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Let’s get… blogged

guess what Comunicação, Digital 10 Julho, 2015

A referência musical não é por acaso: alude a uma das grande divas atuais que, sem revolucionar profundamente o mundo da música, é uma inegável marca do início deste século (goste-se ou não, que não vem ao caso).

Mas como a música não é o tema de hoje, saltemos para o refrão: no mundo da comunicação, também os blogs são sinais dos tempos que não se podem ignorar.

Já ninguém contesta a importância dos blogs para catapultar determinadas marcas e iniciativas, pelo menos em áreas associadas a consumo, lifestyle, moda, beleza, turismo e, até – arrisco – cultura, ainda que em Portugal não seja uma área tão desenvolvida ao nível de blogs.

Os blogs são os seus mundos, as redes sociais a porta de entrada para muitos dos seguidores que acedem, diariamente, a milhares de MB de conteúdos do planeta blogosfera. O consumo de internet via mobile e a óbvia romaria do público tradicional de TV para a web dão uma ajuda e temos um admirável mundo que, não sendo novo, está aberto a todos e pronto a surpreender.

Se não é novo, porquê falar dele?

Pela evolução e afirmação gradual dos bloggers não apenas como opinion leaders, mas como sérias alternativas aos canais de comunicação tradicionais (se é que ainda faz sentido pensar em tradição. Afinal, é bem possível que já não seja, de todo, o que era.). Esta é uma realidade à qual marcas e marketeers têm que se adaptar, sempre com um olho na estratégia, para não sermos arrastados por modas vazias. – Não vale a pena insistir nisto, pois não?

Posto isto, para os mais distraídos, aqui ficam algumas tendências a acompanhar:

– Os bloggers como Key Opinion Leaders nos ditos “meios de referência”: comentam, apresentam, moderam, convidam… seja em programas próprios ou em que são presenças regulares. Quem sabe se, para breve, não teremos mais um exemplo? 😉

– Os meios de comunicação dedicam-lhes espaços próprios para acompanhar as suas estórias e projetos. Esta rúbrica da NiT é apenas mais um (agradável) exemplo.

– Sessões de formação para bloggers iniciados: é assumido que os blogs podem e são geridos como um projeto organizado e não apenas como um hobby.

– Participam em campanhas publicitárias e são a cara de iniciativas. (Clap, clap, clap, há marcas que estão a saber capitalizar muito bem a relevância que certos blogs têm para os seus públicos).

– O agenciamento dos bloggers: começam a surgir alguns projetos de agenciamento, uns mais associados à gestão e alojamento, outros, mais recentes, à negociação de conteúdos. São as versões 2.0 das agências de celebridades!

– Publicam conteúdos segmentados e, mesmo os conteúdos patrocinados, são adaptados aos seus gostos e registo habitual. Bom, pelo menos em alguns casos.

– Com a profissionalização, chega em bora hora o novo Código da Publicidade. É um imperativo discutível, sobretudo ao nível da operacionalização e do controlo do cumprimento das regras, mas podemos resumi-lo à obrigação de informar os leitores quando o conteúdo publicado envolve contrapartidas financeiras ou materiais. No fundo, uma aproximação à distinção obrigatória entre conteúdos editoriais e publicidade na imprensa, tv ou rádio.

@Nélia SilvaSenior Communication & Digital Consultant

 

Os profissionais do blogging…

guess what Comunicação, Relações Públicas 14 Janeiro, 2010

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Artigo interessante no El País de hoje que aborda uma nova tendência na comunicação digital: a profissionalização de alguns bloggers. Será que vamos acompanhar esta tendência para o desenvolvimento de conteúdos comerciais nos blogs nacionais? E quais as implicações para a relação entre bloggers e seus seguidores?

Para a nova fornada de RPs…

guess what Comunicação, Relações Públicas 6 Julho, 2009

graduate

Numa altura em que muitos novos licenciados na área da Comunicação e das Relações Públicas saem para a rua, ficam algumas sugestões para todos os que pretendem entrar no mundo das agências/ departamentos de comunicação.

Antes de mais, invistam na vossa marca: sejam interessantes e tão importante quanto isso, demonstrem-no. Questões “clássicas” como a média final de curso perdem importância em muitos dos circuitos de recrutamento e factores como o envolvimento em causas, grupos e actividades nas mais diversas áreas sociais, culturais e profissionais fazem cada vez mais a diferença.

Na mente de quem vai recrutar, a diferença faz-se muitas vezes pelas coisas mais simples: pela empatia que se estabelece, por um hobbie comum (que não seja viajar, ler fazer desporto e estar com os amigos…), pelo reconhecimento de que aquela pessoa tem um valor intrínseco que não é abalado pela pouca ou nenhuma experiência profissional. Por percebermos que é uma pessoa informada, que conhece o mercado e que está envolvida na área.

Admito que possa não ser matemático e não sou profissional de recursos humanos, mas falo-vos como alguém que já esteve envolvido em alguns processos de recrutamento de recém-licenciados na área da comunicação. E a este propósito encontrei há algum tempo alguém que defendia, de forma inteligente, a ideia de que contratar um blogger é normalmente uma boa aposta: os bloggers preocupam-se em ser interessantes e inovadores, sabem a importância de estarem “ligados” a outras pessoas interessantes, são altamente digitais e gostam de se movimentar nos meandros das redes sociais… São parte activa do momento em vez de meros espectadores e, sobretudo, preocupam-se, têm uma opinião e não têm medo de a expressar.

Portanto, “caprichem” nos CVs e tornem-nos diferentes e diferenciadores, sem esquecerem que a área da comunicação é feita de um casamento entre forma e conteúdo. Boa sorte!