redes sociais

A nova interação

Guess What Digital 14 Janeiro, 2019

Poucos conceitos serão tão centrais na comunicação como a interação, entendida, pelo afamado dicionário Priberam, como influência recíproca de dois ou mais elementos. Para tal, parece óbvio mas há que aponta-lo, são necessárias pelo menos duas pessoas. Ou não? Será que as pessoas são dispensáveis e a interação pode ocorrer na mesma?

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No final o tamanho não importa

Guess What Digital 7 Janeiro, 2019

Pois é, no final o tamanho não importa, quer se trabalhe em Marketing, Vendas ou noutra área qualquer, o tamanho não define o resultado. Mais impressionante ainda, talvez seja pensar que o tamanho não define/resume a performance, principalmente no mundo digital.

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Crie conteúdos para gerar vendas

Guess What Comunicação 19 Novembro, 2018

O advento da internet, e mais concretamente das redes sociais, faz com que cada um tenha uma voz pública, podendo chegar a qualquer canto do mundo. No caso das empresas o potencial ou alcance é o mesmo mas nestas a preocupação com a sua presença online deverá ser gerar negócio e não somente cliques ou likes.

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O papel desempenhado pelas redes sociais na participação política

guess what Comunicação 1 Fevereiro, 2017

A utilização das redes sociais tem crescido rapidamente enquanto fórum para a participação e ativismo político nas suas diferentes formas. Plataformas como o Twitter, o Facebook e o YouTube, oferecem novas formas de estimular o envolvimento dos cidadãos na vida política, onde as eleições e as campanhas eleitorais têm um papel essencial.

A comunicação pessoal através das redes sociais aproxima os políticos e partidos dos seus potenciais eleitores. Permite que os políticos comuniquem mais rapidamente e alcancem os cidadãos de forma mais eficaz e de uma maneira mais seletiva e vice-versa, sem o papel intermediário dos meios de comunicação social. Reações, feedback, conversas e debates são gerados online, bem como o apoio e a participação em eventos offline. As mensagens enviadas por meio de redes pessoais são, por sua vez, multiplicadas quando partilhadas, o que permite alcançar novos públicos.

A este propósito, foi criado no âmbito da Assembleia da República, o Grupo de Trabalho para o Parlamento Digital com vista a promover uma reflexão com o objetivo de melhorar a qualidade da democracia parlamentar através das novas tecnologias, aproximando o Parlamento dos cidadãos, comunicando mais e melhor, e colaborando com a comunidade para reforçar o escrutínio informado sobre a Assembleia da República.

Assim, a iniciativa de criar o Grupo de Trabalho para o Parlamento Digital nasceu exatamente da convicção de que uma das formas de fortalecer a relação entre o Parlamento e os cidadãos passa, incontornavelmente, por potenciar a utilização das novas tecnologias, nomeadamente pela Internet. Neste campo, as redes sociais, afirmaram-se nos últimos anos como um dos principais palcos de debate público em qualquer democracia. Basta ver a estratégia e a forma até inusitada e engenhosa de como o Presidente norte-americano Donald Trump utiliza o Twitter e, por outro lado, reparar como alguns parlamentos têm procurado usar estas ferramentas para melhor comunicarem com os cidadãos e prestarem as contas e os esclarecimentos a uma sociedade cada vez mais exigente. É o caso do Parlamento Europeu, que marca presença nas redes sociais mais populares (do Twitter ao Instagram, passando pelo Vimeo e Facebook).

Neste sentido, também as próprias redes sociais disponibilizam cada vez mais funcionalidades, nomeadamente com potencial utilidade para instituições como o Parlamento. Enquadram-se nestes casos, por exemplo, a possibilidade de emissão em direto a partir de redes como o Facebook e o YouTube, notificando os utilizadores deste evento.

Todavia, existe ainda um grande potencial tecnológico a explorar no sentido de procurar formas de comunicação inovadoras que contribuam para o envolvimento dos cidadãos com o Parlamento, reforçando a aproximação dos eleitos aos eleitores, e que evoluam em qualidade e em acessibilidade, seja na seleção, na forma ou, ainda, nas plataformas tecnológicas de disponibilização dos conteúdos. São estes os desafios e a missão que o Grupo de Trabalho para o Parlamento Digital terá pela frente, como seja melhorar a qualidade da democracia parlamentar portuguesa através do uso das novas tecnologias na comunicação e na acessibilidade e disponibilização de informação e conteúdos, aproximando assim o Parlamento dos cidadãos.

@Gonçalo Carvalho, Public Affairs Manager

Só mais 5 minutos…

guess what Digital 19 Janeiro, 2017

A produtividade, o sono e as redes sociais estão intimamente ligadas.

