Guess What

Representação de Interesses, Incompatibilidades e Transparência

guess what Comunicação 10 Novembro, 2016

A existência de conflitos de interesse e a passagem do exercício de cargos públicos para funções empresariais enfraquecem a confiança dos cidadãos em relação ao Estado. A preocupação com esta autonomia do político em relação ao económico frequentemente tem custos – alguns quadros empresariais poderiam ser úteis no exercício de funções públicas (veja‑se o “caso político” que se transformou a negociação para o cargo de presidente da Caixa Geral de Depósitos) – mas é um garante da transparência, de uma política ética, da possibilidade da existência de uma efectiva regulação.

O que se tem verificado nestes últimos anos foi que a prática da “porta giratória” se tornou um modelo de negócio. Esta é erguida para um objectivo em si mesmo. É, por exemplo, de portas giratórias que se trata quando se fala do novo desafio profissional de Durão Barroso, escolhido para Non‑Executive Chairman da Goldman Sachs International. Não obstante, a classe política ou detentores de cargos públicos não devem ser impedidos de ter um emprego ou exercer uma nova função após o exercício de um cargo político ou de um alto cargo público. Sobre este caso em particular, o Comité de Ética ad hoc da Comissão Europeia já concluiu que, efectivamente, o antigo presidente Durão Barroso não violou as regras dos Tratados ao aceitar o seu novo cargo, ainda que tenha demonstrado falta de sensatez.

Neste mesmo sentido, no parecer divulgado recentemente, considera-se que Barroso “não demonstrou a sensatez que se poderia esperar de alguém que ocupou o cargo de Presidente durante tantos anos”, mas “não violou o seu dever de integridade e discrição”. A este propósito, o Parlamento Europeu decidiu ainda, por larga maioria, “congelar 20% das apropriações de transferências temporárias dos anteriores membros da Comissão Europeia até que a Comissão apresente um Código de Conduta reforçado para os Comissários para prevenir conflitos de interesse e as portas giratórias” em que as instituições europeias se terão tornado. O corte nos privilégios de antigos Comissários é assim apresentado como uma forma de “recuperar a confiança dos cidadãos da União e a credibilidade das suas instituições”. Simultaneamente, o Presidente da Comissão Europeia já afirmou que vai propor ao colégio de Comissários o prolongamento do período de espera, de 18 meses para três anos, no caso do Presidente da Comissão. No caso dos ex‑Comissários apresentou também a necessidade de aumentar este tempo, mas apenas até aos 24 meses.

Em Portugal, o assunto tem sido alvo de diversas discussões e o Parlamento tem actualmente em mãos, pela primeira vez, um projecto de lei para regulamentar a actividade de representação profissional de interesses (lobbying), apresentado pelo Grupo Parlamento do CDS-PP, e a promessa do Grupo Parlamentar do PS de que apresentará um projecto próprio. Concomitantemente, o Grupo Parlamentar do PSD indicou que irá acompanhar as propostas, porque concorda com a necessidade de legislar a matéria, mas não apresentará um projecto próprio, podendo apenas sugerir propostas de alteração. Já o PCP ainda está a analisar e ponderar a apresentação de propostas sobre o tema, enquanto o Bloco de Esquerda é frontalmente contra a regulamentação do lobbying.

Para análise destes e de outros projectos foi criada no passado mês de Abril a Comissão Eventual para o Reforço da Transparência do Exercício de Funções Públicas. Quase todos os partidos já apresentaram vários projetos de lei. Os temas em consideração – exercício de funções e de mandato, controlo de riqueza e enriquecimento injustificado, incompatibilidades, registo de interesses legítimos (lóbi) e prevenção de conflitos de interesse – são tão relevantes que a ausência de progressos nestas áreas teria custos políticos significativos.

Por outras palavras, poderá dizer-se que uma má lei e um mau desempenho acompanhados de uma absoluta falta de tacto, de transparência e da vontade de prestar contas fazem parte da pior cultura de serviço público a que a Administração Pública e os membros de um Governo podem fazer a si mesmos e à democracia, porque não há nada mais corrosivo para a democracia que a falta de confiança, originando um descrédito nas instituições públicas e nos seus dirigentes.

