O Natal está aí à porta

Guess What Mercado Internacional, Mercado Nacional 3 Dezembro, 2018

Pois é! O Natal está aí à porta, e com ele os velhos costumes de cartões, prendas e desejos de boas festas com tudo de bom a acompanhar.

Pois é! É tudo uma maravilha e só coisas boas! Das Marcas para os consumidores e vice-versa, não fosse esta uma época daquele consumismo excêntrico e considerado “normal”.

 

Onde o “dever” de comprar prendas para todos se sobrepõe ao verdadeiro sentimento natalício (e afinal de contas qual é mesmo?). E o mesmo se aplica às marcas/empresas, focadas em fechar o ano em GRANDE para que as contas fiquem mais rechonchudas e para que se possa começar o novo ano com o “pé direito”. No fundo, o Natal para as empresas é uma espécie de “vestir a cueca azul” para dar sorte para o próximo ano (nunca percebi a influência).

 

No entanto, o Natal, para as pessoas, assim como para as empresas, deveria ser mais uma época de reunião, empatia, compaixão, amor, partilha, sorrisos, autenticidade, felicidade e acima de tudo reflexão sobre mais um ano que passou e de como as ligações/relações estão. Isto a meu ver claro!

 

E como tal, deveria esta altura ser um momento de reflexão para as marcas daquilo que andaram a fazer durante o ano, para quem o andaram a fazer e o porquê do que andaram a fazer. Na verdade, andam mais preocupadas com vendas e com a estratégia do próximo ano, quando no ano que passou, apesar de terem falado de estratégia, investimento, comunicação, branding e todas as palavras cliché, o impacto foi irrisório e, como se diz aos meninos: “se te portares mal o Pai Natal não te traz prendas.”.

 

Para não tornar isto num conto natalício vou ao cerne da questão.

 

Assim como o espírito natalício, as marcas também não devem perder o foco da razão da sua existência. Porque é que fazem o que fazem? Onde está a empatia pelos vossos consumidores?

 

Esse é o busílis de tudo o que fazem e se não é, andam-se a portar muito mal. E não se enganem a pensar que ninguém nota, porque a realidade é que mais devagar ou mais depressa irão perder clientes e com isso vendas. E, consequentemente, tornar-se-ão irrelevantes e facilmente substituíveis.

 

Por muito que lutem para conseguirem ter o último brinquedo disponível para venda, de nada servirá se toda a vossa estratégia estiver baseada num vácuo. Duvidam? Olhem para a Apple agora e o que era antes.

 

E as vossas marcas, andaram-se a portar mal este ano?

 

Miguel Sousa, Digital Consultant & Ideation Manager