Como assim?  É comum na nossa sociedade atribuir como normal navegar nas redes sociais enquanto nos preparamos para adormecer.

E depois? O corpo é que paga e a produtividade é uma das lesadas neste processo.

Arianna Huffington, autora do livro  A Revolução do Sono, explica numa entrevista ao Observador “qual o seu ritual de sono, tece críticas às sociedades que olham para a privação de sono como parte do caminho para alcançar o sucesso profissional e admite que é “particularmente difícil ir contra uma cultura predominante que ainda mantém, num formato coletivo, estes delírios perigosos sobre o sono”.” É claro que cada pessoa tem um ritmo e um limite muito próprio e o desafio passa por o conhecer e contornar para que nada seja influenciado: o sono, a produtividade e a saúde.

Ainda neste tema, não queria deixar de partilhar uma ferramenta recente que transforma o Facebook numa ferramenta de produtividade, segundo o Shifter. No fundo, esta ferramenta esconde o vício de navegar pelo infindável feed de notícias, ao mesmo tempo que relembra o que de importante temos para fazer. Não resolve o problema acima mencionado, mas é uma ajuda. Para mim a fórmula é simples: durma, reduza o tempo que passa nas redes sociais e produza de forma mais concentrada. Só depende de si.

@Marta Barroso Gonçalves, Digital Manager

Protocolo Digital

guess what Digital 23 Novembro, 2016

A maioria das pessoas não foi imune ao boom da era digital e nos dias que correm poucas são as que não têm conta numa das várias redes sociais mais conhecidas, o mesmo aconteceu ao nível da presidência dos Estados Unidos da América, onde surgiu a oportunidade de inovar e comunicar com os cidadãos americanos

O Presidente Obama foi o primeiro presidente dos EUA a ter uma presença ativa em diversas redes sociais, como o Facebook e o Twitter, foi o primeiro presidente a fazer um direto através do Facebook, a responder a questões de cidadãos no Youtube e o primeiro a utilizar um filtro do Snapchat.

Agora com as eleições e com Trump como presidente chegou a altura de entregar a pasta, assim como as redes sociais, algo que nunca tinha sido feito até aos dias de hoje e que foi um desafio para o Departamento de Comunicação Digital do Presidente dos EUA.

Será então interessante criar protocolos para as presenças online de figuras políticas, como presidente, primeiro-ministro ou alguém da família real?

@Mariana Zoio, Digital Trainee

O Digital em estratégias de Public Affairs

guess what Comunicação 22 Junho, 2016

Para muitos consultores e profissionais de Relações Públicas, a Internet já é um canal essencial para alcançar uma audiência tão vasta quanto possível. Mas o mesmo será válido para actividades de Public Affairs? Tradicionalmente, o lóbi está associado a sigilo e mistério, e assume uma conotação muito negativa, mas o desenvolvimento de conhecimento, de regulação e a consciência de cidadania exigem uma maior transparência.

Ao definir uma estratégia digital pretende-se criar visibilidade em plataformas relevantes, como Facebook, YouTube, Twitter e blogs. Por outro lado, as apps podem ser igualmente úteis, mas um site com design responsivo – que assume cada vez maior importância – serão alguns dos instrumentos essenciais nesta questão. Poderá então desenvolver-se uma estratégia digital em Public Affairs? Sim, porque, independentemente de uma instituição decidir ou não tornar-se uma parte ativa nas redes sociais, os consumidores / partes interessadas poderão sempre falar online sobre a mesma.

Assim, uma estratégia digital em Public Affairs implica proporcionar os meios e recursos para envolver os stakeholders / partes interessadas relevantes sobre questões políticas e sociais fundamentais, para enfrentar os críticos e para reunir e envolver todas as partes interessadas. Uma estratégia digital em Public Affairs deve contemplar as seguintes etapas:

1)      Criar alcance através de uma base de fãs e seguidores “relevantes” nas diferentes plataformas. No entanto, grandes números não serão o único indicador de sucesso: não é o tamanho do navio que importa, mas o movimento do oceano.

2)      Tornar-se uma fonte de informação credível ao criar conteúdos inovadores e relevantes. O sucesso pode ser medido pelo número de “Retweet” e “Like”, mas também é importante assegurar que se publica o conteúdo certo, no momento certo e no local mais adequado para cada segmento do target.

3)      Mais importante: Encorajar os fãs e seguidores a se envolverem / intervirem em seu nome para fins de desenvolvimento de linhas de acção como pedir a outros utilizadores para assinar uma petição, a comentar um Documento de Posição, propor contributos para um programa eleitoral, participar num processo de consulta pública ou votar sobre um determinado tema.