Apesar da Comissão Eventual para o Reforço da Transparência no Exercício de Funções Públicas ter os trabalhos suspensos até ao próximo dia 01 de Dezembro, devido à discussão do Orçamento de Estado para 2017, espera-se que após esta interrupção os projectos de lei aí apresentados e discutidos possam ter como corolário reforçar a transparência, o registo de interesses e o regime de incompatibilidades e impedimentos de titulares de cargos políticos e altos cargos públicos.

É imperativo ter melhores leis e códigos de conduta para governantes, para deputados e eventualmente para outros altos cargos públicos. E, precisamente, para evitar o populismo é necessário estudar / analisar os vários exemplos e as boas práticas internacionais, discuti-las e tomar decisões. No entanto, e aqui uma tónica importante, se, do lado oposto, as empresas, agências ou os profissionais que desenvolvem uma actividade de lóbi, mas não cumprem um Código de Conduta para as Relações entre Representantes de Interesses Legítimos e Entidades Públicas, revisto independentemente, é difícil esperar que os decisores políticos tenham confiança de que as pessoas com quem estão a reunir estejam comprometidas e empenhadas em implementar e desenvolver as melhores práticas. Simplificando, “lobistas” não registados colocam a sua própria reputação (e dos seus pares registados) e dos seus clientes em risco.

@Gonçalo Carvalho, Public Affairs Manager

Jogos Olímpicos e a imagem do Brasil

guess what Comunicação 28 Julho, 2016

Estamos a aproximarmo-nos dos Jogos Olímpicos 2016 no Rio de Janeiro, mas a expectativa de um grande evento, que tradicionalmente atrai milhares de turistas, o que poderia ajudar a estimular a combalida economia da cidade, pode não se confirmar. Os meios de comunicação internacional têm sido implacáveis em ridicularizar o Brasil, pelo momento político e económico que está a passar. E, em particular, o Rio de Janeiro, pelas sucessivas escorregadelas que comprometem ainda mais a reputação da cidade para organizar um evento dessa magnitude, como recentemente o Expresso deu conta a propósito da chegada dos atletas Portugueses e a aparente falta de condições da aldeia olímpica.

Não obstante o atraso nas obras e a suspensão de outras, que ficaram apenas pelos projetos, existem factos negativos que ajudam a uma posição crítica da opinião pública internacional: a poluição da Baía de Guanabara, o colapso da ciclovia, a ameaça do vírus Zika, os níveis de segurança da cidade e o recente episódio da Agência Mundial Antidoping que anunciou a confirmação da  acreditação do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem, um mês após a sua suspensão. Tudo isto pode contribuir para afastar turistas e colocar sérias dúvidas sobre a capacidade do Rio de Janeiro em servir de sede a uma competição com esta envergadura e segurança exigida.

Os danos na reputação da cidade são alimentados por reportagens dos meios de comunicação social a nível internacional, algumas com tom alarmista, que a epidemia do vírus Zika é uma forte ameaça à saúde dos atletas. E é claro que não está a ajudar que atletas de renome, incluindo mais recentemente o jogador espanhol Pau Gasol ter afirmado que teme a ameaça do vírus Zika e a segurança, no Brasil, mas acrescenta que “o compromisso com a seleção é maior do que o medo do que possa acontecer”.

Todavia, esta percepção da imagem do país não ocorreu nos últimos meses. Desde as manifestações a favor e contra o Governo, que encheram as ruas do Brasil , que os meios de comunicação têm reproduzido que “o caos tomou conta do país”, já mergulhado numa das suas maiores crises  – política e económica – dos últimos anos que tem mostrado a degradação ética e moral que envolve a elite política do país. Os debates sobre o processo de destituição e de impugnação de mandato dos principais órgãos de soberania, as denúncias de corrupção, que envolvem políticos e outras autoridades, como empresários e banqueiros, além dos números negativos da economia, tudo isso se repercute e serve para colocar a imagem do país no seu nível mais baixo.

Ao invés, porém, para o consultor político britânico Simon Anholt que criou o conceito de “nation branding” e o Anholt-GfK Nation Brands Index, os problemas políticos e económicos internos não costumam afetar a percepção geral da opinião pública estrangeira sobre determinada nação. Neste sentido, Anholt defende numa entrevista à BBC que o maior potencial de dano à “marca Brasil”, está no possível “choque de realidade” decorrente da exposição mediatizada do evento face aos problemas locais como a desigualdade e violência – fenómeno que já foi identificado aquando do Campeonato do Mundo de Futebol em 2014.

