História

Dar palco à negação

guess what Comunicação 10 Abril, 2017

Há poucos dias vi Negação, filme de 2016 realizado por Mick Jackson com Rachel Weisz, Timothy Spall, Tom Wilkinson e Andrew Scott nos papéis principais. A negação a que o título se refere é a de que o Holocausto não existiu ou, tendo existido, nunca atingiu a proporção que todos conhecemos e que nos horroriza até hoje. Um dos mais famosos negacionistas é David Irving e é numa luta dele com uma bem mais reputada historiadora que a fita se centra.

Em 1993, Deborah Lipstadt publicou a obra “Denying the Holocaust”, na qual critica fortemente Irving (que acreditava que o Holocausto tinha sido uma invenção dos judeus). Irving, sentindo-se prejudicado, resolve processar a historiadora por difamação.

No sistema inglês é o réu que tem que provar estar a dizer a verdade e não o acusado, ou seja Lipstadt teve que provar que o Holocausto de facto existiu. E foi o que fez, ao longo de anos, com uma extensa equipa de advogados britânicos que tudo fizeram para provar ao mundo que o Holocausto existiu, perante um público atónito. Na sala de tribunal, maior parte das vezes estavam presentes sobreviventes dos campos de concentração.

E o que tem a comunicação a ver com o caso? Muito. Primeiro, Irving conseguiu o que queria, tornando-se mais conhecido do que nunca através do caso. Fê-lo com a simples resolução de processar a autora; fê-lo chamando a si a defesa do seu caso, dispensado advogados e autointitulando-se David contra o Golias de Lipstadt e sua entourage legal e fê-lo tomando conta do circo mediático. Apesar dos contornos kafkianos, os media não puderam não cobrir um evento no qual era posto em causa um dos maiores crimes contra a Humanidade, de sempre. Irving passou a falar quase todos os dias, ganhando um palco mediático que provavelmente fez com que a sua mensagem, por muito distorcida que pudesse parecer aos olhos da maioria dos públicos, conquistasse novos seguidores.

@Francisco Chaveiro Reis, Corporate Division Manager

A história atrás do Nome

guess what Publicidade 23 Março, 2015

Alguma vez já parou para pensar porque motivo uma sereia é o símbolo de uma loja de cafés? ou porque maçã é o nome de uma empresa de tecnologias?

O nome de uma empresa é a sua identidade, é o que a define, e por detrás há uma história, uma inspiração, há um trabalho cuidado e nada é ao acaso, por mais estranho que o nome nos possa parecer.

Por exemplo:

Starbucks: Starbuck é uma personagem do romance Moby-Dick, e o nome evoca o romance de alto mar e a tradição marítima dos comerciantes de café.

Lego: Ao contrário do que se pensa, não significa “pequenas peças de tortura para pisar”, mas a combinação das palavras dinamarquesa “leg godt “, que significa ” brincar bem”. Lego também significa “Eu coloquei” em latim, mas a empresa afirma que é apenas uma coincidência.

Google: O nome era originalmente um erro ortográfico involuntário do número googol e porque google.com não estava registado. Googol é pronunciado da mesma forma e é o número 1 seguido de 100 zeros. Reflecte a missão da empresa de organizar a imensa quantidade de informação disponível online.

Facebook: O nome deriva do nome do livro que recém alunos recebiam no inicio no ano lectivo, nas universidades americanas, com o intuito de ajudar os estudantes a conhecerem-se melhor uns aos outros.

Apple: Existem várias teorias desde a referencia bíblica (adão e eva) a Issac Newton, mas a explicação é bem mais simples, maçã era a fruta favorita de Steve Jobs.

Conheça aqui mais histórias de outras marcas tão conhecidas.

@Tânia EspinheiraCreative & Designer Consultant