Comunicação Política

Comunicação Autárquicas

guess what Comunicação, Relações Públicas 25 Julho, 2013

 

Quantos mais exemplos observo na rua, nas mais diversas localidades, de norte a sul do país, e por aqui no Imagens de Campanha, mais acho que se perdeu uma nova oportunidade de inovar na comunicação política. As mensagens são, no mínimo, banais e fracas. Alguns exemplos:

» “As Pessoas Contam”

» “Juntos. Avançamos”

» “Com a Póvoa no Coração”

» “Mudança, a Única Esperança”

» “Sempre Presente Sempre Solidário”

» “Vizela é para Todos”

» “Soure para Todos”

» “Juntos pelo Montijo”

» “Esperança no Futuro”

» “Por si. Consigo”

» “Amadora Mais”

» “Porto Santo com Coragem”

» “Somos Confiança”

» “Albufeira Primeiro”

» “Todos Pela Mudança”

» “Dedicação. Saber fazer”

» “Novos Tempos. Novas Soluções”

» “Juntos por Guimarães”

» ”Juntos por Faro”

» “Vencer 2013”

» “Gondomar Somos Todos Nós”

» “Gondomar Com Esperança”

 

Como podem ver existem slogans que se repetem (Guimarães e Faro ou Vizela e Soure) e quase todos poderiam ser utilizados por candidatos de outros locais. Não existem mensagens verdadeiramente diferenciadoras que transmitam algo pessoal do candidato ou um compromisso objetivo com os seus munícipes. Um verdadeiro deserto de conteúdo. Um voto em branco para todos estes candidatos.

 

O crime viral

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 26 Fevereiro, 2013

Depois de marchas pelas ruas que se organizam no Facebook, de cartazes que circulam nos blogues e que inundam as redes sociais, e de textos de revolta que não têm voz num mundo físico, a última forma de protesto a ganhar protagonismo na Internet é a divulgação do número de contribuinte de alguns dos nossos ministros. O Primeiro, em primeiro lugar; embora logo lhe tenham seguido os NIF’s de Miguel Relvas, Vítor Gaspar e Paula Teixeira da Cruz. O povo parece estar a gostar, talvez alheio à ilegalidade do ato – por falta de conveniência do conhecimento, obviamente; aliada a uma facilidade de partilha que parece tornar tudo demasiado simples para ser perigoso. É essa a ilusão do virtual. De quem escolhe informar por aí, incentivando ao mesmo ato, propagando dados confidenciais, porque estão à distância de um clique. E é tudo muito divertido, criativo até. Foi notícia para roubar valentes gargalhadas a quem ainda estava de fora (e aos de fora). Em alguns estabelecimentos, somos mesmo capazes de encontrar quem, atrás do balcão, nos forneça os números que não temos. Mas a pegada de volta à origem está muito mais marcada do que aquela que nasce na rua. No virtual tudo permanece escrito. E há tempo para o detetar, é um tempo chamado “para sempre”.

Diz a comunicação social que as faturas já vão nos milhares, e que o Primeiro tem aparentemente gasto mais do que aquilo que declara. Resta-nos esperar que a lei seja válida para todos, e que, por vir nos jornais parte da explicação, não deixe de ser necessária a fiscalização do que se passa. Pedro Passos Coelho veio dizer não estar preocupado. É a estratégia da desvalorização que normalmente só tende a aumentar vontades. Enquanto isso, o grupo de Facebook “Eu já pedi fatura em nome de Ministros” mantém, na imagem de capa, os dados a que todos querem ter acesso, e vai somando gostos diários. Até agora, 2.529.

 

Saúde: que Modelo de Estado Social?

guess what Comunicação, Relações Públicas 21 Janeiro, 2013

A Guess What presenciou este importante debate que decorreu hoje de manhã no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa e contou com a participação de Paulo Macedo, Ministro da Saúde, Maria De Belém Roseira, Adalberto Campos Fernandes, Pedro Pita Barros e Isabel Vaz.

Uma iniciativa da Antena 1 e Universidade Nova moderada por Jorge Correia naquele que foi o seu última ato enquanto jornalista (novos desafios aguardam o Jorge a quem desejamos as maiores felicidades).