Assim, os dois riscos mais graves para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e, que podem, destruir a imagem do Brasil estão relacionados com a segurança pública e as infraestruturas de transporte. Neste sentido, será necessário garantir a segurança dos atletas e dos turistas. Por ora, o Rio de Janeiro está sob controlo, depois de um ano recorde em termos de crime, com um primeiro aviso, que passou pela detenção de várias pessoas que alegadamente faziam parte de uma célula terrorista e que preparava ataques. A segurança inclui 85.000 polícias e militares, o dobro dos disponibilizados nos jogos de Londres em 2012.

Estamos a chegar a um ponto em que os responsáveis pela organização dos Jogos do Rio 2016 precisam fazer mais do que afirmar sobre quão seguro e organizado o evento será. Os atletas, as pessoas não querem promessas, querem apenas ver fatos.

Há sete anos os cariocas celebravam a atribuição dos Jogos Olímpicos à Cidade Maravilhosa. O país começava a sonhar mais alto. Sete anos depois Lula da Silva está a ser investigado no âmbito da “Operação Lava-Jato”. Dilma já não é Presidenta, depois de um processo de destituição, também por questões ligadas a alegada corrupção ou por ter, supostamente, fechado os olhos. A crise política, profunda, está instalada, a económica é a mais grave do último século. Veremos se estes Jogos Olímpicos darão aos brasileiros motivos para sambar. Oxalá que sim!

http://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2016-07-25-Portugal-encontra-apartamentos-sujos-e-sem-agua-nos-Jogos-Olimpicos
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160322_marca_brasil_tg
 
 
@Gonçalo Carvalho, Public Affairs Manager

Pensar, cria, comunicar

guess what Comunicação 23 Janeiro, 2015

Na Guess What gostamos de brainstorm sessions. Apreciamos dissecar briefings, analisar os aspetos fortes e fracos de determinada marca, lançar ideias sem pés nem cabeça para cima da mesa e delas extrair orientações criativas que elevem as nossas propostas a patamares estratégicos, a patamares diferenciadores. Muitas vezes é do caos que surgem as melhores ideias, os ângulos de abordagem mais originais, as táticas mais impactantes. Mas, para que tal aconteça importa conhecer os papéis que cada um dos participantes incorpora: desde o condutor da orquestra até ao solista, passando pelo “carregador de pianos” todos são bem-vindos. Os melting pots empresariais fazem-se disso mesmo. Se uns são tremendamente criativos, outros são particularmente orientados.

Se uns se reservam ao direito de detetar múltiplos caminhos, outros vão direito ao objetivo final. Hoje, mais do que nunca, multiplicam-se os desafios de Comunicação. Os públicos-alvo distribuem-se por canais de informação e engagement com caraterísticas próprias. Por força do excesso de informação o apelo mediático implica um maior número de soluções out of the box. Os próprios budgets de marketing, pelo menos em Portugal, são hoje consideravelmente mais baixos do que há cinco ou mesmo há dois anos.

Em muitas empresas repete-se em loop a frase “menos dinheiro aguça a criatividade” e uma grande proposta, daquelas que ficam bem lá no canto do córtex cerebral e não permitem ser esquecidas, fazem-se disso mesmo. Todos nós, ilustres capitães de naus com responsabilidades maiores também na apresentação de Planos sabemos disso. Por aqui, repetimos vezes sem conta o solene dito “Quanto mais gozo te der a apresentar, mais hipóteses tens de ganhar”!Frase motivacional? Sem dúvida, mas não deixa de ser a pura das verdades. Acreditar no que se apresenta, defender com unhas e dentes os conceitos propostos. Tudo leva a uma estratégia mais ganhadora que perdedora – estou a falar de concursos onde todos partimos em pé de igualdade, claro.

O problema é que uma boa proposta requer um tipo de tempo que muitas vezes não é disponibilizado. Para pesquisar, online e offline, para ligar os pontos certos, para definir uma estratégia que não “cheire” a copy paste. O tempo é um bem precioso e uma tempestade perfeita de cérebros bem precisa dele para produzir momentos marcantes. Até porque, contrariando algumas crenças nacionais, a vida não é só feita de Comunicados de Imprensa.

