Clientes

Comunicação e Inovação. Dois territórios que andam de braço dado.

guess what Comunicação 19 Dezembro, 2016

É frequente ouvir-se no mundo dos negócios que as empresas mais inovadoras, e por sinal de maior sucesso, criam as necessidades dos clientes com o desenvolvimento de novos produtos para estes. Embora esta afirmação possa parecer razoável e verdadeira, concordo mais que a realidade e o sucesso passa por descobrir as necessidades insatisfeitas – muitas vezes não são evidentes nem estão declaradas – e solucioná-las como nunca feito até esse momento. Dito isto, estou convicto de que as necessidades dos clientes são distintas dos produtos e serviços que efetivamente adquirem para suprir as suas necessidades.

Para as empresas é mais relevante saber o que as pessoas pretendem ou quais as necessidades ainda não completamente satisfeitas do que questioná-las objetivamente sobre as características específicas dos produtos e serviços. Um exemplo concreto: o rolo para pintar uma parede. Poderia ser um pincel, uma trincha, um spray, ou qualquer outro utensílio ainda a ser inventado. A tarefa de pintar uma parede é a verdadeira necessidade, que já existia antes do rolo ser inventado. Por isso, embora os fabricantes deste utensílio não tivessem criado uma nova necessidade, eles conseguiram procura porque desenvolveram algo melhor do que estava inventado e disponível à época. Existem muitos outros casos, como o Walkman, o microondas ou os telemóveis, por exemplo.

A chave para a inovação disruptiva, diferenciação e crescimento das empresas é descobrir as tarefas ainda não satisfeitas na plenitude dos seus clientes e tentar com empenho e determinação uma solução para as mesmas. Se de facto uma nova ideia de produto ou serviço não servir este propósito, é bem provável não ser bem-sucedida. Na sociedade atual, global, informada e onde a esmagadora maioria das pessoas têm baixos recursos económicos, são poucas as pessoas que adquirem produtos ou serviços para os quais não têm uma efetiva necessidade de consumo.

Se a isto juntar uma estratégia de comunicação criativa e integrada, diria que será difícil não obter sucesso. Na minha opinião a inovação e a comunicação são drivers essenciais para o sucesso nos negócios atuais.

Uma grande marca só consegue ser efetivamente grande se conseguir unir em torno dela um conjunto de clientes, seguidores e fãs. Se o produto ou serviço não for bom/útil ou, por outro lado, não comunicar com racionalidade mas também com emoção, não terá a energia e o magnetismo para afirmar-se, crescer e evoluir no seu ciclo de vida. As empresas e as marcas mais saudáveis e pujantes são aquelas que combinam de forma contínua e com mestria programas de inovação e comunicação. De nada valerá ter um excelente produto se não for comunicado ou apregoar que tem “a última Coca-Cola do deserto” quando na prática não passa de mais um produto banal sem qualquer elemento de diferenciação ou disrupção. Não ambicione somente satisfazer as expectativas dos seus clientes, ambicione superá-las com distinção! Boas Festas e um ótimo 2017!

@Renato Póvoas, Managing Partner

Palavra do designer

guess what Design 31 Maio, 2016

O design ainda é visto como algo simples e rápido de fazer, que qualquer um até consegue fazer, sobretudo por quem trabalha fora do mundo da comunicação,  marketing e publicidade. Resume-se a “fazer bonecos”, “acrescentar umas coisas no computador” e cobrar por ele é quase pecado, afinal “é para o portfolio” ou “um favor para um amigo”.

Os males do designer começam a ser partilhados com o mundo, muitos riem com as situações caricatas, mas o designer “chora por dentro”.  Alguns testemunhos estão representados nos pantones certos, diariamente, em “Palavra do Cliente” e “Clients from Hell”, partilham-se experiências, confirma-se que não estão sós nos dramas diários e claro descontrair e rir um bocado.

Mas há sinais de mudança, há cada vez mais quem valorize o trabalho de um designer em Portugal e lá fora os designers portugueses são já conhecidos e reconhecidos.

Prova disso são os resultados da última edição dos European Design Awards. Os prémios mais conceituados da área a nível europeu, que para o ano se realizam no Porto, premiaram seis agências portuguesas com seis pratas e um bronze. Na cerimónia realizada em Viena de Áustria, a R2, já premiada em 2015 e a Bürocratik foi distinguida em duas categorias.

Tudo sobre os prémios aqui.

@Tânia Espinheira, Creative & Designer Consultant