Ideias referidas por Paulo Macedo a reter: o Governo não quer alterar o SNS dentro de uma sustentabilidade ainda não conseguida; grande parte do Orçamento da Saúde de 2013 será utilizado para pagamentos atrasados a fornecedores; o futuro passa pela eliminação de duplicações de serviços e subsistemas (como é o caso da ADSE). Confirmou-se também a ideia de que quem percebe muito disto é Maria de Belém, atenta, informada e articulada.

Chavez e como fazer a revolução no Twitter

guess what Comunicação, Relações Públicas 10 Maio, 2010

chavez

Depois de ter rotulado o Twitter como uma “ferramenta de terror”, o Presidente da Venezuela, Hugo Chavez, criou uma certified account nesta rede e contratou quase 200 pessoas para responder às mensagens dos seus seguidores. O líder venezuelano parece estar verdadeiramente empenhado numa missão de engagement com aqueles que seguem os seus passos online.

A esta data, Hugo Chavez conta com 262 815 seguidores e está referenciado em mais de 8400 listas. A ferramenta de terror é agora uma “arma para a revolução”!

Obama e os talk shows

Obama

O Presidente dos EUA participou num só dia nos cinco principais talk shows emitidos no país. Neste dia de domingo, apenas a FOX, detida pelo milionário Rupert Murdoch, ficou de fora devido às ligações deste à ala Republicana.

Esta maratona televisiva serviu essencialmente para reafirmar as suas ideias e medidas nos polémicos campos da Saúde, Economia e Relações Internacionais.

Barack Obama continua a surpreender na forma como se relaciona com os meios de comunicação social e os usa em seu proveito. Toda a sua estratégia revela muita inteligência e inovação, ingredientes fundamentais para o seu sucesso num cargo altamente desgastante em termos mediáticos e públicos.

 Ver aqui notícia do jornal Público

Wake me up when September ends…

september

Este Setembro promete ser especialmente desafiante para todos os consultores de comunicação que têm entre mãos projectos de assessoria de imprensa que não se cruzem, de alguma forma, com os temas que vão dominar a agenda: política (campanha e eleições), gripe (sazonal e gripe A) e eventualmente alguns casos de justiça que possam ver algum desenvolvimento neste período.

Como habitualmente, as editorias de política e sociedade irão buscar reforços às restantes equipas e reorganizar o seu espaço para informar o cidadão sobre todo e qualquer desenvolvimento nesta área. Poder-se-ia dizer que não haverá espaço para “más estórias” mas já sabemos que isso é um contra-senso numa fase pré-eleitoral.

Mais facilmente ficarão algumas “boas estórias” pelo caminho simplesmente porque decidiram ser contadas no mês errado…

Comunicação Política

Guess What Comunicação 29 Abril, 2009

Mas alguém ainda acredita que consegue mais ou menos votos por causa de um outdoor no coração de Lisboa? – João Adelino Faria, jornalista e ‘pivot’ da RTP ao Diário Económico

Eu diria mais, todos os outdoors que estão colocados de norte a sul do país são um autêntico desperdício, não tendo qualquer efeito no eleitorado. A política necessita de se modernizar no que concerne às suas formas de promoção e ganhar conteúdo. Será que o outdoor do PS “Nós europeus” ou o do PSD “Política de Verdade” farão com que estes partidos tenham mais votos nas próximas eleições?

 

Não é isto que fará a diferença. Os portugueses estão cansados de falsas promessas e de discursos vazios que pouco ou nada dizem. Os políticos necessitam de estar mais próximos das pessoas e escutá-las, não caindo no erro de falarem apenas para os seus pares.A demagogia já não vence eleições. Os portugueses estão fartos dos consecutivos anúncios de ideias, projectos, propostas, medidas e afins que não se concretizam. As pessoas sentem-se enganadas e não se revêem neste tipo de política. A verdade pode ser difícil de admitir, mas é o caminho mais acertado e o único que deve ser considerado.

Para onde caminhas Manuela?

