Empresas não estão preparadas para gerir crises nos media sociais

Guess What Comunicação, Digital, Relações Públicas 20 Março, 2012

Crise e redes sociais

De acordo com um estudo internacional que envolveu 31 países, as empresas não estão preparadas para lidar com situações de crise nos media sociais. O contrário se passa ao nível das agências de relações públicas, estruturas convenientemente preparadas para lidar com estes casos e ativar planos específicos adaptados a cada realidade.  Estas são algumas das conclusões do estudo desenvolvido pela recém-criada InfiniteLatitude, rede global de agências independentes de Relações Públicas que conta já com 24 empresas em 14 mercados, incluindo Portugal, país onde se faz representar pela Guess What | PR.

O estudo mostra que mais de 80% dos departamentos de comunicação das empresas não têm procedimentos definidos para lidar com crises nos media sociais. Enquanto 85% das companhias inquiridas revelaram ter procedimentos padrão para lidar com este tipo de situações nos media tradicionais. Apenas um quinto mostrou ter tais procedimentos para o universo online. Os dados mostram ainda que 85% dos profissionais in-house inquiridos subcontratam os serviços de gestão de crise nos media sociais.

Apesar da importância dada aos media sociais por parte das empresas, esta não é acompanhada pela preparação. A grande maioria dos departamentos das empresas não tem práticas estruturadas de monitorização online, listas de contatos dos principais influenciadores, procedimentos de aprovação de posts em blogs corporativos e fóruns de internet ou mesmo colaboradores com especialização.

Já as agências de relações públicas mostraram estar numa melhor posição, disponibilizando aos seus clientes planos estruturados para lidar com estas situações. Segundo este estudo, mais de 60% das agências inquiridas fornecem aos seus clientes os procedimentos para lidar com os media sociais e sentem-se preparadas para apoiar as empresas a gerir situações de crise neste canal.

O estudo da rede internacional fundada na Alemanha conclui ainda que esta lacuna das empresas representa uma excelente oportunidade de negócio para as agências.