comunicação

Produto e comunicação: os pulmões de uma marca

Nos tempos atuais o produto e a sua comunicação são os pulmões de uma marca.

A evolução da tecnologia ocorrida nos últimos 20 anos teve um impacto não só na forma como nos comportamos enquanto consumidores, mas também sobre o significado das marcas, a influência da publicidade e a comercialização dos produtos e serviços.   

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Política de comunicação de Bolsonaro

Ideologias à parte, figuras como Jair Bolsonaro ou Donald Trump, são muito interessantes do ponto de vista da forma como comunicam. Ambos sabem quem é o seu público e é para ele que falam, de uma forma que pode parecer inocente mas que é estudada e pensada. Ambos ignoram ou chegam a hostilizar a comunicação tradicional e focam-se nos novos meios ao seu dispor, mais diretos e sem contraditório. E como se prova pelos resultados obtidos nas eleições, ambos são comunicadores brilhantes ou pelo menos, estão muito bem rodeados, mesmo que seja tentador fazer deles, meras caricaturas.

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As novas empresas de comunicação

guess what Comunicação, Digital 6 Outubro, 2017

Num futuro próximo quando os automóveis autónomos forem uma realidade nas nossas estradas, os passageiros ganharão tempo para fazer um conjunto de atividades digitais, como ver vídeos, navegar nas redes sociais, fazer compras ou simples consultas de informação. O automóvel pode ser assim a próxima grande plataforma de comunicação a ser explorada comercialmente pelas marcas automóveis, produtores de conteúdos ou fornecedores de serviços digitais. Este singelo exemplo demonstra bem as mudanças que estão a ocorrer e continuarão a uma velocidade supersónica nos próximos tempos relativamente a novos players, comportamentos de consumo e modelos de negócios no que à indústria da comunicação diz respeito.

Com a vaga de inovações disruptivas que temos assistido nos últimos 10 anos, as empresas estão a investir cada vez mais na produção de conteúdos e em relações diretas com os seus clientes. Ao mesmo tempo a sociedade afasta-se das formas tradicionais de consumo de conteúdos e informação – com impactos evidentes nos meios de comunicação social, por exemplo – centrando o seu comportamento no digital mas claramente mais fragmentado. Isto exige das marcas novas abordagens, estratégias e capacidades perante a luta intensa que se trava diariamente para captar a atenção dos consumidores.

Grande parte das empresas e marcas a nível global já perceberam que o marketing é insuficiente perante as novas dinâmicas e comportamentos e que a comunicação e o entretenimento são fundamentais para uma ligação direta com os seus clientes. Não é assim exagerado referir que todas as empresas são de comunicação, tal é a importância desta área para o seu sucesso.

Posto isto, e de acordo com alguns investigadores e estudos desenvolvidos, as empresas de comunicação podem enquadrar-se em quatro dimensões:

1)      Criadoras: as empresas que criam conteúdos que podem não ter uma relação direta com o público-alvo. Desenvolvem experiências de conteúdos em vários formatos com o objetivo de ligar fãs a consumos. Agências criativas, editoras de livros, companhias discográficas ou produtoras de TV são alguns exemplos.

2)      Maximizadoras: possuem uma relação direta com o cliente e simultaneamente operam na distribuição. Operadores móveis, players de TV ou concretamente o YouTube e o Spotify integram este grupo.

3)      Modulares: são fornecedores plug-and-play. A relação com o cliente final é escassa ou menos inexistente. Pouco controlo sobre o ambiente no qual os seus produtos ou serviços são distribuídos.

4)       Integradoras: empresas que têm uma relação direta com os consumidores e por isso um forte controlo sobre a experiência do utilizador, incluindo a apresentação dos produtos e serviços. As integradoras dominantes crescem rapidamente e representam oportunidades e ameaças para outros players. As integradoras são as mais promissoras e interessantes, pois reúnem informações de diferentes fontes e criam algo novo, distintivo e com maior valor. Quer um exemplo? Pense no caso da Amazon.

