimensão da crise, mais alto deve ser o cargo da pessoa escolhida para porta-voz. Em caso extremos, em que se registam vítimas, a presença de um alto cargo é imprescindível. Veja-se, por exemplo, o caso que recentemente abalou a BIAL como um exemplo de como se deve posicionar o órgão máximo de uma empresa, quando se está a lidar com uma crise séria.
  • No entanto, quem está no topo também é demasiado importante para ser lançado às feras num primeiro momento, quando a informação ainda é parca. A não ser que seja, mesmo, mas mesmo necessário, não devemos lançar o “trunfo” logo num primeiro momento. Controlar (dominar) a informação (fluxo) é imprescindível para podermos tomar as decisões mais acertadas.
  • Outra premissa que devemos seguir (à letra) num crise, é que: cada caso é um caso. Por isso, também devemos ajustar o porta-voz às necessidades reais do momento. Não podemos estar a colocar o CEO de uma empresa a dar a cara quando as questões são de menor relevância. Para que o CEO possa continuar a fazer o seu trabalho sem se preocupar (muito), deve estar rodeado de pessoas de confiança e com treino em gestão de crise. Um bom exemplo de uma estrutura comunicacional funcional é o Sport Lisboa e Benfica, onde, para dar resposta a “crises” há quase sempre alguém que dá a cara pelo órgão máximo do clube, resguardando-o do desgaste mediático do mundo do futebol (que é tremendo).

No entanto, apesar de tudo o que descrevi anteriormente, serem verdades la palisse para qualquer profissional de comunicação, não se esqueça que se o caro leitor deste artigo for um executivo que tenha a infelicidade de se ver envolvido em escândalos, crises de reputação, ou outras situações menos simpáticas, há uma coisa que precisa: estar bem assessorado e receber treino. Aqui, as sessões de media trainning, bem como o treino de cenários de crise, são um investimento e não um gasto.

 

Joaquim Vicêncio, Senior Communication Consultant

Tendências de comunicação para um 2016 mais digital

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 29 Dezembro, 2015

Previsões

2015 começou de mansinho mas terminou com alguma crispação comunicacional. No futebol, na política, na concertação social, na internet. Assistimos à mudança do treinador campeão para um clube rival, à queda de um Governo e mudança de Primeiro-Ministro. O país mudou de faixa, da direita para a esquerda e as redes sociais foram inundadas com opiniões, umas críticas, outras em defesa dos governantes passados e atuais. Para uma economia tão pequena, chateamo-nos facilmente uns com os outros.

Na Guess What foi mais um ano repleto de desafios (mais um prémio de comunicação obtido!) e que permitiu concluir com sucesso o Plano Estratégico 2010-2015. Só uma equipa com elevada capacidade de adaptação pode navegar com sucesso nestes tempos de grande volatilidade. Para mais, um admirável mundo novo, cada vez mais digitalizado, espera-nos em 2016.

O Facebook continuará a crescer (já estamos com cerca de 5.5 milhões portugueses inscritos) e prepara-se para lançar, já para o ano, um motor de busca dentro do seu próprio ecossistema e um assistente virtual no Messenger que promete ajudar todos aqueles que deixam as compras de Natal para o último dia. Entretanto, o Instagram anunciou a abertura para 2016 da sua plataforma de publicidade não intrusiva.

Na área da saúde as palavras de ordem serão TeleHealth, Health consumer engagement, Digital Therapies, Personal health tools and tracking. Em termos de acesso à inovação, será necessário incorporar estratégias de human storytelling nos documentos de suporte à introdução de novas terapias. Certamente que irá crescer o interesse comunicacional face aos biosimilares e a campanhas que aportem um valor global aos diferentes stakeholders.

Com a explosão da comunicação digital torna-se imperativo também que o conteúdo gerado por determinada marca seja realmente relevante para os seus seguidores. Um conteúdo que vá ao encontro dos interesses e paixões dos fãs da marca terá mais probabilidade  de potenciar interação, envolvimento e contribuir para o crescimento orgânico da página. Neste contexto, as agências de comunicação, como é o caso da Guess What, poderão ser de grande utilidade para as marcas e empresas.

