música

Histórias ao Primeiro Acorde

Guess What Comentário à Atualidade 23 Abril, 2019

Todos nós somos apaixonados por histórias. Sejam românticas, de terror ou até cheias de monstros e super-heróis, a verdade é que não há ninguém que não fique agarrado a um livro ou um filme só para saber o que acontece no final (e spoiler alert: normalmente o bem triunfa sob o mal e todos são obrigados a serem felizes*).

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TIDAL- o serviço de streaming gourmet

guess what Digital 27 Fevereiro, 2015

Acaba de chegar a Portugal o TIDAL, o novo serviço que disponibiliza música remotamente, ou streaming que chega a cantar de galo (o Galo de Barcelos é uma das figuras da campanha de promoção do serviço no nosso país). Promete fazer séria concorrência ao Spotify, que era até agora o rei do streaming, mas com um upgrade importante: a música disponibilizada pelo TIDAL tem qualidade de CD.

Segundo O Observador, o TIDAL foi lançado em outubro do ano passado nos Estados Unidos da América e no Reino Unido, tem apenas 17 mil subscritores mas vai alargar a oferta a 22 países durante este primeiro trimestre, enquanto o Spotify é já utilizado por 60 milhões de pessoas.

Vale a pena cancelar já a subscrição do Spotify e mudar para o TIDAL? Depende do objetivo e do valor que estiver disposto a dar por um serviço deste género. O TIDAL dispõe de um serviço único de subscrição por 13,99€/mês que permite ouvir sem restrições 25 milhões de temas com qualidade de CD. Já o Spotify oferece um serviço premium por 6,99€/mês, mas pode ser utilizado gratuitamente, desde que o utilizador se disponha a ouvir publicidade.

Porque é que o TIDAL é mais caro que o Spotify? Porque aposta na qualidade do som, em ficheiros em formato lossless, sem a compressão que é feita nos MP3 ou AAC. É este o seu grande trunfo e argumento, como pode ler-se na Forbes ou no The Telegraph. Nos emails de promoção do serviço, o TIDAL faz questão de informar que devolve 75 por cento das suas receitas aos artistas através das editoras ou organizações que detêm os direitos de autor. “Ao investir no TIDAL está a investir no futuro da música”, argumenta a marca.

Assim, este é claramente um serviço orientado para um público que quer ouvir música com grande qualidade de som. Se os seus hábitos musicais passam pelo smartphone nas viagens entre casa e o trabalho, com ruído à volta, investir no TIDAL não compensa. E por este anúncio, parece-nos também um serviço orientado para um público masculino e sofisticado.

O TIDAL pode ser usado através do browser Chrome (e apenas este, para já) ou através de aplicações para Windows, Mac, Android e iOS. Pode ainda ser integrado diretamente em alguns sistemas de alta-fidelidade, tais como McIntosh, Meridian e Auralic (entre outros, num total de 37).

O TIDAL está disponível para subscrição em http://tidalhifi.com/pt.

©Susana VianaSenior Communication Consultant

Diz que a música é uma pura forma de comunicar

guess what Comunicação 12 Junho, 2014

No dia em que se celebra o St. António, 13 de Junho, celebra-se também o aniversário da morte de um dos personagens mais carismáticos do nosso país, das últimas décadas do século XX – António Variações.

Para lá da sua personalidade excêntrica, Variações através da sua composição musical era um visionário e um comunicador nato. As suas letras, demasiado atuais, refletem aquilo que só um ser como ele poderia transmitir, senão vejamos:

Quando fala um português, falam dois ou três, todos se querem escutar, ninguém espera a sua vez, de tal forma que até pode levar-nos a perder a cabeça e…, quando a cabeça não tem juízo, quando te esforças mais do que é preciso, o corpo é que paga e sabes que fica p’ra amanhã bem podias fazer hoje, porque amanhã sei que voltas a adiar, e tu bem sabes como o tempo foge mas nada fazes para o agarrar. E assim vamos continuando neste estado de ansiedade, a pressa de chegar, p’ra não chegar tarde. E porque não Mudar de vida se não vives satisfeito, mudar de vida estás sempre a tempo de mudar.

António Variações foi exuberante na sua forma de estar, único na sua maneira de ser e um veiculador de estados de alma: as suas palavras simples, que caracterizam vivências, desejos, frustrações e principalmente uma grande vontade de viver, permitem que nos identifiquemos nas nossas próprias variações de estados de espírito.

Fonte de Imagem: Google

 

Nas suas músicas, Variações comunicou com ele, com os outros e para os outros.

©Andreia Sá, Senior Communication Consultant

 

Novo single dos Pearl Jam custa 1 tweet

guess what Comunicação, Relações Públicas 6 Janeiro, 2010

Pearl Jam

Exímios com sempre na gestão da sua relação com fãs, os Pearl Jam voltam a inovar recorrendo à plataforma de microblogging mais badalada dos últimos tempos: Twitter.

Desta vez, Eddie Vedder e companheiros oferecem o novo single da banda – “Just Breathe” – em troca de um tweet dos seus fãs (norte-americanos…).

Numa indústria como a da música, que se alimenta da relação entre a “marca” e os seus seguidores, o Twitter tem o mérito de colocar em contacto directo uns e outros, sem a entropia muitas vezes provocada pelos tradicionais sistemas de mediação.

Se a isto juntarmos o poder de difusão da mensagem e a capacidade de dinamização de comunidades de fãs e seguidores, parece-me que esta é uma ferramenta incontornável para os RP que trabalham no mercado das artes e do entretenimento.

Dá-lhe Falâncio!

guess what Relações Públicas 27 Março, 2009

A música foi uma presença constante em toda a campanha de Obama, com a mobilização notável de grandes valores da comunidade artística norte-americana (Bruce Springsteen e Will.i.am na linha da frente) e resultados tremendamente influenciadores de um target tendencialmente mais afastado das movimentações eleitorais.

Agora, Obama já pediu que fosse renovada a playlist do Air Force One. Beyoncé, Rihanna e Kanye West serão algumas presenças habituais nas colunas do avião presidencial, acompanhando a família nas suas deslocações oficiais.

E a playlist do nosso Presidente? Que música ouve Cavaco Silva durante as viagens a bordo do Falcon presidencial? Trará consigo os novos embaixadores do fado, como a Mariza, o Camané, Mafalda Arnauth ou a Ana Moura? Ou será que prefere o pop-rock português, com os Xutos, o Rui Veloso ou os Clã? Talvez a “nova música tradicional”, com os Dazkarieh ou os Gaiteiros de Lisboa? Em tempo de crise, deixo aqui uma nova sugestão: os Homens da Luta. A lembrar que o humor continua a ser uma das mais poderosas forças de contrapoder.

Dá-lhe Falâncio!

PS – já corre nas ruas o abaixo-assinado para a candidatura dos Homens da Luta à Câmara Municipal de Lisboa…