Os dados estão lançados e são evidentes: o mundo da comunicação está cada vez mais intenso e complexo, ao mesmo tempo que se multiplicam os desafios mas também as oportunidades. São assim necessárias empresas com visão mas acima de tudo ágeis e rápidas na execução. Não se esqueça que um bonito powerpoint de nada vale se a seguir não fizer acontecer.

@Renato Póvoas, Managing Parner, Guess What

Manual de Sobrevivência para um Consultor de Comunicação

guess what Comunicação 22 Junho, 2017

Um consultor de comunicação é assim uma ‘espécie’ estranha que tem alguma dificuldade em fazer entender o que faz da vida, a quem não é minimamente conhecedor desta área. Isto porquê? Porque de facto não é fácil explicar que além da ligação entre uma entidade e o público (através dos meios de comunicação social), temos muitas outras tarefas, que são abrangidas no conceito (por vezes demasiado) lato que é a comunicação.

Um consultor de comunicação de certa forma está constantemente a gerir cenários das mais diversas situações e, por isso, é importante termos em mente alguns tópicos de sobrevivência.

Por exemplo:

  1. Ser cordial (sempre!) – acho que é uma das atitudes/comportamentos que deveremos ter sempre em mente. Por vezes, é complicado devido a situações mais difíceis, mas nessa altura, respiremos fundo e voltemos à base;

  2. Quando temos um cliente mais “difícil” perceber que muito provavelmente este também está sob pressão e que isto basicamente é uma ‘pescadinha de rabo na boca’;

  3. Assegurarmo-nos que facilitamos ao máximo o trabalho do Jornalista. Benéfico para todos! Porquê? Porque hoje em dia os jornalistas recebem em média mais de 200 e-mails por dia e se não conseguirmos ser claros e interessantes na mensagem, não é possível prendermos a sua atenção;

  4. Personalizar os e-mails para os Jornalistas. É fundamental sabermos com quem estamos a falar, para que meio/programa e adaptarmos a mensagem e o ângulo a abordar. Percebermos igualmente os timings de cada meio de comunicação social;

  5. Somos também gestores. Seja gestores de expetativas, de conflitos, etc., deveremos ter capacidade de negociação;

  6. Posicionarmo-nos sempre como uma extensão do cliente e não apenas como um fornecedor. Isto implica ter que dizer que não, quando consideramos que assim o devemos fazer, daí sermos consultores. Por outro lado, há que apresentar alternativas.

Estas são apenas pequenas dicas que para nos ajudar a sobreviver e a prestar um serviço melhor e com mais qualidade.

Espero que seja útil!

@Joana Borges, Senior Communication Consultant

Peguem nas passas e em 10, 9, 8, …

guess what Comunicação 8 Junho, 2017

Estamos oficialmente a meio do ano, no final do primeiro semestre, no início do período de férias para a maior parte dos portugueses, no fim de um ciclo e no início de outro.

O fim do mês de junho é um género de Passagem de Ano parte II ou, até, Passagem de ½ Ano. É a altura ideal para fazer um balanço dos objetivos atingidos e dos que faltam atingir, tendo em conta o que foi definido em termos de resultados para o ano inteiro. Estamos a fazer aquilo a que nos propusemos? Estamos a atingir os resultados pretendidos? É este o caminho a seguir? E se esta avaliação é importante, tão mais importante é a afinação do caminho a percorrer: acertar estratégias, corrigir timings, reformular planos de ação.

Em relação à comunicação e assessoria de imprensa, os meses de verão costumam ser habitualmente mais “calmos”, nomeadamente nas empresas cujos negócios não estão ligados a estes picos sazonais. E não pela falta de oportunidades nos meios de comunicação social, mas mais pela falta de disponibilidade dos responsáveis nas próprias empresas. Mas este período serve não só para o tal balanço como, principalmente, para preparar o arranque “oficial” do segundo semestre. E este segundo semestre é muito semelhante aos agora habituais 3ºs períodos escolares: muito curtos e com muitos feriados.

Em setembro temos o regresso às aulas, de meio de Setembro e até ao início de outubro é a vez das eleições autárquicas, seguem-se o Web Summit, o Natal e estamos mais uma vez na Passagem de Ano! Por isso, mãos à obra e preparem as passas!

