criatividade

I see cats everywhere!

guess what Comunicação, Publicidade 16 Setembro, 2016

Se há 20 anos nos dissessem que a Internet ia ser dominada por… gatinhos, certamente não acreditaríamos. Quem nunca perdeu minutos do seu a dia a ver um vídeo de gatinhos, que lance a primeira… sardinha!

E depois de conquistarem a Internet, os felinos invadiram a estação de metro londrina Clapham Common, mas por uma boa causa. Nas próximas semanas, os placards de publicidade da estação vão ter apenas imagens de gatos. Trata-se de uma campanha com o objetivo de angariar dinheiro para acabar com a publicidade (excessiva) na estação, e já conseguiu angariar 23 mil euros, o que equivale ao desaparecimento de pelo menos 68 placards de publicidade. Os protagonistas das fotos são gatos que estão para adoção em duas associações (Battersea Dogs & Cats Home, Cats Protection), que se aliaram a esta iniciativa com a esperança que esta campanha ajude a encontrar um lar para os seus felinos. O cérebro por trás desta ideia é Glimpse, um grupo de pessoas com um objetivo simples: usar a criatividade para o bem, e que pretendem através desta iniciativa mostrar um mundo “em que as pessoas se sintam bem nos espaços públicos”. “Em vez de pedirmos para comprar alguma coisa, nós estamos a pedir que pensem no que é realmente importante na vida. Podem não ser gatos, mas provavelmente é algo que não pode ser encontrado nas lojas”, um projeto intitulado “Citizens Advertising Takeover Service”, ou CATS.

Mas este não é a primeira vez que um grupo de cidadãos se manifesta contra a publicidade nas ruas, o semelhante já aconteceu em ParisMelbourneTeerãoTorontoNova Iorque. Será que estamos fartos de tanta publicidade? O facto de podermos pagar por um serviço sem publicidade, como o Spotify e Netflix,  é outro sinal de mudança.

@Tânia Espinheira, Creative & Designer Consultant

Até onde te leva a imaginação.

guess what Comunicação 30 Janeiro, 2015

A ilustradora Loryn Brantz, colaboradora do BuzzFeed, voltou a recriar as personagens da Disney com penteados reais. A manipulação de imagem de que tanto se fala é ponto assente é qualquer tipo de conteúdo que se partilhe no digital, em canais offline e por aí fora.

 

 

 

 

 

Pensando um pouco nos anos em que nada disto existia, será que teríamos uma percepção diferente da realidade se as personagens que nos encantavam tivessem um aspeto mais real? Será que nós seríamos muito diferentes?

Não sabemos mas não creio. Fala-se da manipulação da imagem em demasia e esquecem-se que libertar a imaginação (principalmente das crianças) alimenta o processo criativo. Ajuda o raciocínio. Por isso defendo que, sim deve-se manter as personagens o mais criativas possíveis e continuar a ler as histórias tal como são mesmo que o final seja temível.

©Marta Barroso, Digital Manager

Fonte: Buzzfeed

Pensar, cria, comunicar

guess what Comunicação 23 Janeiro, 2015

Na Guess What gostamos de brainstorm sessions. Apreciamos dissecar briefings, analisar os aspetos fortes e fracos de determinada marca, lançar ideias sem pés nem cabeça para cima da mesa e delas extrair orientações criativas que elevem as nossas propostas a patamares estratégicos, a patamares diferenciadores. Muitas vezes é do caos que surgem as melhores ideias, os ângulos de abordagem mais originais, as táticas mais impactantes. Mas, para que tal aconteça importa conhecer os papéis que cada um dos participantes incorpora: desde o condutor da orquestra até ao solista, passando pelo “carregador de pianos” todos são bem-vindos. Os melting pots empresariais fazem-se disso mesmo. Se uns são tremendamente criativos, outros são particularmente orientados.

Se uns se reservam ao direito de detetar múltiplos caminhos, outros vão direito ao objetivo final. Hoje, mais do que nunca, multiplicam-se os desafios de Comunicação. Os públicos-alvo distribuem-se por canais de informação e engagement com caraterísticas próprias. Por força do excesso de informação o apelo mediático implica um maior número de soluções out of the box. Os próprios budgets de marketing, pelo menos em Portugal, são hoje consideravelmente mais baixos do que há cinco ou mesmo há dois anos.