Com efeito, cada vez mais, a Comissão Europeia, os Governos nacionais e os partidos políticos experimentam novas ferramentas que permitam que as partes interessadas participem na formulação de políticas e tenham a oportunidade de analisar de forma circunstanciada e comentem os projectos legislativos antes da sua adopção final.

Em Portugal, por exemplo, nas últimas Eleições Legislativas os principais partidos apelaram à apresentação de propostas concretas para o programa eleitoral que resultassem de um processo aberto de participação e reflexão, não apenas dos militantes e simpatizantes, mas também de cidadãos e instituições da sociedade portuguesa.

Neste mesmo sentido, o Governo tem vindo a apostar na proximidade para falar com os cidadãos e mostrar a sua atividade através de contas oficiais nas redes sociais. Desta forma, estabelecer uma relação de maior proximidade com os portugueses passa por manter contas oficiais no Twitter, no Instagram e no YouTube, além de algumas áreas de governação possuírem também contas noutras redes, tais como o Facebook, relacionadas com temas e programas específicos. Com efeito, com esta estratégia digital, o executivo quer chegar tão próximo quanto possível aos cidadãos, informando-os diretamente sobre a acção do Governo, respondendo às suas questões e promovendo, desta maneira, uma presença no espaço dos novos media onde o contacto bilateral, directo, rápido e transparente é uma mais-valia para todos.

Estes exemplos mostram que uma estratégia digital pode ser um complemento útil para além das actividades tradicionais de Public Affairs. Assim, em conjugação com outras iniciativas, uma estratégia digital de Public Affairs pode ajudar a criar e estreitar relações com stakeholders da esfera política, económica e sociedade civil. Todavia, uma estratégia digital de Public Affairs tem de ser relevante para o público-alvo, o que significa, muitas vezes, que deve ter um âmbito mais alargado do que as actividades tradicionais de Public Affairs – e deve manter-se sempre ligada ao “mundo real”, porque embora seja relativamente fácil criar laços, o aprofundamento dessas relações e a identificação com uma causa é o que realmente pode fazer a diferença.

@Gonçalo Carvalho, Public Affairs Manager

Let’s get… blogged

guess what Comunicação, Digital 10 Julho, 2015

A referência musical não é por acaso: alude a uma das grande divas atuais que, sem revolucionar profundamente o mundo da música, é uma inegável marca do início deste século (goste-se ou não, que não vem ao caso).

Mas como a música não é o tema de hoje, saltemos para o refrão: no mundo da comunicação, também os blogs são sinais dos tempos que não se podem ignorar.

Já ninguém contesta a importância dos blogs para catapultar determinadas marcas e iniciativas, pelo menos em áreas associadas a consumo, lifestyle, moda, beleza, turismo e, até – arrisco – cultura, ainda que em Portugal não seja uma área tão desenvolvida ao nível de blogs.

Os blogs são os seus mundos, as redes sociais a porta de entrada para muitos dos seguidores que acedem, diariamente, a milhares de MB de conteúdos do planeta blogosfera. O consumo de internet via mobile e a óbvia romaria do público tradicional de TV para a web dão uma ajuda e temos um admirável mundo que, não sendo novo, está aberto a todos e pronto a surpreender.

Se não é novo, porquê falar dele?

Pela evolução e afirmação gradual dos bloggers não apenas como opinion leaders, mas como sérias alternativas aos canais de comunicação tradicionais (se é que ainda faz sentido pensar em tradição. Afinal, é bem possível que já não seja, de todo, o que era.). Esta é uma realidade à qual marcas e marketeers têm que se adaptar, sempre com um olho na estratégia, para não sermos arrastados por modas vazias. – Não vale a pena insistir nisto, pois não?

Posto isto, para os mais distraídos, aqui ficam algumas tendências a acompanhar:

– Os bloggers como Key Opinion Leaders nos ditos “meios de referência”: comentam, apresentam, moderam, convidam… seja em programas próprios ou em que são presenças regulares. Quem sabe se, para breve, não teremos mais um exemplo? 😉

– Os meios de comunicação dedicam-lhes espaços próprios para acompanhar as suas estórias e projetos. Esta rúbrica da NiT é apenas mais um (agradável) exemplo.

– Sessões de formação para bloggers iniciados: é assumido que os blogs podem e são geridos como um projeto organizado e não apenas como um hobby.

– Participam em campanhas publicitárias e são a cara de iniciativas. (Clap, clap, clap, há marcas que estão a saber capitalizar muito bem a relevância que certos blogs têm para os seus públicos).

– O agenciamento dos bloggers: começam a surgir alguns projetos de agenciamento, uns mais associados à gestão e alojamento, outros, mais recentes, à negociação de conteúdos. São as versões 2.0 das agências de celebridades!

