Generis

A Generis e um bom negócio

Guess What Comunicação, Relações Públicas 27 Janeiro, 2009

As várias noticias divulgadas sobre a venda da Generis por cerca de 200 milhões de euros a um fundo económico gerido por João Talone (Magnum Capital), vêm relembrar que em Portugal ainda existem empresas estrategicamente bem geridas, que não necessitam de apoios estatais para sobreviver, fazer lucro e pagar os seus impostos.

Num passado recente (assessoria em comunicação para a abertura da fábrica da Generis no Cacém, iniciativa que contou com a presença de Aníbal Cavaco Silva), tivemos o prazer de trabalhar de perto com os dois responsáveis máximos da Generis, Paula Paiva dos Santos e Pedro Moura e pudemos comprovar de perto que, uma estratégia definida a médio e longo prazo, vale mais que qualquer choradinho público.

Em primeiro lugar o nome. Na área da produção e comercialização de genéricos, deter uma empresa com um nome tão representativo é trunfo.

Depois a liderança. Quando os capitães defendem o rumo do navio de forma carismática, todos remam para o mesmo lado e os objectivos são atingidos mais rapidamente. Para além disso, um porta-voz que sabe o que quer transmitir, recorrendo por vezes a soundbites comuniccaionais, acaba sempre por ganhar mais espaço mediático.

Por fim, o reconhecimento da importância da comunicação como importante instrumento de gestão da reputação e potenciador de marca. Ao longo dos últimos anos a Generis foi a companhia nacional farmacêutica que mais investiu (é verdade, esta é a palavra) na tv, rádio e em projectos de Relações Públicas.

Numa das últimas reuniões em que estivemos, discutiu-se entre outros temas, o Relatório de Contas da companhia. Paulo Paiva dos Santos considerava uma obrigação moral a apresentação pública das contas da Generis e tinha pena que outras entidades não o fizessem, mesmo não sendo obrigadas (não cotadas em bolsa). Seria bom que mais pensassem assim, sem prurido e com transparência.