Campanhas

A brincar, a brincar se dizem as verdades…

guess what Comunicação, Digital 15 Julho, 2014

Já dizia Gil Vicente. Mas no que toca a campanhas de sensibilização, aquilo que temos visto nos últimos anos é que os publicitários não parecem estar para brincadeiras e apostam, pelo contrário, no chamado “efeito choque”. Coloca-se uma imagem/situação perturbante que faz as pessoas pararem por uns segundos para absorverem o que viram e (esperam os envolvidos no projeto) que se guarde a mensagem. Ou seja, quando queremos mudar comportamentos, o método mais utilizado é assustar.

Porém, será que este é o melhor caminho: chocar as pessoas para as sensibilizar? Será que assim a mensagem ficará na memória? Na verdade, a maioria das pessoas tende a memorizar e a reter sentimentos que as fazem felizes, rir e sentir bem. David Viscott, psiquiatra Norte Americano admite no seu livro “Liberdade emocional” que as emoções positivas têm prioridade sobre as negativas. Não seria então melhor sensibilizar as pessoas pelo reforço positivo? Pavlov haveria de ter alguma razão quando defendia  que, tal como os cães, também nós reagimos a estímulos.  E é, afinal, disso que trata a publicidade e a comunicação: provocar estímulos nos consumidores.

  

A pouco e pouco, o meio publicitário de causas está adaptar-se a essa nova realidade. Exemplo disso é a campanha de óculos de sol da Vision Lab que fica na memória por ser quase um sketch de humor e não tanto um anúncio, criando uma memória fun e positiva na mente do consumidor. É que o que choca, se não for connosco, geralmente passa em minutos, mas o que nos faz sentir bem fica guardado na memória.

Parece que, no fim de contas, Gil Vicente estava certo desde o principio e que rir é, verdadeiramente, o melhor remédio…

©Marta Martins, Blogger

Fonte imagem: Google