Marketing

No final o tamanho não importa

Guess What Digital 7 Janeiro, 2019

Pois é, no final o tamanho não importa, quer se trabalhe em Marketing, Vendas ou noutra área qualquer, o tamanho não define o resultado. Mais impressionante ainda, talvez seja pensar que o tamanho não define/resume a performance, principalmente no mundo digital.

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As novas empresas de comunicação

guess what Comunicação, Digital 6 Outubro, 2017

Num futuro próximo quando os automóveis autónomos forem uma realidade nas nossas estradas, os passageiros ganharão tempo para fazer um conjunto de atividades digitais, como ver vídeos, navegar nas redes sociais, fazer compras ou simples consultas de informação. O automóvel pode ser assim a próxima grande plataforma de comunicação a ser explorada comercialmente pelas marcas automóveis, produtores de conteúdos ou fornecedores de serviços digitais. Este singelo exemplo demonstra bem as mudanças que estão a ocorrer e continuarão a uma velocidade supersónica nos próximos tempos relativamente a novos players, comportamentos de consumo e modelos de negócios no que à indústria da comunicação diz respeito.

Com a vaga de inovações disruptivas que temos assistido nos últimos 10 anos, as empresas estão a investir cada vez mais na produção de conteúdos e em relações diretas com os seus clientes. Ao mesmo tempo a sociedade afasta-se das formas tradicionais de consumo de conteúdos e informação – com impactos evidentes nos meios de comunicação social, por exemplo – centrando o seu comportamento no digital mas claramente mais fragmentado. Isto exige das marcas novas abordagens, estratégias e capacidades perante a luta intensa que se trava diariamente para captar a atenção dos consumidores.

Grande parte das empresas e marcas a nível global já perceberam que o marketing é insuficiente perante as novas dinâmicas e comportamentos e que a comunicação e o entretenimento são fundamentais para uma ligação direta com os seus clientes. Não é assim exagerado referir que todas as empresas são de comunicação, tal é a importância desta área para o seu sucesso.

Posto isto, e de acordo com alguns investigadores e estudos desenvolvidos, as empresas de comunicação podem enquadrar-se em quatro dimensões:

1)      Criadoras: as empresas que criam conteúdos que podem não ter uma relação direta com o público-alvo. Desenvolvem experiências de conteúdos em vários formatos com o objetivo de ligar fãs a consumos. Agências criativas, editoras de livros, companhias discográficas ou produtoras de TV são alguns exemplos.

2)      Maximizadoras: possuem uma relação direta com o cliente e simultaneamente operam na distribuição. Operadores móveis, players de TV ou concretamente o YouTube e o Spotify integram este grupo.

3)      Modulares: são fornecedores plug-and-play. A relação com o cliente final é escassa ou menos inexistente. Pouco controlo sobre o ambiente no qual os seus produtos ou serviços são distribuídos.

4)       Integradoras: empresas que têm uma relação direta com os consumidores e por isso um forte controlo sobre a experiência do utilizador, incluindo a apresentação dos produtos e serviços. As integradoras dominantes crescem rapidamente e representam oportunidades e ameaças para outros players. As integradoras são as mais promissoras e interessantes, pois reúnem informações de diferentes fontes e criam algo novo, distintivo e com maior valor. Quer um exemplo? Pense no caso da Amazon.

Os dados estão lançados e são evidentes: o mundo da comunicação está cada vez mais intenso e complexo, ao mesmo tempo que se multiplicam os desafios mas também as oportunidades. São assim necessárias empresas com visão mas acima de tudo ágeis e rápidas na execução. Não se esqueça que um bonito powerpoint de nada vale se a seguir não fizer acontecer.

@Renato Póvoas, Managing Parner, Guess What

“Content is King. Distribution is Queen”

guess what Comunicação 24 Fevereiro, 2017

“Content is King. Distribution is Queen”. Quem tem acompanhado a digitalização e a evolução do marketing de conteúdo já se cruzou, certamente, com esta afirmação.

