Jornalismo

Michael, o Tintim de hoje

guess what Comunicação 12 Outubro, 2017

Nos meus tempos de infância, dois dos meus heróis de eleição eram jornalistas. Tintim, o intrépido repórter, que viajava pelo mundo nas suas aventuras (sendo que dava mais socos do que fazia perguntas) e o Super-Homem, repórter do Daily Planet, de Metrópolis, onde, reza a lenda, os jornais se continuam a vender aos milhões.

 Na adolescência, já como ávido consumidor de informação, os jornalistas continuaram a ser heróis para mim. Foi assim que quis ser um deles. Completado o curso de Comunicação Social, tive o privilégio de passar uns meses no mais antigo jornal português. Acabei “desviado” para a consultoria, onde até hoje estou.

 Vem esta introdução a propósito da publicação, entre nós, do quinto volume da Saga Millenium, O Homem Que Perseguia A Sua Sombra (edição D. Quixote). Stieg Larsson, jornalista também ele, morreu em 2004, deixando para trás 50 anos de vida e os três primeiros volumes da sua Saga (cujo sucesso viria a abrir caminho a milhentos policiais nórdicos).

 No centro da trama está uma revista sueca (a tal Millenium) de investigação e um jornalista, Michael Blomqvist, que ao melhor estilo de Tintim, é engenhoso e dá uso ao físico para se livrar de sarilhos mas, ao contrário de Tintim, publica de facto peças. É verdade que conta com a ajuda da genial Lisbeth Salander ao seu lado mas não deixa de ser curioso que em 2017, um jornalista continua como herói. A Millenium passa pelos problemas e dilemas das publicações de hoje em dia, mas sobrevive sempre, lançando as mais incómodas peças de interesse público.

 Numa altura em que o mercado mediático está em discussão (e com ele, o da assessoria de imprensa tradicional) e a venda de jornais diminuí, perigando jornais e jornalistas, é uma lufada de ar fresco, ter Michael, um jornalista da “velha guarda”, como herói de uma das histórias mais seguidas por milhões de fãs em todo o mundo.

millennium

@Francisco Reis, Senior Communication Consultant

Jornal Expresso a E.novar!

guess what Comunicação 16 Janeiro, 2015

O Expresso é um dos jornais portugueses mais reputados. Sábado de manhã é dia de comprar o Expresso e carregar o famoso saco até ao café mais próximo. Para além da qualidade que mostra há 40 anos, tem o condão de inovar. Essa inovação volta a manifestar-se com o lançamento da revista E. que substitui a Revista e a Atual.

O resultado agrada. Obrigado!

©Francisco Reis, Senior Communication Consultant

PARABÉNS… jornal METRO

guess what Comunicação 12 Janeiro, 2015

Faz hoje, dia 12 de Janeiro, 10 anos que surgiu o Jornal METRO. Não sendo o primeiro jornal diário de distribuição gratuita em Portugal (o primeiro foi o Destak), devemos reconhecer o mérito de ser um jornal que conseguiu conquistar o seu público, definido o seu próprio estilo editorial, e conseguir manter-se até aos dias de hoje informando e criando momentos de distração entre vários leitores.

A informação resumida que diariamente o jornal METRO nos proporciona ajudou também a conquistar novos leitores – indivíduos jovens, ativos e urbanos que antes não tinham por hábito ler jornais. Paralelamente, o Jornal Metro e o Destak habituaram-nos a novos formatos de publicidade, com uma dinâmica diferente e personalizada de novas sensações na comunicação publicitária.

Pode-se dizer que o jornal METRO ainda é “uma criança” mas, o que é facto, é que já viu nascer e morrer outros seus concorrentes como o Meia Hora ou o Global Notícias. Esperemos que o jornal METRO consiga conquistar ainda mais público e, daqui a mais 10 anos, se possa voltar a parabenizar o, nessa altura já “jovem adulto” METRO.

©Andreia Sá, Senior Communication Consultant

Timing e influência

guess what Comunicação 5 Junho, 2014

Em comunicação, o timing é um dos aspetos mais importantes e, influenciar um dos grandes objetivos. Florentino Perez, presidente do Real Madrid, veio a público dizer que Ronaldo só deve jogar quando estiver em condições.

É uma declaração pouco inocente. É feita dois dias antes de um jogo da seleção e quer passar uma mensagem simples: a seleção não deve utilizar Ronaldo antes do Mundial, sob pena de agravar o estado de saúde do já estafado jogador.

Para abusar dele estamos cá nós, pensará Florentino.

Fonte imagem: Google

©Francisco Reis, Senior Communication Consultant

 

“Amanhã temos exame de Twitter”

guess what Comunicação 26 Outubro, 2009

universidade

A Universidade de Griffith, na Austrália, integrou o Twitter no curriculum dos seus cursos de jornalismo. As reacções dos alunos sobre a integração formal desta rede social no curriculum académico dividem-se.

