digital

O que é SEO?

Guess What Digital 12 Junho, 2019

O fantástico mundo do SEO chegou até mim de uma forma mais clara, agora que estou a tirar um curso de Digital Marketing & Strategy. Até aqui, nunca tinha percebido verdadeiramente o que era ou o que implicaria.

Ler Mais

Uma questão de timing.

guess what Comunicação, Digital 12 Abril, 2017

O caso do passageiro expulso do avião da United Airlines está a correr mundo, pelos piores motivos. Segundo o Observador, “no mês passado, a mesma companhia esteve envolvida num episódio polémico não muito diferente deste. Duas crianças foram impedidas de entrar no avião porque estavam a vestir leggings que, de acordo com a United Airlines, não obedece ao dress code da companhia.”.

Mas bom, este espaço não serve para comentar as motivações/decisões da companhia. Quero falar sobre outras companhias que aproveitaram a primeira situação (e muito bem) para apostar em publicidade. Passo a apresentar alguns casos:

Crédito de imagem: José Brízida

Assistimos a duas empresas que, criativamente, se apresentam como soluções face ao caso United Airlines. A primeira imagem, apesar de não ser oficial, fez com que a Southwest sofresse um pico de menções nas Redes Sociais. A segunda imagem apresenta uma opção de utilização de anúncios patrocinados no Youtube de forma astuciosa.

A questão que se prende é: será eticamente sustentável aproveitar situações negativas de concorrentes para auto-promoção? A rentabilidade do ROI, compensa?

Investir na área digital tem as suas vantagens, nomeadamente a possibilidade de medir e quantificar o sucesso da campanha/ação. Assim, seria interessante não só pensar e implementar a ideia, mas como também investir em investigação, por forma a indagar o real impacto da mesma.

@Marta Barroso Gonçalves, Digital Manager

“Content is King. Distribution is Queen”

guess what Comunicação 24 Fevereiro, 2017

“Content is King. Distribution is Queen”. Quem tem acompanhado a digitalização e a evolução do marketing de conteúdo já se cruzou, certamente, com esta afirmação.

São muitas as razões que justificam o aforismo: das limitações publicitárias online à atitude mais crítica e seletiva do consumidor, muitos foram os fatores que catapultaram o conteúdo para o palco da estratégia digital.

De marcas com comunicações tendencialmente unilaterais e, em muitos casos, centradas nas suas mensagens, estamos gradualmente mais focados em entregar aos públicos o que estes realmente procuram, moldando as suas mensagens a esses interesses e não o inverso.

Ao longo deste caminho, percebemos que o melhor dos conteúdos não conquistaria se não chegasse às pessoas certas. Desta consciencialização, nasceu o casamento (de conveniência?) entre conteúdo e distribuição.

No entanto, não consigo deixar de pensar nos herdeiros deste casamento real. O motivo? A sucessão. É essencial assegurar a continuidade de uma estratégia de conteúdo saudável a longo prazo. Podemos identificar muitos príncipes pretendentes a esta coroa mas, hoje, gostava de colocar na genealogia digital um dos herdeiros de destaque: a análise de dados.

Notável pela capacidade de criar métricas e compreender as preferências/ bloqueios do consumidor com base em dados objetivos, a digitalização abre-nos portas a estratégias de negócio mais informadas e atualizadas em tempo real.

A apologia da “recolha – análise – interpretação – reformulação estratégica” está a aumentar (e ainda bem). Até os barómetros sobre mercado de trabalho espelham esta necessidade: segundo este artigo, a procura de competências analíticas crescerá 18.6 por cento até 2024.

Mas, como em qualquer área, os excessos pagam-se caro: se muitas organizações ignoram o potencial dos dados de que, provavelmente, dispõem, outras correm o risco de sobreanalisar e perder-se num excesso de informação que, ao invés de agilizar o negócio, o complexifica.

Os dados são essenciais às organizações modernas mas saber selecionar que dados espelham os objetivos e contribuem para a compreensão e melhoria do negócio é igualmente importante.

A estrutura de recolha e análise de dados dependerá de cada negócio, da estratégia, dos canais e de tantos outros critérios intrínsecos. E se a certeza que os dados estarão cada vez mais associados à competitividade e à criação de valor global de um negócio, o conteúdo, enquanto personagem forte do marketing digital, não é exceção: uma estratégia assente em conteúdo de qualidade, com uma correta arquitetura de distribuição tem todo o potencial, mas este só terá longevidade se incorporar os dados relevantes ao objetivo – tanto os recolhidos antes, no momento zero da estratégia, como ao longo de toda a sua execução.

