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I see cats everywhere!

guess what Comunicação, Publicidade 16 Setembro, 2016

Se há 20 anos nos dissessem que a Internet ia ser dominada por… gatinhos, certamente não acreditaríamos. Quem nunca perdeu minutos do seu a dia a ver um vídeo de gatinhos, que lance a primeira… sardinha!

E depois de conquistarem a Internet, os felinos invadiram a estação de metro londrina Clapham Common, mas por uma boa causa. Nas próximas semanas, os placards de publicidade da estação vão ter apenas imagens de gatos. Trata-se de uma campanha com o objetivo de angariar dinheiro para acabar com a publicidade (excessiva) na estação, e já conseguiu angariar 23 mil euros, o que equivale ao desaparecimento de pelo menos 68 placards de publicidade. Os protagonistas das fotos são gatos que estão para adoção em duas associações (Battersea Dogs & Cats Home, Cats Protection), que se aliaram a esta iniciativa com a esperança que esta campanha ajude a encontrar um lar para os seus felinos. O cérebro por trás desta ideia é Glimpse, um grupo de pessoas com um objetivo simples: usar a criatividade para o bem, e que pretendem através desta iniciativa mostrar um mundo “em que as pessoas se sintam bem nos espaços públicos”. “Em vez de pedirmos para comprar alguma coisa, nós estamos a pedir que pensem no que é realmente importante na vida. Podem não ser gatos, mas provavelmente é algo que não pode ser encontrado nas lojas”, um projeto intitulado “Citizens Advertising Takeover Service”, ou CATS.

Mas este não é a primeira vez que um grupo de cidadãos se manifesta contra a publicidade nas ruas, o semelhante já aconteceu em ParisMelbourneTeerãoTorontoNova Iorque. Será que estamos fartos de tanta publicidade? O facto de podermos pagar por um serviço sem publicidade, como o Spotify e Netflix,  é outro sinal de mudança.

@Tânia Espinheira, Creative & Designer Consultant

Adeus Televisão, olá YouTube?

guess what Comunicação, Digital 27 Abril, 2016

A publicidade no YouTube gera um retorno superior ao alcançado com os anúncios em televisão – esta é a mais recente conclusão apresentada pela Google.

A dona do YouTube apresentou na semana passada os resultados de um estudo que realizou 2013 e 2016 em oito países europeus. Foram analisados 56 case studies de marcas presentes em seis setores de atividade distintos.

De acordo com a Google, o YouTube gerou um ROI [return on investment] superior ao da televisão em 77% dos casos. A publicidade é, para as marcas, um bem de primeira necessidade e é natural que o retorno seja um ponto importante na tomada de decisão sobre o orçamento a alocar a cada meio onde se vai anunciar.

Mais do que nunca o YouTube conquista o seu espaço e a publicidade é algo a que os seus utilizadores não podem fugir. E se antes o “Skip Ad” permitia ver apenas os segundos iniciais de um anúncio e “saltar” para o conteúdo escolhido, o futuro já não é bem assim. O botão mágico vai desaparecer, mas o anúncio, esse, mantém-se. Com a duração de seis segundos, todos os anúncios tocarão até ao fim – uma grande notícia para as marcas que não veneravam o ”Skip Ad”.

@Ana Magalhães NevesJunior Communication Consultant

 

A brincar, a brincar se dizem as verdades…

guess what Comunicação, Digital 15 Julho, 2014

Já dizia Gil Vicente. Mas no que toca a campanhas de sensibilização, aquilo que temos visto nos últimos anos é que os publicitários não parecem estar para brincadeiras e apostam, pelo contrário, no chamado “efeito choque”. Coloca-se uma imagem/situação perturbante que faz as pessoas pararem por uns segundos para absorverem o que viram e (esperam os envolvidos no projeto) que se guarde a mensagem. Ou seja, quando queremos mudar comportamentos, o método mais utilizado é assustar.

Porém, será que este é o melhor caminho: chocar as pessoas para as sensibilizar? Será que assim a mensagem ficará na memória? Na verdade, a maioria das pessoas tende a memorizar e a reter sentimentos que as fazem felizes, rir e sentir bem. David Viscott, psiquiatra Norte Americano admite no seu livro “Liberdade emocional” que as emoções positivas têm prioridade sobre as negativas. Não seria então melhor sensibilizar as pessoas pelo reforço positivo? Pavlov haveria de ter alguma razão quando defendia  que, tal como os cães, também nós reagimos a estímulos.  E é, afinal, disso que trata a publicidade e a comunicação: provocar estímulos nos consumidores.

  

A pouco e pouco, o meio publicitário de causas está adaptar-se a essa nova realidade. Exemplo disso é a campanha de óculos de sol da Vision Lab que fica na memória por ser quase um sketch de humor e não tanto um anúncio, criando uma memória fun e positiva na mente do consumidor. É que o que choca, se não for connosco, geralmente passa em minutos, mas o que nos faz sentir bem fica guardado na memória.