Os responsáveis da Universidade relembram que a “fluência” em redes sociais é uma exigência crescente por parte dos empregadores e que o Twitter já demonstrou o seu poder e influência em contextos sócio-políticos complexos, como foi o caso recente das eleições no Irão.

A actualidade que nos ultrapassa

Guess What Comunicação 4 Setembro, 2009

mmg

Como procedemos à gravação do Podcast às quintas-feiras de manhã, corremos o risco de perder alguns soluços mais mediáticos que aconteçam mais tarde. Tal aconteceu esta semana com a forçada saída de cena do Jornal Nacional apresentado por Manuela Moura Guedes na TVI e a consequente demissão em bloco da direcção de informação do canal televisivo. Assim pedimos desculpas aos nossos ouvintes por este tema não ter sido alvo de análise “podcastiana” e deixamos à Prisa a seguinte mensagem : “Nuestros hermanos, dai próximia viez que quisierem afastiar periodistas, pues que lo fasssiam até miercoles, vale?”

Agira é só ouvir o novo Podcast, mesmo abaixo deste post!

Os jornalistas e as agências de comunicação

Para assinalar o primeiro ano da Guess What PR, solicitámos a um grupo de jornalistas de marketing, uma opinião sobre o que mais e menos gostam no relacionamento com agências de comunicação. Acima de tudo queríamos iniciar uma reflexão de interesse entre alguns dos principais intervenientes na esfera da assessoria mediática. Por aqui acreditamos no diálogo e na partilha de ideias como a forma mais rápida solucionar discrepâncias de actuação.

Gostaríamos de ter tido mais feed-back sobre o tema mas o que recebemos é bem válido. Aqui fica testemunho de um dos bons jornalistas da área do marketing e comunicação de um meio nacional (que, por motivos profissionais, preferiu não ser identificado). Alguns dos pontos focados são de extrema relevância e servem para reflexão:

“Acho que as agências de comunicação são boas gestoras de informação e acho que o jornalismo seria um pouco caótico sem elas. Do ponto de vista das empresas, na minha opinião elas são indispensáveis. Para os jornalistas, dão jeito em certos momentos. Permitem mais facilmente chegar a algumas fontes (as boas agências, claro). Muitas vezes dão dicas para artigos interessantes, fazem sugestões de entrevistas pertinentes, comunicam novidades empresariais, etc.
O reverso da medalha (que continua a ser essencial, na óptica das empresas) é termos mais um interlocutor quando se tenta chegar, rapidamente à fonte. Não raras vezes o jornalista é remetido, por vezes pela própria fonte, para a sua agência de comunicação. Que atrapalha, atrasa, esconde a informação. Isto acontece todos os dias. Outra dos pontos negativos das agências de comunicação é a quantidade incrível de informação que debita para os meios errados. Basta um jornalista passar a manhã numa entrevista, ou numa conferência de imprensa e chegar à redacção às 15h para o seu dia ficar desesperante com a quantidade de emails desinteressantes que recebe. Perde-se imenso tempo a gerir os mails realmente interessantes, o que acaba por, por vezes, deixar alguns relevantes para trás. Esta discussão tem sido feita, entre jornalistas, no Twitter. Se eu trabalho num jornal desportivo, ou na secção de Política do Público, porque razão recebo um convite para a apresentação de uma nova debulhadora em Beja?
Outro dos pontos negativos tem a ver com o facto de, quando por vezes um jornalista tem uma «cacha» sobre determinado assunto e não consegue uma reacção oficial para o confirmar (ou não tem o contacto da pessoa/não consegue passar pela secretária e chegar até ela), e tenta confirmar a informação com a agência de comunicação, não é raro acontecer três coisas: a agência “esquecer-se” de responder ou não comentar a informação, afirmando em “off” que não é verdadeira (quando o é); lançar um comunicado de imprensa com essa informação para todos os meios, acabando nesse momento com a «cacha» jornalística; ligar para os meios concorrentes a dar a informação em off. Isto acontece muitas vezes.
Finalmente, e para não me alongar, acho que existe um problema de hierarquia de meios de comunicação. Os jornalistas têm a noção que o circuito das agências de comunicação funciona um bocado assim. Se eu trabalhar no Expresso, tenho acesso a todas as notícias em primeira mão. Se trabalhar no Diário Económico, a quase todas as de economia. E por esta ordem. Na semana passada o Salvador da Cunha dizia no seu blog que foi contactado por um jornalista, que ao tentar confirmar certa notícia com uma fonte de vários anos, esta disse-lhe que não podia falar porque a agência de comunicação já tinha dado a cacha ao Expresso…”