Em muitas empresas repete-se em loop a frase “menos dinheiro aguça a criatividade” e uma grande proposta, daquelas que ficam bem lá no canto do córtex cerebral e não permitem ser esquecidas, fazem-se disso mesmo. Todos nós, ilustres capitães de naus com responsabilidades maiores também na apresentação de Planos sabemos disso. Por aqui, repetimos vezes sem conta o solene dito “Quanto mais gozo te der a apresentar, mais hipóteses tens de ganhar”!Frase motivacional? Sem dúvida, mas não deixa de ser a pura das verdades. Acreditar no que se apresenta, defender com unhas e dentes os conceitos propostos. Tudo leva a uma estratégia mais ganhadora que perdedora – estou a falar de concursos onde todos partimos em pé de igualdade, claro.

O problema é que uma boa proposta requer um tipo de tempo que muitas vezes não é disponibilizado. Para pesquisar, online e offline, para ligar os pontos certos, para definir uma estratégia que não “cheire” a copy paste. O tempo é um bem precioso e uma tempestade perfeita de cérebros bem precisa dele para produzir momentos marcantes. Até porque, contrariando algumas crenças nacionais, a vida não é só feita de Comunicados de Imprensa.

©Jorge Azevedo, Managing Partner

 

 

Mensagens publicitárias: estará mesmo tudo inventado?

guess what Comunicação, Publicidade 7 Maio, 2013

Há décadas que a publicidade cria mensagens direcionadas aos seus públicos-alvo de forma a captar a sua atenção. Nesta campanha, a fundação espanhola Aid to Children and Adolescents at Risk Foundation foi mais longe e combinou no mesmo anúncio uma dupla mensagem, para pequenos e graúdos. O resultado mostra que ao contrário do que muitas vezes se conclui, a publicidade ainda não estagnou – continua a reinventar-se. O vídeo do making of da campanha pode ser visto aqui.

Campanha pela beleza real tem alma portuguesa

guess what Comunicação, Publicidade, Relações Públicas 23 Abril, 2013

Afinal o que é nacional é mesmo bom.

Segundo a “Briefing”, o português Hugo Veiga, copywriter na Ogilvy São Paulo desde 2009, é um dos criadores da “Dove Real Beauty Sketches”, uma campanha global que está a criar um enorme buzz nas redes sociais e é uma forte candidata a um prémio em Cannes.

Temos que “tirar o chapéu” à equipa de marketing da Dove. Apesar de vivermos numa época em que a “imagem perfeita” é quase sempre fruto de intervenções estéticas (já nem as unhas são verdadeiras), há cada vez mais mulheres (e homens) a identificarem-se com o conceito de “beleza real”. A comprová-lo estão os quase 21 milhões de visualizações da versão em inglês do vídeo “Dove Real Beauty Sketches”, que pode ser visto aqui.

Mentira ou consequência?

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 2 Abril, 2013

Dia 1 de Abril: o dia de todas as mentiras e uma oportunidade para as marcas atingirem novos clientes e mercados, gerando um maior buzz. Todos os anos, neste dia, as grandes marcas aproveitam para anunciar as suas “novidades” e nós aguardamo-las impacientemente.

A Google surgiu com o Google Nose que promete vincular diversos aromas aos resultados obtidos nas buscas online. E também com o seu mapa do tesouro, baseado num mapa de piratas encontrado no oceano índico durante uma expedição aquática do “street view”.

Por sua vez, o YouTube anunciou o seu fim e que irá escolher finalmente o melhor vídeo do mundo. O Twitter apresentou o novo modelo de negócio, que obriga o utilizador a pagar uma taxa de 5 dólares para o uso livre de vogais. Já a Sony anunciou a Animalia, tecnologia para o animal de estimação. O Skype divulgou o seu novo serviço para turistas do espaço… E o novo avião da Virgin, com o chão em vidro?

Apesar deste dia ser uma excelente oportunidade para as marcas marcarem presença de forma inteligente em todas as conversas, principalmente na Internet  há sempre o risco da brincadeira ser mal compreendida. As reações podem ser as mais variadas e tudo pode acontecer, sobretudo nos tempos que correm em que tudo é facilmente criticado pela negativa nas redes sociais. É importante planear criativa e estrategicamente, analisar se a “mentira” realmente cria algo importante.

Mas o que terá a maior consequência? A Google não anunciar a sua “novidade” deste dia ou esta não ser interessante?