Outra das ferramentas digitais que continuará a crescer em termos de impacto será o Social Vídeo até porque já não está limitado ao canal Youtube. Tanto o Facebook como o Snapchat e o Instagram já estão a reforçar as suas respetivas redes com ferramentas de vídeo streaming e este aumento da concorrência certamente ajudará a impulsionar a inovação nesta área. Para mais estão a surgir novas aplicações para permitem a criação e partilha de vídeos em tempo real e todas com grande sucesso como é o caso da Periscope que conta hoje com mais de 10 milhões de utilizadores registados.

O mobile continuará a crescer em impacto e influência mas a grande palavra de 2016 deverá ser Data. Hoje em dia a internet já fornece um conjunto de dados que nos permite avaliar o que funciona e o que não tem impacto. As decisões já não têm de ser tomadas por intuição mas sim com base em informação concreta relacionada com os hábitos do consumidor.

Para os profissionais de Marketing são tempos que encerram em si grandes desafios e por isso é tão estimulante. Quanto a nós, aqui estaremos para vos ajudar a contar   as vossas histórias, seja por palavras ou imagens, online ou offline, de forma cativante e influente.

Para todos os parceiros, votos de um 2016 repleto de sucessos!

 

@Jorge Azevedo, Managing Partner, Guess What

Jornalismo na Era Digital – Questionário Guess What

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 14 Março, 2014

Comunicados mais curtos e concisos, com informação relevante no início do texto e estilo informativo, em vez de publicitário; comunicados acompanhados de imagens ou vídeos; maior rapidez nas respostas e maior conhecimento do perfil dos meios. São estas as sugestões que os jornalistas online fazem às agências de comunicação nas respostas ao Questionário “Jornalismo na Era Digital”, levado a cabo pela Guess What, junto de 32 jornalistas, entre 21 e 24 de fevereiro.

 

O objetivo deste questionário foi perceber quais as práticas corretas e incorretas das agências na abordagem aos jornalistas, numa era predominantemente digital. 44 por cento dos jornalistas online consideram que os materiais que recebem das agências de comunicação são adequados às suas necessidades. 93 por cento dos jornalistas online consultados pela Guess What, consideram que seria útil e interessante ter acesso a uma plataforma online onde pudessem consultar, proactivamente, informações atualizadas e antigas (em arquivo) e ter acesso a um banco de imagens e agenda de eventos.

 

Quanto aos materiais de comunicação mais úteis para o trabalho dos jornalistas online, 32 por cento dos jornalistas inquiridos preferem receber texto; 29 por cento, imagens e 18 por cento, vídeos. No que toca ao formato de documentos que os jornalistas preferem receber por correio eletrónico, o destaque vai para documentos em formato Word (47 por cento), seguidos de texto no corpo do email (33 por cento) e documentos em formato PDF (18 por cento).

 

No que toca ao uso de redes sociais num contexto profissional, 43 por cento dos inquiridos prefere o Facebook, 29 por cento, o Linkedin e 18 por cento, o Twitter. Apenas sete por cento recorre a blogues.

 

76 por cento dos inquiridos preferem receber imagens em formato JPG. 67 por cento dos jornalistas de online portugueses consultados neste questionário, preferem serviços online de partilha de documentos, como o wetransfer, como ferramenta de partilha de informação que recebe das agências de comunicação. A cloud e FTP, com 16 por cento de respostas cada, são as outras opções preferidas.

 

Grande parte dos jornalistas online considera que o envio de informação com embargo é útil, na medida em que permite “maior cuidado na preparação do trabalho” já que “mesmo no online é preciso planear o mês. Guarda-se a informação até poder utilizá-la”.