São muitas as razões que justificam o aforismo: das limitações publicitárias online à atitude mais crítica e seletiva do consumidor, muitos foram os fatores que catapultaram o conteúdo para o palco da estratégia digital.

De marcas com comunicações tendencialmente unilaterais e, em muitos casos, centradas nas suas mensagens, estamos gradualmente mais focados em entregar aos públicos o que estes realmente procuram, moldando as suas mensagens a esses interesses e não o inverso.

Ao longo deste caminho, percebemos que o melhor dos conteúdos não conquistaria se não chegasse às pessoas certas. Desta consciencialização, nasceu o casamento (de conveniência?) entre conteúdo e distribuição.

No entanto, não consigo deixar de pensar nos herdeiros deste casamento real. O motivo? A sucessão. É essencial assegurar a continuidade de uma estratégia de conteúdo saudável a longo prazo. Podemos identificar muitos príncipes pretendentes a esta coroa mas, hoje, gostava de colocar na genealogia digital um dos herdeiros de destaque: a análise de dados.

Notável pela capacidade de criar métricas e compreender as preferências/ bloqueios do consumidor com base em dados objetivos, a digitalização abre-nos portas a estratégias de negócio mais informadas e atualizadas em tempo real.

A apologia da “recolha – análise – interpretação – reformulação estratégica” está a aumentar (e ainda bem). Até os barómetros sobre mercado de trabalho espelham esta necessidade: segundo este artigo, a procura de competências analíticas crescerá 18.6 por cento até 2024.

Mas, como em qualquer área, os excessos pagam-se caro: se muitas organizações ignoram o potencial dos dados de que, provavelmente, dispõem, outras correm o risco de sobreanalisar e perder-se num excesso de informação que, ao invés de agilizar o negócio, o complexifica.

Os dados são essenciais às organizações modernas mas saber selecionar que dados espelham os objetivos e contribuem para a compreensão e melhoria do negócio é igualmente importante.

A estrutura de recolha e análise de dados dependerá de cada negócio, da estratégia, dos canais e de tantos outros critérios intrínsecos. E se a certeza que os dados estarão cada vez mais associados à competitividade e à criação de valor global de um negócio, o conteúdo, enquanto personagem forte do marketing digital, não é exceção: uma estratégia assente em conteúdo de qualidade, com uma correta arquitetura de distribuição tem todo o potencial, mas este só terá longevidade se incorporar os dados relevantes ao objetivo – tanto os recolhidos antes, no momento zero da estratégia, como ao longo de toda a sua execução.

@Nélia Silva, Senior Communication & Digital Consultant

O Marketing que se cuide

guess what Comunicação, Relações Públicas 5 Setembro, 2013

 

São frequentes os casos em que más práticas relacionadas com promoções duvidosas, contactos agressivos e insistentes por telefone ou omissão de informações colocam o marketing e os seus profissionais em maus lençóis. São rapidamente apontados como os tais malandros que fazem tudo para conseguir uma nova venda. A crise económica, o aumento da concorrência e a pressão dos resultados não deixa antever melhores dias para os marketeers.

 

O bom marketing tem de ser aquele que:

» Não esconde. Informa;

» Não deturpa. Esclarece;

» Não impõe. Seduz;

» Não vende. Satisfaz;

» Não priva. Partilha;

» Não perturba. Auxilia;

» Não argumenta. Escuta.

» Não vigia. Monitoriza.

Dentista, siso e marketing digital?

guess what Comunicação, Digital 9 Maio, 2013

A crise instalou-se no país e, sobretudo, agarrou-se que nem um parasita mental ao mindset de empresas, empresários, clientes, consumidores… Enfim, pessoas. E enquanto o mercado se vai contraindo, áreas que tradicionalmente viviam sem grande ligação a práticas de promoção, comunicação e marketing, começam a questionar o que podem fazer para dar a volta ao negócio.