– Publicam conteúdos segmentados e, mesmo os conteúdos patrocinados, são adaptados aos seus gostos e registo habitual. Bom, pelo menos em alguns casos.

– Com a profissionalização, chega em bora hora o novo Código da Publicidade. É um imperativo discutível, sobretudo ao nível da operacionalização e do controlo do cumprimento das regras, mas podemos resumi-lo à obrigação de informar os leitores quando o conteúdo publicado envolve contrapartidas financeiras ou materiais. No fundo, uma aproximação à distinção obrigatória entre conteúdos editoriais e publicidade na imprensa, tv ou rádio.

@Nélia SilvaSenior Communication & Digital Consultant

 

A partilha de serviços irá continuar a dominar em 2015?

guess what Comunicação 25 Março, 2015

A partilha de serviços abrange uma variedade de indústrias e as suas capacidades em matéria de inovação teve um aumento considerável de popularidade em 2014.

Empresas como a Uber (plataforma de serviços de transporte); eBay (plataforma de vendas online);  EatWith (plataforma de partilha de refeições); LendingClub (plataforma de empréstimos entre particulares); e Airbnb (plataforma de partilha de quartos / alojamento) tiveram um grande destaque nos media, tendo anunciado novas ofertas de negócios e, mesmo, num caso uma oferta pública inicial (IPO) de ações da empresa. Estas empresas têm alcançado melhores resultados do que os investidores alguma vez imaginaram. De facto, de acordo com dados (http://www.ericsson.com/res/docs/2014/consumerlab/ericsson-consumerlab-10-hot-consumer-trends-2015-infographic.pdf) recentes metade dos utilizadores de smartphones indicaram estar recetivos a usufruir de serviços de partilha. Neste sentido, é expectável que em 2015 se continue a verificar um aumento da popularidade destas plataformas.

As redes sociais e tecnologia móvel permitiram a mais recente expansão da economia de partilha transformando-a num grande negócio. O conceito de economia da partilha ao tornar‑se cada vez mais aceite abre a porta para a partilha de serviços em novas indústrias e o desenvolvimento de novos modelos de negócios. Não obstante, enquanto alguns operadores tradicionais (continuam parados no tempo) e lutam contra este tipo de plataformas / start-ups, outros optaram por entrar em jogo – em 2013 a Avis comprou a Zipcar, líder mundial de car sharing, e a Hertz lançou um serviço similar.

Por outro lado, várias cidades têm proibido muitas destas empresas de operar em circunstâncias normais, com o argumento de estarem a promover a economia informal e a concorrência desleal. A economia de partilha é uma tendência incontornável e não deverá caber ao Estado limitá-la ou vedá-la. Estes serviços devem ser trazidos para dentro de um quadro justo e flexível de regras que apoiem o seu crescimento e motivem a concorrência. Assim, os Governos devem criar as condições para tanto consumidores como empresas consigam com facilidade cumprir as regras impostas. Neste sentido, existem já vários exemplos de Governos que têm aprovado legislação que visa balizar estas atividades, mas não acabar com elas, dos quais se destaca em Portugal as novas leis do turismo que facilitam a partilha de casas por habitantes locais.

@Gonçalo CarvalhoPublic Affairs Consultant

E se não houver wireless no céu?

guess what Comunicação, Digital 8 Setembro, 2014

Morri…morri e ainda nem me apercebi que a minha vida continua online. Mas se no céu azul não houver internet irei algum dia ficar realmente offline?

Desligaram-me a máquina, mas tudo o que escrevi no blog, todas as fotografias das férias com os amigos, dos aniversários da família, do que comi nestes anos, da minha gata e todas as banalidades que fui encontrando por aqui e por ali lá permanecem, apenas não são actualizadas.

Coloca-se então uma questão bastante oportuna, o que acontece à nossa “vida digital” que tem sido intensificada com os blogs, as redes sociais, as clouds, as passwords das contas bancárias, dos emails…? Nas últimas semanas este tema foi notícia. Começam a surgir cada vez mais empresas que ajudam a resolver este problema. Funciona como um “testamento online”, em que se pode decidir qual o património online que quer partilhar com a pessoa (ou pessoas) no caso de lhe acontecer alguma coisa.

Quem ficar com as passwords do mundo virtual, poderá depois fechar as suas contas e informar todos os contactos do falecimento do proprietário da conta. Esta é uma temática muito oportuna nos dias de hoje e por muito mórbido que pareça é uma preocupação de milhões de cibernautas.

O melhor mesmo é pensar se nos queremos manter online após o turn off do coração ou se delegamos a alguém que o faça, como se se tratasse de uma eutanásia virtual.

©Tânia Melo, Senior Communication Consultant