@Nélia Silva, Senior Communication & Digital Consultant

O papel desempenhado pelas redes sociais na participação política

guess what Comunicação 1 Fevereiro, 2017

A utilização das redes sociais tem crescido rapidamente enquanto fórum para a participação e ativismo político nas suas diferentes formas. Plataformas como o Twitter, o Facebook e o YouTube, oferecem novas formas de estimular o envolvimento dos cidadãos na vida política, onde as eleições e as campanhas eleitorais têm um papel essencial.

A comunicação pessoal através das redes sociais aproxima os políticos e partidos dos seus potenciais eleitores. Permite que os políticos comuniquem mais rapidamente e alcancem os cidadãos de forma mais eficaz e de uma maneira mais seletiva e vice-versa, sem o papel intermediário dos meios de comunicação social. Reações, feedback, conversas e debates são gerados online, bem como o apoio e a participação em eventos offline. As mensagens enviadas por meio de redes pessoais são, por sua vez, multiplicadas quando partilhadas, o que permite alcançar novos públicos.

A este propósito, foi criado no âmbito da Assembleia da República, o Grupo de Trabalho para o Parlamento Digital com vista a promover uma reflexão com o objetivo de melhorar a qualidade da democracia parlamentar através das novas tecnologias, aproximando o Parlamento dos cidadãos, comunicando mais e melhor, e colaborando com a comunidade para reforçar o escrutínio informado sobre a Assembleia da República.

Assim, a iniciativa de criar o Grupo de Trabalho para o Parlamento Digital nasceu exatamente da convicção de que uma das formas de fortalecer a relação entre o Parlamento e os cidadãos passa, incontornavelmente, por potenciar a utilização das novas tecnologias, nomeadamente pela Internet. Neste campo, as redes sociais, afirmaram-se nos últimos anos como um dos principais palcos de debate público em qualquer democracia. Basta ver a estratégia e a forma até inusitada e engenhosa de como o Presidente norte-americano Donald Trump utiliza o Twitter e, por outro lado, reparar como alguns parlamentos têm procurado usar estas ferramentas para melhor comunicarem com os cidadãos e prestarem as contas e os esclarecimentos a uma sociedade cada vez mais exigente. É o caso do Parlamento Europeu, que marca presença nas redes sociais mais populares (do Twitter ao Instagram, passando pelo Vimeo e Facebook).

Neste sentido, também as próprias redes sociais disponibilizam cada vez mais funcionalidades, nomeadamente com potencial utilidade para instituições como o Parlamento. Enquadram-se nestes casos, por exemplo, a possibilidade de emissão em direto a partir de redes como o Facebook e o YouTube, notificando os utilizadores deste evento.

Todavia, existe ainda um grande potencial tecnológico a explorar no sentido de procurar formas de comunicação inovadoras que contribuam para o envolvimento dos cidadãos com o Parlamento, reforçando a aproximação dos eleitos aos eleitores, e que evoluam em qualidade e em acessibilidade, seja na seleção, na forma ou, ainda, nas plataformas tecnológicas de disponibilização dos conteúdos. São estes os desafios e a missão que o Grupo de Trabalho para o Parlamento Digital terá pela frente, como seja melhorar a qualidade da democracia parlamentar portuguesa através do uso das novas tecnologias na comunicação e na acessibilidade e disponibilização de informação e conteúdos, aproximando assim o Parlamento dos cidadãos.

@Gonçalo Carvalho, Public Affairs Manager

Só mais 5 minutos…

guess what Digital 19 Janeiro, 2017

A produtividade, o sono e as redes sociais estão intimamente ligadas.

Como assim?  É comum na nossa sociedade atribuir como normal navegar nas redes sociais enquanto nos preparamos para adormecer.

E depois? O corpo é que paga e a produtividade é uma das lesadas neste processo.