Procura-se jovem fluente em mandarim

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 28 Março, 2013

“Contratamos jovem dinâmico com forte orientação para objetivos. Ou talvez um sénior com experiência comprovada em ambientes de elevada pressão. Ou um profissional disponível para integrar um projeto internacional. Com gosto pelo trabalho em equipa. Resiliente e motivador. Irreverente e disciplinado. Domínio de inglês, alemão, sueco e mandarim.”

Se este anúncio fosse real (mas não é!) conheceriam alguém que correspondesse ao perfil? Nós também não. Mas ouvimos falar do Ivo.

Quem é o Ivo? Um diretor de arte e designer gráfico que criou um CV online que simula uma página do Google.

Através deste “Google” personalizado, podemos procurar o nosso novo colega através dos requisitos pretendidos. Qualquer que seja a mais-valia desejada – seja uma pessoa criativa, um bom negociador ou alguém que domine mandarim – neste falso “Google”, todos os caminhos vão dar ao Ivo.

Para quem trabalha no admirável mundo da comunicação, ao ritmo frenético deste mercado, o original CV de Ivo é como um daqueles alertas a piscar no nosso telemóvel, a lembrar-nos de algo essencial que não podemos esquecer: a criatividade é um fator essencial para aumentar a eficácia da comunicação, garantindo que a mensagem chega e se faz notar.

Quem se dedica à comunicação sabe como é difícil conseguir a atenção do público. Escolher um caminho com impacto pode ser uma decisão de risco, mas faz a diferença. Resta encontrar a fórmula adequada a cada caso. O Ivo parecer ter descoberto a dele: é evidente que além de chamar a atenção, ninguém deixou de confirmar de imediato algumas das suas competências. Só não sabemos se fala mesmo mandarim.

A exposição da coragem

guess what Comunicação, Relações Públicas 13 Março, 2013

Decorre até ao próximo dia 15 de março no Edifício do Campo Grande da Câmara Municipal de Lisboa a 4ª Mostra Fotográfica do Projeto RETRATO DE MIM, uma iniciativa de grande valor da Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama.

Fotografias e histórias de mulheres portuguesas que enfrentaram o cancro da mama e sobreviveram para contar as suas histórias de coragem. Nos difíceis tempos que correm são exemplos destes que nos ajudam e encarar o mundo sem medos. A Guess What apoia e aprova!

Do sentido de oportunidade. Ou da falta deste.

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 19 Fevereiro, 2013

“You can still dunk in the Dark.” Tradução? “A tua atenção é preciosa, obrigado.” Talvez seja uma tradução demasiado livre, mas qualquer gestor de marca e de RP perceberá o sentido.

A edição de 2013 do Super Bowl, um dos maiores eventos desportivos do mundo e o espaço publicitário mais caro de sempre, ficou marcada por um apagão que durou mais de meia hora.

Em poucos minutos, a Oreo contra-atacou com um Tweet onde se podia ler “Power Out? No problem” que não só fez as delícias dos consumidores, como preencheu a lacuna do entretenimento prometido aos adeptos.

Mais de 16 mil retweets depois, a Oreo provou que, além de contar com uma fabulosa máquina de comunicação, sabe aproveitar a oportunidade. A marca explorou a disponibilidade “forçada” dos adeptos e a explosão da comunicação digital, bem como a alteração que os smartphones e redes sociais imprimiram nos hábitos de consumo e socialização nos grandes eventos, onde tudo é partilhado ao minuto, tornando-se um palco ainda mais atrativo para as marcas.

Menos sorte teve a Nike, no que toca ao sentido de oportunidade. Depois da detenção de Oscar Pistorius pela suspeita de homicídio da namorada, a marca cancelou a campanha cujo conceito remetia para a velocidade do atleta: “I’m the bullet in the chamber”.

Evitando a inevitável associação de mau gosto ao caso, a marca suspendeu a campanha mostrando que por vezes o sentido de oportunidade também passa por tirar as tropas de campo e rever a estratégia.

Podemos falar num fator de sorte, ou falta dela, nestas oportunidades? Talvez. Mas, para lá da sorte, há um enorme trabalho de definição da identidade e gestão de marca que permite uma resposta no timing, que dispensa longos processos de reflexão e aprovação. Uma preparação exigente, mas que distingue quem consegue explorar as (boas) oportunidades.