©Jorge Azevedo, Managing Partner

 

 

Timing e influência

guess what Comunicação 5 Junho, 2014

Em comunicação, o timing é um dos aspetos mais importantes e, influenciar um dos grandes objetivos. Florentino Perez, presidente do Real Madrid, veio a público dizer que Ronaldo só deve jogar quando estiver em condições.

É uma declaração pouco inocente. É feita dois dias antes de um jogo da seleção e quer passar uma mensagem simples: a seleção não deve utilizar Ronaldo antes do Mundial, sob pena de agravar o estado de saúde do já estafado jogador.

Para abusar dele estamos cá nós, pensará Florentino.

Fonte imagem: Google

©Francisco Reis, Senior Communication Consultant

 

Jornalismo na Era Digital – Questionário Guess What

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 14 Março, 2014

Comunicados mais curtos e concisos, com informação relevante no início do texto e estilo informativo, em vez de publicitário; comunicados acompanhados de imagens ou vídeos; maior rapidez nas respostas e maior conhecimento do perfil dos meios. São estas as sugestões que os jornalistas online fazem às agências de comunicação nas respostas ao Questionário “Jornalismo na Era Digital”, levado a cabo pela Guess What, junto de 32 jornalistas, entre 21 e 24 de fevereiro.

 

O objetivo deste questionário foi perceber quais as práticas corretas e incorretas das agências na abordagem aos jornalistas, numa era predominantemente digital. 44 por cento dos jornalistas online consideram que os materiais que recebem das agências de comunicação são adequados às suas necessidades. 93 por cento dos jornalistas online consultados pela Guess What, consideram que seria útil e interessante ter acesso a uma plataforma online onde pudessem consultar, proactivamente, informações atualizadas e antigas (em arquivo) e ter acesso a um banco de imagens e agenda de eventos.

 

Quanto aos materiais de comunicação mais úteis para o trabalho dos jornalistas online, 32 por cento dos jornalistas inquiridos preferem receber texto; 29 por cento, imagens e 18 por cento, vídeos. No que toca ao formato de documentos que os jornalistas preferem receber por correio eletrónico, o destaque vai para documentos em formato Word (47 por cento), seguidos de texto no corpo do email (33 por cento) e documentos em formato PDF (18 por cento).

 

No que toca ao uso de redes sociais num contexto profissional, 43 por cento dos inquiridos prefere o Facebook, 29 por cento, o Linkedin e 18 por cento, o Twitter. Apenas sete por cento recorre a blogues.

 

76 por cento dos inquiridos preferem receber imagens em formato JPG. 67 por cento dos jornalistas de online portugueses consultados neste questionário, preferem serviços online de partilha de documentos, como o wetransfer, como ferramenta de partilha de informação que recebe das agências de comunicação. A cloud e FTP, com 16 por cento de respostas cada, são as outras opções preferidas.

 

Grande parte dos jornalistas online considera que o envio de informação com embargo é útil, na medida em que permite “maior cuidado na preparação do trabalho” já que “mesmo no online é preciso planear o mês. Guarda-se a informação até poder utilizá-la”.

 

 

Papa Francisco

guess what Comunicação, Relações Públicas 7 Novembro, 2013

 

Há dias foi revelado que o Papa Francisco pretende saber o que pensam os católicos da homossexualidade, uniões de facto ou o uso de contracetivos. O Papa enviou um inquérito às conferências episcopais de todo o mundo para serem distribuídas pelas paróquias e respondidas pelos fiéis. Um inteligente ato de relações públicas que envolve as pessoas e legitima as posições que possam ser tomadas posteriormente pela Igreja.

 

O Marketing que se cuide

guess what Comunicação, Relações Públicas 5 Setembro, 2013

 

São frequentes os casos em que más práticas relacionadas com promoções duvidosas, contactos agressivos e insistentes por telefone ou omissão de informações colocam o marketing e os seus profissionais em maus lençóis. São rapidamente apontados como os tais malandros que fazem tudo para conseguir uma nova venda. A crise económica, o aumento da concorrência e a pressão dos resultados não deixa antever melhores dias para os marketeers.

 

O bom marketing tem de ser aquele que:

» Não esconde. Informa;

» Não deturpa. Esclarece;

» Não impõe. Seduz;

» Não vende. Satisfaz;

» Não priva. Partilha;

» Não perturba. Auxilia;

» Não argumenta. Escuta.