Arianna Huffington, autora do livro  A Revolução do Sono, explica numa entrevista ao Observador “qual o seu ritual de sono, tece críticas às sociedades que olham para a privação de sono como parte do caminho para alcançar o sucesso profissional e admite que é “particularmente difícil ir contra uma cultura predominante que ainda mantém, num formato coletivo, estes delírios perigosos sobre o sono”.” É claro que cada pessoa tem um ritmo e um limite muito próprio e o desafio passa por o conhecer e contornar para que nada seja influenciado: o sono, a produtividade e a saúde.

Ainda neste tema, não queria deixar de partilhar uma ferramenta recente que transforma o Facebook numa ferramenta de produtividade, segundo o Shifter. No fundo, esta ferramenta esconde o vício de navegar pelo infindável feed de notícias, ao mesmo tempo que relembra o que de importante temos para fazer. Não resolve o problema acima mencionado, mas é uma ajuda. Para mim a fórmula é simples: durma, reduza o tempo que passa nas redes sociais e produza de forma mais concentrada. Só depende de si.

@Marta Barroso Gonçalves, Digital Manager

Instagram para míopes

guess what Digital 1 Setembro, 2016

O público queixa-se e o Instagram resolve. Há muito que a limitação de tamanho de imagem no Instagram era uma dor de cabeça para os frenéticos utilizadores.

O que é que o Instagram fez? Resolveu.

Desta vez, o Instagram optou por criar uma funcionalidade apetecível para os mais curiosos: o Zoom. É agora possível ver as imagens com mais pormenor com um simples gingar de dedos. Para já, só estará disponível para os utilizadores de IOS, mas em poucas semanas chegará para as versões Android.

Estas (e outras) atitudes por parte de uma empresa na área digital revela a preocupação e a gestão eficaz das necessidades dos seus utilizadores. É a prova real de que expressar a opinião através de um canal social é um veículo poderoso que conduz a grandes resultados.

Afinal, quem melhor para provar isto que uma Rede Social?

@Marta Barroso, Digital Manager

Mãe, a Uber vem a que horas?

guess what Digital 7 Julho, 2016

A plataforma mobile que está sempre nas bocas do mundo disponibilizou em Portugal uma nova ferramenta: é já possível criar um perfil familiar ou de amigo onde um único responsável pela conta pode chamar um Uber para outra pessoa ligada ao perfil. Em comunicado, a Uber esclarece que é agora possível “associar à sua conta um grupo de até dez pessoas que podem solicitar uma viagem, com o custo centralizado numa única pessoa”.

É útil no caso de crianças ou adolescentes que não têm um cartão de crédito associado.

É desta forma que uma simples aplicação toma as rédeas do mercado e se posiciona de uma forma cada vez mais abrangente. Hoje em dia já não se cria uma aplicação com um único objetivo. Planeia-se não só a sua criação como o seu futuro e escalabilidade. O mundo digital não dorme.

@Marta Barroso, Digital Manager

Internet Football Stadium 2016

guess what Comunicação, Digital 30 Junho, 2016

Como quase todos terão reparado, joga-se, neste momento o Campeonato da Europa de Futebol. No momento em que escrevo, o jogo com a Polónia ainda está distante e os portugueses acreditam plenamente na passagem às meias-finais da prova. Este Euro 2016 joga-se em campo, como todos mas, mais do que nunca joga-se também na internet. E não falo (só) nos sites informativos. Só no Facebook, a página oficial do Euro tem quase 12 milhões de fãs. Vejamos outros exemplos:

Blogosfera – Segundo um estudo recente do diretório Blogs Portugal, desde o inicio da competição, o Euro 2016 já foi referido 466 vezes na blogosfera portuguesa, sendo que desde o início do ano já se fizeram 1.086 posts sobre o Campeonato da Europa. Cristiano Ronaldo, principal figura da selecção portuguesa, foi referido em 324 posts desde o início da competição e em 2.192 desde o início de 2016.

Twitter – No dia de estreia do campeonato, Payet, herói francês do primeiro jogo, foi mencionado 50 mil vezes em tweets de fãs de todo o mundo. Só entre as 22h00 e as 22h05, o médio francês foi mencionado 6.500 vezes. Desde o primeiro dia, não param de sair notícias de como o Twitter reage a cada jogo. Exemplos aqui, aqui e aqui.

As brincadeiras – Uma das grandes tendências deste Euro, e da internet neste momento, são os memes. Imagens humorísticas como estas ou estas. O “caso do microfone” até deu direito a um jogo.

