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Liderança emocional

Guess What Comentário à Atualidade, Eventos 18 Dezembro, 2018

Estivemos numa Conferência de Liderança emocional a semana passada, e é tão positivo que cada vez mais este seja um tema que as empresas e os líderes das mesmas, começam realmente a integrar na sua essência. Sempre ouvi histórias de terror de familiares nas suas empresas. Liderar e ter emoções sempre pareceram conceitos inconciliáveis.

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Blogs: os novos canais de comunicação da atualidade?

guess what Comunicação 16 Março, 2017

Que a comunicação está em constante mudança e evolução, todos já o sabemos. É uma área “acelerada” e em que estamos numa constante corrida para a acompanharmos. No entanto, é desafiante ver as transformações que vai sofrendo ao longo dos tempos. Um desses casos flagrantes são o surgimento e a importância que os blogs têm vindo a assumir neste panorama. É certo que no universo da globalidade da internet, tudo se pode dispersar, no entanto, existem blogs que claramente conseguiram assumir um papel fundamental como canais de comunicação. Se antes não passavam apenas de diários online de quem os escrevia, hoje têm ou poderão ter um papel bastante mais complexo. São fundamentais na divulgação de tendências, de iniciativas, de despertar consciências e até de alguma concertação social. Obviamente não são todos os que chegam a este patamar, a concorrência é feroz e têm de constantemente se reinventar, ser surpreendentemente criativos, originais e acima de tudo diferenciadores. A relação de proximidade e confiança que criam com o seu público é primordial para o sucesso, fidelização e captação de novos leitores.

Mas atualmente deverão ser claramente pensados, incluídos e impactados numa estratégia global de comunicação. Seja a estratégia de produto, disease awareness ou mesmo institucional não poderemos descurar este canal de comunicação. Obviamente, não substituindo os meios de comunicação social tradicionais, que continuam a ser fundamentais e têm o seu papel assegurado, mas poderemos dizer que os blogs se apresentam como meios complementares e com objetivos e impactos diferentes.

Diz-se que a curiosidade “matou o gato”, mas não resisto a pensar: o que vem a seguir?

@Joana Borges, Senior Communication Consultant

Vai trabalhar blogs em 2017? É melhor ler estes 7 mandamentos

guess what Digital 16 Dezembro, 2016

A terminar o plano de marketing e comunicação para 2017? Se incluiu a gestão da relação com blogs, este post foi escrito para si.

Se tem dúvidas sobre o peso da blogosfera nas decisões de compra, estes dados são esclarecedores: entre janeiro e dezembro de 2016, foram publicadas 64.608 referências a marcas em 700 mil posts.

As categorias de vestuário, beleza ou gadgets recebem uma atenção especial mas há muitos segmentos com expressão relevante. Os resultados foram apurados no estudo “Marcas + populares na blogosfera | 2016”, desenvolvido pelo Blogs Portugal e a Guess What.

Curioso para saber que marcas estão no top 10 de referências no setor? Os resultados estão todos aqui.

Entretanto, para ajudar a planear uma comunicação com blogs eficaz, partilho sete “mandamentos” para trilhar caminhos bem sucedidos na blogosfera:

1 – Bloggers não são jornalistas. A base informativa até pode ser similar em alguns casos, mas as dinâmicas ou são adaptadas ao target ou a reação que vai obter é um clique em “delete”.

2- Spam… é spam. E não gera resultados. Insistir em informação desadequada não vai gerar mais resultados, nem todos os blogs vão querer focar os mesmos temas. Segmente mensagens por comportamentos e interesses.

3- Não existe compromisso editorial nem controlo de mensagem. Cada blogger tem a sua abordagem. Cabe-nos a nós compreendê-la e saber que são livres de publicar quando e se pretenderem. Enviar um kit não garante um post, é preciso saber criar a relação, adaptar conteúdo e conhecer os interesses do blogger.

As parcerias pagas podem ser avaliadas quando queremos garantir mensagens e timings exatos mas, primeiro, é obrigatório enquadrar o resultado que pretendemos na estratégia de comunicação: Divulgação? Talvez uma parceria paga possa ser útil. Se estivermos a falar de recomendação, será que os leitores não valorizarão mais uma opinião espontânea assente na experimentação?

4 – Os blogs (já) não são território sem lei. Falando de parcerias pagas, é fundamental aplicar os mecanismos previstos na lei com vista a garantir a transparência nas relações entre blogs e marcas. Mantenha-se a par pois a regulação deverá evoluir nos próximos anos, a bem da confiança dos próprios consumidores/ leitores nas recomendações dos blogs – sem confiança, o canal deixará de ter valor!