» Não vigia. Monitoriza.

Comunicação Autárquicas

guess what Comunicação, Relações Públicas 25 Julho, 2013

 

Quantos mais exemplos observo na rua, nas mais diversas localidades, de norte a sul do país, e por aqui no Imagens de Campanha, mais acho que se perdeu uma nova oportunidade de inovar na comunicação política. As mensagens são, no mínimo, banais e fracas. Alguns exemplos:

» “As Pessoas Contam”

» “Juntos. Avançamos”

» “Com a Póvoa no Coração”

» “Mudança, a Única Esperança”

» “Sempre Presente Sempre Solidário”

» “Vizela é para Todos”

» “Soure para Todos”

» “Juntos pelo Montijo”

» “Esperança no Futuro”

» “Por si. Consigo”

» “Amadora Mais”

» “Porto Santo com Coragem”

» “Somos Confiança”

» “Albufeira Primeiro”

» “Todos Pela Mudança”

» “Dedicação. Saber fazer”

» “Novos Tempos. Novas Soluções”

» “Juntos por Guimarães”

» ”Juntos por Faro”

» “Vencer 2013”

» “Gondomar Somos Todos Nós”

» “Gondomar Com Esperança”

 

Como podem ver existem slogans que se repetem (Guimarães e Faro ou Vizela e Soure) e quase todos poderiam ser utilizados por candidatos de outros locais. Não existem mensagens verdadeiramente diferenciadoras que transmitam algo pessoal do candidato ou um compromisso objetivo com os seus munícipes. Um verdadeiro deserto de conteúdo. Um voto em branco para todos estes candidatos.

 

Falar e comunicar não são a mesma coisa

guess what Comunicação, Relações Públicas 25 Junho, 2013

 

 

 

O problema de muitas pessoas, algumas até com elevadas responsabilidades em empresas ou instituições, é que apenas se limitam a falar, esquecendo-se de que para comunicar com os outros e fazer passar a sua mensagem é necessário um esforço adicional.

 

Tal trabalho passa por estabelecer ligações com os outros, estando estes no centro do discurso e das preocupações de quem está a comunicar. É importante saber escutar e a partir daqui colocar questões e partilhar histórias com a sua audiência, independentemente da sua dimensão.

 

Nunca se esqueça que quando fala, a estrela não é você, mas sim os outros. Prepare cada discurso ou intervenção pública com rigor tendo em conta o público e o ambiente envolvente.

 

Tenha uma preocupação adicional com a sua comunicação não verbal, pois normalmente a sua mensagem fica para segundo plano perante a linguagem corporal ou o tom de voz utilizado. Sublinho também o risco de incongruências entre as mensagens verbais e não verbais. De acordo com alguns estudos internacionais, 90 por cento do que transmitimos aos outros não tem a ver com o que dizemos na realidade, mas sim com o modo como dizemos e a forma como os outros percecionam.

 

Comunicar dá trabalho? Sim dá. Mas vale a pena. Não pense que tudo é inato ou que o improviso é sempre solução. Comunicar requer trabalho e muita energia. Preocupe-se em fazer de cada momento um momento especial. Se não se sentir em condições ou preparado para tal, evite o palco nessa altura. Ganhe tempo, descansando, carregando energias, preparando-se melhor e depois entre vigorosamente para fazer a diferença e marcar pela positiva todas as pessoas que o ouviram.    

 

Guess What organiza reunião mundial sobre comunicação em saúde

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 24 Abril, 2013

Lisboa foi a cidade escolhida para acolher a reunião anual da GLOBALHealthPR, a maior rede internacional de agências independentes especializadas em saúde. A Guess What é a representante do Grupo em Portugal e ficará responsável pela organização do encontro que juntará mais de 20 especialistas em comunicação de saúde, entre 1 e 3 de maio.

As novas tendências de comunicação online e offline, a situação atual do Serviço Nacional de Saúde e seu impacto nas estratégias de marketing e a gestão de crise no setor da Saúde são alguns dos temas que serão discutidos por representantes dos seguintes países: Espanha, México, Austrália, Alemanha, França, EUA, Índia, Brasil, Argentina, Reino Unido, Singapura, Chile e Portugal.