Parece que, no fim de contas, Gil Vicente estava certo desde o principio e que rir é, verdadeiramente, o melhor remédio…

©Marta Martins, Blogger

Fonte imagem: Google

 

Mensagens publicitárias: estará mesmo tudo inventado?

guess what Comunicação, Publicidade 7 Maio, 2013

Há décadas que a publicidade cria mensagens direcionadas aos seus públicos-alvo de forma a captar a sua atenção. Nesta campanha, a fundação espanhola Aid to Children and Adolescents at Risk Foundation foi mais longe e combinou no mesmo anúncio uma dupla mensagem, para pequenos e graúdos. O resultado mostra que ao contrário do que muitas vezes se conclui, a publicidade ainda não estagnou – continua a reinventar-se. O vídeo do making of da campanha pode ser visto aqui.

Campanha pela beleza real tem alma portuguesa

guess what Comunicação, Publicidade, Relações Públicas 23 Abril, 2013

Afinal o que é nacional é mesmo bom.

Segundo a “Briefing”, o português Hugo Veiga, copywriter na Ogilvy São Paulo desde 2009, é um dos criadores da “Dove Real Beauty Sketches”, uma campanha global que está a criar um enorme buzz nas redes sociais e é uma forte candidata a um prémio em Cannes.

Temos que “tirar o chapéu” à equipa de marketing da Dove. Apesar de vivermos numa época em que a “imagem perfeita” é quase sempre fruto de intervenções estéticas (já nem as unhas são verdadeiras), há cada vez mais mulheres (e homens) a identificarem-se com o conceito de “beleza real”. A comprová-lo estão os quase 21 milhões de visualizações da versão em inglês do vídeo “Dove Real Beauty Sketches”, que pode ser visto aqui.

Do sentido de oportunidade. Ou da falta deste.

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 19 Fevereiro, 2013

“You can still dunk in the Dark.” Tradução? “A tua atenção é preciosa, obrigado.” Talvez seja uma tradução demasiado livre, mas qualquer gestor de marca e de RP perceberá o sentido.

A edição de 2013 do Super Bowl, um dos maiores eventos desportivos do mundo e o espaço publicitário mais caro de sempre, ficou marcada por um apagão que durou mais de meia hora.

Em poucos minutos, a Oreo contra-atacou com um Tweet onde se podia ler “Power Out? No problem” que não só fez as delícias dos consumidores, como preencheu a lacuna do entretenimento prometido aos adeptos.

Mais de 16 mil retweets depois, a Oreo provou que, além de contar com uma fabulosa máquina de comunicação, sabe aproveitar a oportunidade. A marca explorou a disponibilidade “forçada” dos adeptos e a explosão da comunicação digital, bem como a alteração que os smartphones e redes sociais imprimiram nos hábitos de consumo e socialização nos grandes eventos, onde tudo é partilhado ao minuto, tornando-se um palco ainda mais atrativo para as marcas.

Menos sorte teve a Nike, no que toca ao sentido de oportunidade. Depois da detenção de Oscar Pistorius pela suspeita de homicídio da namorada, a marca cancelou a campanha cujo conceito remetia para a velocidade do atleta: “I’m the bullet in the chamber”.

Evitando a inevitável associação de mau gosto ao caso, a marca suspendeu a campanha mostrando que por vezes o sentido de oportunidade também passa por tirar as tropas de campo e rever a estratégia.

Podemos falar num fator de sorte, ou falta dela, nestas oportunidades? Talvez. Mas, para lá da sorte, há um enorme trabalho de definição da identidade e gestão de marca que permite uma resposta no timing, que dispensa longos processos de reflexão e aprovação. Uma preparação exigente, mas que distingue quem consegue explorar as (boas) oportunidades.

Agora escolha

Guess What Comunicação, Publicidade 13 Maio, 2009

Ao reler uns apontamentos de Mark Hughes retive os dados de um estudo publicitário realizado sobre as secções das revistas dos jornais de domingo. Revela esta investigação que a capacidade para se lembrar da publicidade está relacionada com a espessura da revista. Quanto mais publicidade houver num meio de comunicação social, menos eficaz é cada anúncio.

Parece-me que existem muitas marcas que gostam de pagar para serem invisíveis aos olhos dos consumidores. Nos tempos actuais ser normal é uma banalidade. Ser diferente uma marca.

Os melhores “virais” de 2008

guess what Comunicação 26 Janeiro, 2009

Vale a pena ver esta compilação da alguns dos melhores anúncios de publicidade viral de 2008. Notáveis pela narrativa, estética e adequação ao target, estão naquela categoria de anúncios que gostamos de ver, enviar e receber. O primeiro da lista é o memorável Wassup, da Budweiser, que oito anos depois recupera as personagens originais para apoiar a campanha de Obama. A lista completa com os vídeos está aqui.