RP, a profissão que nunca dorme?

guess what Relações Públicas 11 Outubro, 2013

Esta semana, o New York Observer publicou um artigo sobre o sector das relações públicas em Nova Iorque. Ao que parece, a indústria das agências de comunicação vai de vento em poupa, com lucros a crescer 22,3% em 2012.

O artigo, que se baseou num ranking de 50 empresas do sector a actuar na cidade norte-americana, refere que a influência das agências de comunicação está a aumentar, comparando-as com verdadeiras redacções, criadoras de conteúdos, principalmente graças aos diferentes canais de comunicação existentes actualmente, como é o caso das redes sociais.

Em tom de brincadeira, talvez não seja de estranhar que esta profissão esteja em ascensão naquela que é conhecida como a “cidade que nunca dorme”. Segundo o site CarrerCast são exactamente as longas horas de trabalho e a sensação de falta de controlo que tornam as relações públicas uma das dez profissões mais stressantes do mundo.

Certo é que, no mesmo artigo, o relações públicas americano Michael Kaminer salienta que “nunca houve uma altura tão boa para praticar RP em Nova Iorque”. Steven Rubinstein, também ele profissional da área, explica esta tendência com a dificuldade em manter uma boa reputação nos dias que correm o que, consequentemente, aumenta a procura de especialistas em comunicação.

Em Portugal ainda não há números sobre o sector. Talvez não sejam precisas noites sem dormir mas os ecos internacionais mostram boas práticas que podem servir de exemplo em contexto de crise económica, onde a reputação e o fazer-se notar deverá ser a palavra de ordem.

Independentemente das mudanças necessárias no sector e recriações da profissão à parte, a verdade é que estes e outros números mostram que as relações públicas não andam a dormir.