São tempos desafiantes em que o evolucionismo de Darwin, agora aplicado à sobrevivência das empresas enquanto agentes económicos, mostra que a continuidade do negócio está sobretudo dependente da capacidade de adaptação aos novos tempos. Esta adaptação passa pela diferenciação do produto ou serviço, por uma política de preço alinhada com o posicionamento da empresa (mas também com o mercado) e por uma estratégia de comunicação que permita mostrar ao mundo quem somos, o que fazemos e porque somos diferentes, melhores que os concorrentes.

Os consultórios de medicina dentária são um exemplo de uma área que, tanto por motivos regulamentares como culturais, viveu durante muitos anos sem procurar profissionalizar a abordagem de marketing e comunicação. Os mais diversos motivos, certamente também relacionados com a crise e a contração dos mercados, fizeram com que 2012 fosse um ano particularmente negro para esta classe profissional, que perdeu cerca de 40% da sua faturação face ao ano anterior, segundo declarações do Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas. Como podem os dentistas e as clínicas de medicina dentária captar mais clientes neste cenário?

É claro que a resposta não é simples e encerra em si uma multiplicidade de fatores de negócio. De qualquer forma, aqui fica o nosso contributo com algumas ideias-chave no domínio do marketing digital:

  • Dados do Google Trends dizem-nos que existem 135.000 pesquisas mensais da palavra “dentista”;
  • O Digital Agenda Scoreboard (2011), da Comissão Europeia, concluiu que 36% dos utilizadores de Internet procuram ativamente informações na área da saúde;
  • O Global Trust in Advertising Survey (Q3, 2011), da Nielsen, refere que as fontes de informação mais credíveis para os consumidores são (para além das recomendações de pessoas conhecidas), as opiniões de pessoas colocadas online (reviews) e os branded websites;
  • Keywords como “dentista”, “dentes”, “clínica dentária”, “ortodontia” e “implantes dentários” representam um volume de pesquisas nacionais no Google superior a 307.000;

Não será preciso mais para ilustrar a importância do território digital para os consumidores em geral e para os clientes de clínicas dentárias em particular. De que forma estão os dentistas a defender o seu território online e usar estas plataformas (websites, redes sociais, blogs, publicidade nos motores de busca…) para divulgar os seus serviços e captar novos clientes? Em mais de 300 mil pesquisas online por mês destes temas, o potencial não será certamente pequeno. Se você não for a resposta às perguntas do seu target, alguém será… Food for thought!

Mensagens publicitárias: estará mesmo tudo inventado?

guess what Comunicação, Publicidade 7 Maio, 2013

Há décadas que a publicidade cria mensagens direcionadas aos seus públicos-alvo de forma a captar a sua atenção. Nesta campanha, a fundação espanhola Aid to Children and Adolescents at Risk Foundation foi mais longe e combinou no mesmo anúncio uma dupla mensagem, para pequenos e graúdos. O resultado mostra que ao contrário do que muitas vezes se conclui, a publicidade ainda não estagnou – continua a reinventar-se. O vídeo do making of da campanha pode ser visto aqui.

Campanha pela beleza real tem alma portuguesa

guess what Comunicação, Publicidade, Relações Públicas 23 Abril, 2013

Afinal o que é nacional é mesmo bom.

Segundo a “Briefing”, o português Hugo Veiga, copywriter na Ogilvy São Paulo desde 2009, é um dos criadores da “Dove Real Beauty Sketches”, uma campanha global que está a criar um enorme buzz nas redes sociais e é uma forte candidata a um prémio em Cannes.

Temos que “tirar o chapéu” à equipa de marketing da Dove. Apesar de vivermos numa época em que a “imagem perfeita” é quase sempre fruto de intervenções estéticas (já nem as unhas são verdadeiras), há cada vez mais mulheres (e homens) a identificarem-se com o conceito de “beleza real”. A comprová-lo estão os quase 21 milhões de visualizações da versão em inglês do vídeo “Dove Real Beauty Sketches”, que pode ser visto aqui.

Mentira ou consequência?