@Sara MartinhoSenior Communication Consultant

Dar palco à negação

guess what Comunicação 10 Abril, 2017

Há poucos dias vi Negação, filme de 2016 realizado por Mick Jackson com Rachel Weisz, Timothy Spall, Tom Wilkinson e Andrew Scott nos papéis principais. A negação a que o título se refere é a de que o Holocausto não existiu ou, tendo existido, nunca atingiu a proporção que todos conhecemos e que nos horroriza até hoje. Um dos mais famosos negacionistas é David Irving e é numa luta dele com uma bem mais reputada historiadora que a fita se centra.

Em 1993, Deborah Lipstadt publicou a obra “Denying the Holocaust”, na qual critica fortemente Irving (que acreditava que o Holocausto tinha sido uma invenção dos judeus). Irving, sentindo-se prejudicado, resolve processar a historiadora por difamação.

No sistema inglês é o réu que tem que provar estar a dizer a verdade e não o acusado, ou seja Lipstadt teve que provar que o Holocausto de facto existiu. E foi o que fez, ao longo de anos, com uma extensa equipa de advogados britânicos que tudo fizeram para provar ao mundo que o Holocausto existiu, perante um público atónito. Na sala de tribunal, maior parte das vezes estavam presentes sobreviventes dos campos de concentração.

E o que tem a comunicação a ver com o caso? Muito. Primeiro, Irving conseguiu o que queria, tornando-se mais conhecido do que nunca através do caso. Fê-lo com a simples resolução de processar a autora; fê-lo chamando a si a defesa do seu caso, dispensado advogados e autointitulando-se David contra o Golias de Lipstadt e sua entourage legal e fê-lo tomando conta do circo mediático. Apesar dos contornos kafkianos, os media não puderam não cobrir um evento no qual era posto em causa um dos maiores crimes contra a Humanidade, de sempre. Irving passou a falar quase todos os dias, ganhando um palco mediático que provavelmente fez com que a sua mensagem, por muito distorcida que pudesse parecer aos olhos da maioria dos públicos, conquistasse novos seguidores.

@Francisco Chaveiro Reis, Corporate Division Manager

Youtube killed the TV ad?

guess what Comunicação, Digital 22 Março, 2017

“Video killed the radio star” cantavam os “The Buggles” no início da década de 80. Youtube killed the TV ad? (O Youtube matou o anúncio de TV?) perguntamos nós em 2017.

Para a Adidas, conhecida marca de equipamento desportivo, sim. Os tradicionais anúncios de imprensa e TV morreram e o investimento da companhia será feito nas novas plataformas digitais e redes sociais, avança o Business Insider neste artigo.

A justificação é dada à CNBC pelo CEO da Adidas Kasper Rorsted: a companhia quer aumentar a receita das vendas online de mil milhões de euros em 2016 para quatro mil milhões de euros até 2020 e quer usar os canais digitais para lá chegar.

Rorsted defende que o consumidor jovem, o seu público-alvo, interage com a marca sobretudo através do smartphone pelo que a aposta para os próximos anos vai ser na interação digital.

Esta não é uma aposta só da Adidas, é uma tendência global, em particular das marcas dirigidas a um público mais jovem e urbano. As marcas de venda online que vivem quase exclusivamente de uma página no Facebook multiplicam-se. Os meios de comunicação tradicionais tentam cada vez mais ser multiplataforma e já perceberam que só a caça ao click e ao “like” os pode tornar rentáveis.

Mas no caso dos meios de comunicação social, há o reverso da medalha. Esta caça ao like e ao click estão, em alguns casos, a afastar abordagens mais sérias e isentas e fazer com que se aposte mais nos títulos escandalosos ou pior, que “obrigam” o leitor a abrir a notícia para conseguir perceber do que se trata.

A conhecida blogger “A Pipoca Mais Doce” falou sobre este “flagelo” neste post porque este é um assunto que deve realmente preocupar todos aqueles que trabalham na área da comunicação. E deve levar-nos a refletir para encontrar um equilíbrio entre aquilo que é informação rentável e aquilo que é a informação que realmente interessa ao público.

@Susana VianaHealthcare Division Manager