@Francisco Chaveiro Reis, Corporate Division Manager

O Digital em estratégias de Public Affairs

guess what Comunicação 22 Junho, 2016

Para muitos consultores e profissionais de Relações Públicas, a Internet já é um canal essencial para alcançar uma audiência tão vasta quanto possível. Mas o mesmo será válido para actividades de Public Affairs? Tradicionalmente, o lóbi está associado a sigilo e mistério, e assume uma conotação muito negativa, mas o desenvolvimento de conhecimento, de regulação e a consciência de cidadania exigem uma maior transparência.

Ao definir uma estratégia digital pretende-se criar visibilidade em plataformas relevantes, como Facebook, YouTube, Twitter e blogs. Por outro lado, as apps podem ser igualmente úteis, mas um site com design responsivo – que assume cada vez maior importância – serão alguns dos instrumentos essenciais nesta questão. Poderá então desenvolver-se uma estratégia digital em Public Affairs? Sim, porque, independentemente de uma instituição decidir ou não tornar-se uma parte ativa nas redes sociais, os consumidores / partes interessadas poderão sempre falar online sobre a mesma.

Assim, uma estratégia digital em Public Affairs implica proporcionar os meios e recursos para envolver os stakeholders / partes interessadas relevantes sobre questões políticas e sociais fundamentais, para enfrentar os críticos e para reunir e envolver todas as partes interessadas. Uma estratégia digital em Public Affairs deve contemplar as seguintes etapas:

1)      Criar alcance através de uma base de fãs e seguidores “relevantes” nas diferentes plataformas. No entanto, grandes números não serão o único indicador de sucesso: não é o tamanho do navio que importa, mas o movimento do oceano.

2)      Tornar-se uma fonte de informação credível ao criar conteúdos inovadores e relevantes. O sucesso pode ser medido pelo número de “Retweet” e “Like”, mas também é importante assegurar que se publica o conteúdo certo, no momento certo e no local mais adequado para cada segmento do target.

3)      Mais importante: Encorajar os fãs e seguidores a se envolverem / intervirem em seu nome para fins de desenvolvimento de linhas de acção como pedir a outros utilizadores para assinar uma petição, a comentar um Documento de Posição, propor contributos para um programa eleitoral, participar num processo de consulta pública ou votar sobre um determinado tema.

Com efeito, cada vez mais, a Comissão Europeia, os Governos nacionais e os partidos políticos experimentam novas ferramentas que permitam que as partes interessadas participem na formulação de políticas e tenham a oportunidade de analisar de forma circunstanciada e comentem os projectos legislativos antes da sua adopção final.

Em Portugal, por exemplo, nas últimas Eleições Legislativas os principais partidos apelaram à apresentação de propostas concretas para o programa eleitoral que resultassem de um processo aberto de participação e reflexão, não apenas dos militantes e simpatizantes, mas também de cidadãos e instituições da sociedade portuguesa.

Neste mesmo sentido, o Governo tem vindo a apostar na proximidade para falar com os cidadãos e mostrar a sua atividade através de contas oficiais nas redes sociais. Desta forma, estabelecer uma relação de maior proximidade com os portugueses passa por manter contas oficiais no Twitter, no Instagram e no YouTube, além de algumas áreas de governação possuírem também contas noutras redes, tais como o Facebook, relacionadas com temas e programas específicos. Com efeito, com esta estratégia digital, o executivo quer chegar tão próximo quanto possível aos cidadãos, informando-os diretamente sobre a acção do Governo, respondendo às suas questões e promovendo, desta maneira, uma presença no espaço dos novos media onde o contacto bilateral, directo, rápido e transparente é uma mais-valia para todos.

Estes exemplos mostram que uma estratégia digital pode ser um complemento útil para além das actividades tradicionais de Public Affairs. Assim, em conjugação com outras iniciativas, uma estratégia digital de Public Affairs pode ajudar a criar e estreitar relações com stakeholders da esfera política, económica e sociedade civil. Todavia, uma estratégia digital de Public Affairs tem de ser relevante para o público-alvo, o que significa, muitas vezes, que deve ter um âmbito mais alargado do que as actividades tradicionais de Public Affairs – e deve manter-se sempre ligada ao “mundo real”, porque embora seja relativamente fácil criar laços, o aprofundamento dessas relações e a identificação com uma causa é o que realmente pode fazer a diferença.

@Gonçalo Carvalho, Public Affairs Manager