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 2 Abril, 2013

Dia 1 de Abril: o dia de todas as mentiras e uma oportunidade para as marcas atingirem novos clientes e mercados, gerando um maior buzz. Todos os anos, neste dia, as grandes marcas aproveitam para anunciar as suas “novidades” e nós aguardamo-las impacientemente.

A Google surgiu com o Google Nose que promete vincular diversos aromas aos resultados obtidos nas buscas online. E também com o seu mapa do tesouro, baseado num mapa de piratas encontrado no oceano índico durante uma expedição aquática do “street view”.

Por sua vez, o YouTube anunciou o seu fim e que irá escolher finalmente o melhor vídeo do mundo. O Twitter apresentou o novo modelo de negócio, que obriga o utilizador a pagar uma taxa de 5 dólares para o uso livre de vogais. Já a Sony anunciou a Animalia, tecnologia para o animal de estimação. O Skype divulgou o seu novo serviço para turistas do espaço… E o novo avião da Virgin, com o chão em vidro?

Apesar deste dia ser uma excelente oportunidade para as marcas marcarem presença de forma inteligente em todas as conversas, principalmente na Internet  há sempre o risco da brincadeira ser mal compreendida. As reações podem ser as mais variadas e tudo pode acontecer, sobretudo nos tempos que correm em que tudo é facilmente criticado pela negativa nas redes sociais. É importante planear criativa e estrategicamente, analisar se a “mentira” realmente cria algo importante.

Mas o que terá a maior consequência? A Google não anunciar a sua “novidade” deste dia ou esta não ser interessante?

Procura-se jovem fluente em mandarim

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 28 Março, 2013

“Contratamos jovem dinâmico com forte orientação para objetivos. Ou talvez um sénior com experiência comprovada em ambientes de elevada pressão. Ou um profissional disponível para integrar um projeto internacional. Com gosto pelo trabalho em equipa. Resiliente e motivador. Irreverente e disciplinado. Domínio de inglês, alemão, sueco e mandarim.”

Se este anúncio fosse real (mas não é!) conheceriam alguém que correspondesse ao perfil? Nós também não. Mas ouvimos falar do Ivo.

Quem é o Ivo? Um diretor de arte e designer gráfico que criou um CV online que simula uma página do Google.

Através deste “Google” personalizado, podemos procurar o nosso novo colega através dos requisitos pretendidos. Qualquer que seja a mais-valia desejada – seja uma pessoa criativa, um bom negociador ou alguém que domine mandarim – neste falso “Google”, todos os caminhos vão dar ao Ivo.

Para quem trabalha no admirável mundo da comunicação, ao ritmo frenético deste mercado, o original CV de Ivo é como um daqueles alertas a piscar no nosso telemóvel, a lembrar-nos de algo essencial que não podemos esquecer: a criatividade é um fator essencial para aumentar a eficácia da comunicação, garantindo que a mensagem chega e se faz notar.

Quem se dedica à comunicação sabe como é difícil conseguir a atenção do público. Escolher um caminho com impacto pode ser uma decisão de risco, mas faz a diferença. Resta encontrar a fórmula adequada a cada caso. O Ivo parecer ter descoberto a dele: é evidente que além de chamar a atenção, ninguém deixou de confirmar de imediato algumas das suas competências. Só não sabemos se fala mesmo mandarim.

Caça ao ovo no Street View

guess what Comunicação, Digital 27 Março, 2013

Temos a certeza que já muitas marcas esconderam ovos da Páscoa nos seus sites, mas a cadeia de supermercados Tesco foi mais longe e escondeu-os no Google Maps. Mais especificamente no Street View. É a verdadeira caça ao ovo digital e além de muitos chocolates (claro) poderão encontrar-se prémios bem apetecíveis! O único senão é que os prémios deste desafio digital não vão além fronteiras, tendo os premiados que residir no Reino Unido. Para os que adoram um desafio mesmo sem receber o prémio, que comece a busca: https://www.tescofindtheeggs.com/.