Pesquisa

Menos nem sempre é mais

guess what Digital 17 Fevereiro, 2015

À mínima suspeita de uma doença, ou só para saber mais sobre um determinado tema, a primeira reação é: pesquisar no Google.

Poucas serão as pessoas que nunca escreveram o nome de uma doença ou uma pergunta específica, como “varicela dói?”, no motor de busca.

Para responder à procura de informação sobre saúde, a Google anunciou que os resultados de pesquisas relacionadas com saúde vão ser mais completos, passando a incluir o gráfico do conhecimento.

Uma em cada 20 pesquisas no Google são relacionadas com saúde, explicou a empresa, reforçando que esta ideia nasceu para que as pessoas “possam encontrar mais rápida e facilmente a informação de saúde de que precisam”.

O gráfico do conhecimento, que já está disponível para pesquisas sobre figuras marcantes da história, por exemplo, vai passar a devolver informações médicas importantes.

“Sintomas e tratamentos comuns, detalhes sobre quão comum é determinada doença – se é crítica, contagiosa, que idades afeta”, são informações que a Google vai disponibilizar no gráfico do conhecimento em resultados para pesquisas de saúde.

Haverá ainda, para certas doenças, ilustrações de alta qualidade feitas por médicos licenciados. A intenção da Google, não é  substituir consultas médicas, mas sim alargar a base de recolha de informação para os utilizadores.

Por aqui, vamos continuar a “cuidar da saúde” dos nossos clientes com a mesma atenção, mas achamos a iniciativa animadora. Mais informação poderá traduzir-se em mais conhecimento e isso será sempre uma mais-valia para todos.

©Ana Magalhães NevesCommunication Trainee

CECI N’EST PAS UN TWEET

guess what Digital 6 Fevereiro, 2015

Dentro de poucos meses, nos resultados de pesquisas efetuadas através do Google vão passar a ser apresentados Tweets.

O acordo entre o motor de busca e o Twitter prevê que nas pesquisas passe a ser visível o conteúdo dos famosos posts de 140 caracteres. Atualmente, as pesquisas devolvem apenas informação sobre o perfil, o que faz com que a decisão configure uma extensão relevante no acesso à informação.

Além das habituais questões relacionadas com privacidade sobre acesso a informação disponibilizada online, é uma novidade que vai dar que pensar: por um lado, é uma evolução da globalização da informação, que virá facilitar a identificação de trend topics e o acesso às “digital talks” do momento. Ou seja, facilidade no acesso em tempo real e maior integração entre plataformas – sounds good, right? De certo modo, vem em linha de continuidade com o uso de hashtags enquanto ferramenta agregadora de temas (em linha, mas convenhamos que, comparativamente, é um passo de gigante).

Por outro lado… pode ser uma tremenda confusão. Além das opções de conteúdo patrocinado que irão certamente continuar a florescer e a adaptar-se a esta nova realidade, há a probabilidade de sermos inundados com informação.

Para já, resta-nos confiar no conhecimento do gigante no que toca a eficiência de pesquisas e correta segmentação da informação apresentada. Se não fizer essa gestão, os empreendedores tecnológicos poderão começar a sonhar em criar o motor de busca que vai destronar o Google (ainda que me pareça que não vai ser agora e muito menos por este motivo).

©Nélia SilvaSenior Communication & Digital Consultant