Liderança emocional

Guess What Comentário à Atualidade, Eventos 18 Dezembro, 2018

Estivemos numa Conferência de Liderança emocional a semana passada, e é tão positivo que cada vez mais este seja um tema que as empresas e os líderes das mesmas, começam realmente a integrar na sua essência. Sempre ouvi histórias de terror de familiares nas suas empresas. Liderar e ter emoções sempre pareceram conceitos inconciliáveis.

Um chefe usar empatia parecia significar que não estava focado nos objetivos. Microgestão, micro controlo e afastamento emocional surgiam disfarçados de liderança. Um grande líder teria de ser forte: trabalhar mais do que os outros, sem quebrar, como se fosse um mutante saído de uma banda desenhada.

 

Ainda precisamos de trabalhar para subsistir, mas o fator motivação e paixão, identificação com os valores da empresa, são fatores inegáveis. Afinal de contas, pasmem-se, somos seres humanos, e por isso mesmo, dotados de emoções e influenciados por tudo o que nos rodeia.

 

A liderança emocional não é, portanto, uma moda que alguns gurus inspirados inventaram para nos fazer acreditar num mundo corporativo mais feliz. As pessoas são o centro de tudo, e temos de adaptar o modus operandi das empresas considerando essa mesma premissa.

 

Liderança emocional pressupõe uma influência positiva para um grupo de pessoas, sabendo verdadeiramente o que os move enquanto seres dotados de gostos, paixões, motivações diversas, e definindo estratégias para explorar o potencial de cada um.

 

A liderança emocional também pressupõe um maior controlo sobre os fatores negativos que influenciam quem estamos a liderar: a irritação por trabalho em excesso, o stress, a pressão vinda da gestão… Mas quando existe um líder emocionalmente disponível e apto, existe espaço para a partilha e desenvolvimento criativo, as pessoas sentem-se mais confortáveis em tomar decisões e, mesmo que se deparem com mudanças na organização, conseguem mais facilmente focar-se.

 

Margarida Lázaro, Communication Consultant