 

 

E viva a informação…

guess what Assessoria Mediática, Comunicação, Relações Públicas 18 Fevereiro, 2014

Assumir a complexidade da vida moderna significa incorporar na rotina pessoal a consciência de que não temos condições de captar toda a diversidade de percepções da realidade e que, portanto, as nossas opiniões e posicionamentos são sempre relativos.

Os tempos de facto mudaram e não é possível confiar numa única fonte de informação, por melhor que ela seja. Cada vez mais as pessoas consultam diferentes fontes de informação para tomarem as suas decisões ou simplesmente manterem-se informadas e poderem opinar sobre este ou aquele assunto. Desde jornais, revistas, notícias ouvidas na rádio logo de manhã ou seguidas nos noticiários ao fim do dia, passando pela imprensa online e pelas redes sociais ao longo do dia, a mesma informação / notícia é dita e logo percepcionada de diferentes formas.

Para manter uma sintonia mínima com a dinâmica social, os jornalistas não têm outra alternativa senão pesquisar, duvidar, conferir e compartilhar dados, informações e conhecimentos. Obviamente que isto leva o seu tempo e, com o ritmo alucinante que a sociedade em geral vive hoje em dia, os meios de comunicação social têm que gerir todo um conflito que se lhes depara entre o ir a fundo da notícia que estão a transmitir ou, simplesmente, passar a informação básica, com uma ou outra nuance que, na maioria dos casos, acaba por explorar o voyeurismo do que mais impacto (e vendas) pode trazer.

Ter a noção clara do poder e influência que nos dias de hoje, a comunicação social tem junto das pessoas que se querem informadas, é primordial. Perceber que existe um enorme desafio por parte de quem comunica em conseguir transmitir, no momento útil, a informação mais correta e completa possível é essencial e, concluir que, para colmatar algumas falhas e dificuldades, nomeadamente em termos de gestão de tempo, começar a ver nas agências de comunicação fontes de informação dos jornalistas, podem se facto ser factores que proporcionem a passagem de melhor e atempada informação.

E assim vivemos na era da informação…

Inovação na Saúde em Portugal? A Guess What está presente!

guess what Comunicação, Eventos, Relações Públicas 12 Dezembro, 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) convidou 60 personalidades, de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa, para integrar o “Think Tank” – Pensar a Saúde – Promover e Disponibilizar a Inovação aos Cidadãos. Este grupo de pensadores teve como tarefa apontar caminhos que permitam um acesso à inovação na saúde, assegurando a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A Guess What teve como tarefa a divulgação mediática dos seus resultados, que foram apresentados e debatidos ontem no Centro Cultural de Belém.

António Câmara (diretor-geral da Ydreams), João Pereira (diretor da ENSP), Adalberto Campos Fernandes, Luís Campos, José Luís Biscaia, Paula Brito e Costa, Maria Antónia Almeida Santos e Ricardo Baptista Leite foram alguns dos especialistas analisaram as conclusões do “Think Tank” numa iniciativa apoiada pela Roche Farmacêutica enquanto enabling partner.

Ana Escoval, Professora de Políticas e Administração de Saúde, na Escola Nacional de Saúde Pública e líder deste “Think Tank”, considera que “a atual crise financeira, condiciona o volume de recursos a afetar à inovação terapêutica e às despesas na saúde. Sabemos que “verdadeiras” inovações produzem potencialmente melhor saúde, otimização de processos (qualidade e segurança) e geram melhorias de eficiência e satisfação dos doentes e profissionais. São por isso, naturalmente imprevisíveis os impactos desta redução na inovação, a médio e longo prazo, nomeadamente nos indicadores de saúde e na qualidade de vida dos cidadãos”.

Após a definição, criteriosa e clara para todos, do que é realmente a inovação terapêutica elegível para financiamento público, a criação de um Fundo que garanta o acesso dos doentes a essa inovação (que permita cobrir a diferença entre o tratamento standard e o inovador) e que impeça a sua suborçamentação, é uma das propostas apresentadas pelos peritos que aceitaram participar neste Think Tank.