5 – Adaptar e personalizar é a regra. É um facto: vai consumir mais tempo mas também maior eficácia. Como fazê-lo? Aposte em grupos restritos de blogues com afinidade à marca e acompanhando-os a longo prazo.

6 – Gostamos de agir e… reagir (ou a regra de ouro da relação personalizada). Nem sempre o momento certo para uma marca coincide com o do blog. É importante criar o contexto e tornar a mensagem “incontornável”. Há muitas formas de o fazer: efemérides, criatividade que “exige” uma partilha imediata nas redes sociais…

No entanto, timing é tudo: alguns dos melhores resultados surgem em resposta ao momento do blog. Implica acompanhar mas a “reação” personalizada gera resultados. Tem dúvidas? Dou-lhe uma certeza: a ação da Guess What com maior taxa de eficácia (98%)  não estava prevista no plano da marca. Detetámos uma oportunidade, impactámos um grupo de blogs com afinidade e… 98% publicou pelo menos um post em resposta.

7 – Medir, medir, medir. Mas atenção aos dados privados. Avaliar resultados é essencial para saber se estamos no bom caminho e como melhorar. No entanto, há dados privados. Contrariamente à imprensa, obrigada a ceder dados tiragem ou circulação, um blogue não tem essa imposição. Como resolvemos? Definimos previamente com o cliente os KPI’s que podemos garantir e, em parcerias, definimos com o blogger os dados a ceder. E, claro, a estratégia é criada em função do que é mensurável e relevante à mecânica e objetivo.

@Nélia Silva, Senior Communication & Digital Consultant

Crise nas Empresas

guess what Comunicação 6 Outubro, 2016

Esta é uma questão pertinente e com a qual os empresários são confrontados o longo do seu percurso profissional. Muitas vezes, os advogados e os assessores de imprensa/relações públicas (RP), vêem o seu papel na gestão de crises seguir caminhos contraditórios.

Para alcançar o equilíbrio e gerir eficazmente uma situação de crise, é importante que o advogado e o assessor de imprensa/RP trabalhem em equipa, de forma a desenvolverem um plano de comunicação integrado, baseado num conjunto de medidas que enfrentem o problema, em tempo real.

Reunir ambos numa sala para debater a situação, permite uma discussão aberta e detalhada de todos os pontos e divergências de opinião, com vista a implementar um plano simples de executar.

A atitude que o Administrador ou Diretor Geral da empresa deve tomar é a de conciliar os pontos de vista dos dois consultores, para fazer escolhas acertadas na gestão de pré e pós-crise, e proteger a notoriedade e reputação da companhia.

Quando a empresa encara o advogado e assessor de imprensa/RP como parte da sua equipa, a gestão do risco e ameaças iminentes a uma situação de crise, oferece mais garantias de sucesso. Não deverá haver uma razão para que ambos os consultores não colaborem em conjunto e desenhem uma estratégia coerente.

 

@Sofia Aguiar, Senior Communication Consultant

A integração do lobby na estratégia corporativa

guess what Comunicação 30 Setembro, 2014

As empresas portuguesas carregam há décadas um handicap no momento de competir com outros países. As potenciais vantagens competitivas que as empresas têm de estar sediadas no nosso país é limitada pela falta de uma estratégia institucional que lhes permita influenciar o ambiente político e regulatório que afeta o seu negócio. Com efeito, estima-se que cerca de 80% das decisões com impacto nas empresas têm origem em Bruxelas.

Gradualmente, ao longo dos últimos anos as empresas portuguesas – seja através de associações sectoriais – têm entendido a importância do lobby como uma ferramenta de negócio para participar no processo de tomada de decisão legislativa, promover a estabilidade do quadro regulamentar em que operam e competirem em condições de igualdade com outras empresas. Com a crescente regulamentação do lobby, em parte por influência externa, mais e mais empresas estão a considerar a necessidade de implementar estratégias neste campo.

O primeiro passo, um dos mais importantes, será a forma de coordenar esta atividade na estrutura da empresa, para a qual existem algumas regras básicas para tomar a melhor decisão para as possibilidades de integração de public affairs na estratégia corporativa.

As empresas portuguesas, em suma, tem de adaptar a estrutura e os orçamentos a esta nova realidade se efetivamente querem assegurar um quadro regulamentar estável e favorável. Caso contrário, a posição institucional continuará enfraquecida face a empresas multinacionais, principalmente de outros países, que estão cientes da importância de participar do processo de tomada de decisões que os afetam – como aliás está bem patente no artigo «El “lobby” empresarial se reorganiza» do jornal El País.

Pode ler aqui o artigo do El País.

©Gonçalo CarvalhoPublic Affairs Consultant

Fonte imagem: Google