Guess What Comunicação 11 Fevereiro, 2009

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que Manuela Ferreira Leite tem um «problema de imagem». Algo que é evidente para todos menos para a própria. Para o comentador da RTP a líder do PSD tem «falhado na transmissão das suas posições» e só fala em estúdios de televisão ou na sede do partido.

Manuela Ferreira Leite prefere criticar tudo e todos, como por exemplo, os critérios jornalísticos ou as sondagens que a deixam numa má posição, do que fazer uma auto-análise e reflectir sobre o que poderá melhorar enquanto líder do maior partido da oposição. Enquanto não descer do seu pedestal e não abandonar a sua teimosia, jamais conquistará o povo. E ao contrário do que alguns possam desejar, este ainda vai tendo voto na matéria. É caso para se dizer que Manuela Ferreira Leite deveria fazer o que em tempos outro colega de partido referiu: “Vou andar por aí”.

O «Fórum Portugal de Verdade», entretanto ontem anunciado, pelo que parece, vai um pouco neste sentido. Vamos esperar para ver.

 

Comunicação Política

Guess What Comunicação 19 Janeiro, 2009

Os media nacionais já começaram a ser inundados pelos políticos nacionais e pelos seus jogos de poder. Candidatos, ex-candidatos, aspirantes a candidatos, dissidentes partidários, … todos eles lutam por palcos mediáticos que lhes proporcionem atingir os seus intentos. São criados variadíssimos momentos de comunicação, cujo objectivo único é dar espaço de antena aos seus protagonistas. Trata-se de um autêntico frenesim político, a que os jornalistas correspondem no sentido de obterem o sound bite do dia. Um autêntico jogo de aparências, onde reina a encenação e escasseia a novidade factual.

A verdade que não existe na política e a falta de transparência, na minha opinião, são as principais razões para o divórcio dos portugueses relativamente à política e aos seus actores. Todos se indignam com a elevada abstenção dos actos eleitorais, no entanto ninguém procura encontrar soluções para este problema que afecta de forma grave a democracia portuguesa.

Várias sondagens têm revelado nos últimos anos que o eleitorado tem uma má imagem da «classe política». Um estudo de 2002 conduzido pelos investigadores Pedro Magalhães e Sérgio Faria referem que “em termos médios, as instituições políticas tendem a ser aquelas em relação às quais os inquiridos declaram ter menos confiança. Esta é determinada em grande medida pela avaliação negativa que é feita da performance dos agentes e das instituições dos espaços políticos, tanto no que se refere à política feita, propriamente dita, quanto aos resultados que essa política tem na órbita dos interesses particulares de cada um”.

Cada vez mais assistimos a uma artificialidade desmesurada na vida política nacional, onde nada nos surpreende dada a elevada previsibilidade dos actos. O político é hoje percepcionado como um malandro que só se lembra das pessoas em períodos eleitorais e que as engana constantemente. Nenhum político actual tem capacidade para sobressair dos restantes, pois todos eles mentem. Chegou o tempo de falar verdade com base em ideias próprias, objectivos claros e convicções sólidas. Tal como referia Abraham Lincoln: “É possível enganar toda a gente durante algum tempo, e mesmo alguma gente durante todo o tempo, mas não é possível enganar toda a gente durante todo o tempo”.

A política e a comunicação

Guess What Comunicação 25 Novembro, 2008

No passado domingo, o tema Marketing Político foi o destaque principal do jornal Público. Com base num recente estudo publicado na revista Análise Social, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, aquele jornal analisou a comunicação dos últimos anos do Partido Socialista. Na minha perspectiva, a imagem do sector e dos seus profissionais saiu novamente beliscada.

A promiscuidade na escolha das empresas de comunicação pelo Governo e ministérios, os contratos com contornos pouco claros, as empresas mistério e os inúmeros silêncios deixam os players do mercado numa situação pouco confortável. Num momento em que a transparência deveria reinar para afirmar definitivamente o sector da Comunicação e das Relações Públicas em Portugal, continua a existir imenso ruído que prejudica e contribui efectivamente para a descredibilização desta área de elevado potencial.