reputação

Sobre a silly season e a gestão de reputação online.

guess what Comunicação 20 Agosto, 2014

Chega o mês de agosto e com ele a tão esperada silly season. Apesar de a atividade parlamentar ser interrompida até setembro, continuamos a ter novidades sobre os deputados da nação, mas num registo mais adequado ao que a época exige: imagens das suas férias, em praias, piscinas e esplanadas.

E se até agora estas imagens chegavam até nós através das lentes dos paparazzi que se escondiam estrategicamente atrás das dunas, hoje em dia chegam-nos pelas mãos dos próprios deputados, que alegremente publicam imagens das suas férias nas respetivas páginas pessoais de Facebook, esquecendo-se como é fácil que sejam reproduzidas pela imprensa.

Assim, o jornal “Correio da Manhã”, fez questão de dar destaque na sua versão em papel e online, às imagens “ousadas” (segundo o próprio jornal) que a deputada Isabel Moreira publicou na sua página de Facebook, como pode ler-se aqui.

Esta notícia leva-nos a refletir sobre a importância que é dada à gestão da reputação nas redes sociais por parte de figuras públicas, com cargos públicos ou altos quadros de empresa e a fazer a seguinte pergunta: o que é que pode ser considerado “pessoal” dentro das redes sociais? Até que ponto as nossas escolhas pessoais podem afetar a nossa carreira profissional e a nossa reputação? As definições de privacidade no Facebook e outras redes sociais funcionam mesmo ou, na dúvida, é preferível não publicar uma determinada imagem ou opinião?

E numa época em que o bom senso é cada vez mais um conceito relativo, como é que as companhias podem assegurar-se de que a gestão que os seus colaboradores fazem da sua presença nas redes sociais é adequada? É preciso dar formação e definir regras. A “pegada digital” é uma realidade que pode, de facto, interferir com a nossa reputação e não é à toa que o Google recebe diariamente, na Europa, cerca de 70 mil pedidos de “direito ao esquecimento”.

Fica uma dica: cada vez que publica uma imagem, vídeo ou opinião pense no que aconteceria se o seu chefe lesse ou visse aquele post. Tudo tranquilo? Pode publicar. Ficou com dúvidas? Fale com a Guess What. Nós podemos ajudar.

©Susana VianaSenior Communication Consultant

Fonte imagem: Google

Procura-se jovem fluente em mandarim

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 28 Março, 2013

“Contratamos jovem dinâmico com forte orientação para objetivos. Ou talvez um sénior com experiência comprovada em ambientes de elevada pressão. Ou um profissional disponível para integrar um projeto internacional. Com gosto pelo trabalho em equipa. Resiliente e motivador. Irreverente e disciplinado. Domínio de inglês, alemão, sueco e mandarim.”

Se este anúncio fosse real (mas não é!) conheceriam alguém que correspondesse ao perfil? Nós também não. Mas ouvimos falar do Ivo.

Quem é o Ivo? Um diretor de arte e designer gráfico que criou um CV online que simula uma página do Google.

Através deste “Google” personalizado, podemos procurar o nosso novo colega através dos requisitos pretendidos. Qualquer que seja a mais-valia desejada – seja uma pessoa criativa, um bom negociador ou alguém que domine mandarim – neste falso “Google”, todos os caminhos vão dar ao Ivo.

Para quem trabalha no admirável mundo da comunicação, ao ritmo frenético deste mercado, o original CV de Ivo é como um daqueles alertas a piscar no nosso telemóvel, a lembrar-nos de algo essencial que não podemos esquecer: a criatividade é um fator essencial para aumentar a eficácia da comunicação, garantindo que a mensagem chega e se faz notar.

Quem se dedica à comunicação sabe como é difícil conseguir a atenção do público. Escolher um caminho com impacto pode ser uma decisão de risco, mas faz a diferença. Resta encontrar a fórmula adequada a cada caso. O Ivo parecer ter descoberto a dele: é evidente que além de chamar a atenção, ninguém deixou de confirmar de imediato algumas das suas competências. Só não sabemos se fala mesmo mandarim.

And the Oscar goes to…

guess what Comunicação 28 Fevereiro, 2013

Quem pensava que Steve Jobs conseguiu criar a marca mais poderosa do mundo, desengane-se. Se estivéssemos a falar de uma cerimónia de Óscares, a estatueta dourada de atriz principal seria entregue à Ferrari. De acordo com um estudo recente da consultora Brand Finance, que avalia o desempenho das marcas nos principais setores de atividade, é a fabricante italiana de automóveis que lidera o ranking das 500 marcas mais poderosas do mundo. Parece que, apesar de caminhar para os seus 100 anos, a Ferrari está longe de receber um prémio póstumo, a valer cerca de 2,7 mil milhões de euros.

Logo a seguir, os agradecimentos pelo Óscar de atriz secundária estariam a cargo da Google, que ocupa o segundo lugar do ranking da Brand Finance. Sergey Brin e Larry Page bem que se poderiam orgulhar de ver a sua tecnológica vestida de 52,1 mil milhões de dólares (cerca de 39 mil milhões de euros) na red carpet.

Vermelha é também a marca que surge na terceira posição. A valer 34,2 mil milhões de dólares (25 mil milhões de euros), a Coca-Cola, que nos habituou aos seus vídeos virais sobre felicidade, merecia um Óscar de melhor filme nesta cerimónia. Porque não?

Talvez para espanto de muitos, o quarto lugar foi entregue à PriceWaterhouse Coopers. A consultora que, apesar de valer menos que os seus colegas vencedores (16,4 mil milhões de dólares), também subiu ao palco. Pela cerimónia andaram também a Hermès, a Walt Disney, a Dior, a Johnnie Walker e a Nike.

Apesar do sucesso do iPhone e do iPad, a gigante da tecnologia Apple aparece na décima posição deste ranking. Mas sejamos francos e justos, não merece um Razzie Award.

A queda de um mito (na primeira pessoa)

guess what Comunicação, Relações Públicas 18 Janeiro, 2013

John Seng, CEO da rede internacional de agências de comunicação da qual a Guess What faz parte, comenta para vários meios de comunicação norte-americanos como a CTV NEWS, as últimas e controversas declarações de Lance Armstrong. Uma interessante análise comunicacional no blog da Spectrum.

Reputação

Guess What Digital 5 Novembro, 2010

Reputação

É legítimo mas não faz sentido que a Caixa Geral de Depósitos utilize anúncios de imprensa para referir que foi considerada a marca portuguesa com maior reputação. A verdadeira reputação não se conquista através de anúncios pagos. Trata-se meramente de um egocentrismo excessivo. O foco da comunicação deveria estar no cliente e não na própria instituição.

Olhó gelado!

guess what Comunicação, Relações Públicas 11 Maio, 2010

ola

A equipa de marketing e comunicação da Olá tem mostrado um dinamismo e criatividade admirável. Ao longo dos últimos tempos, várias têm sido as iniciativas dignas de nota como o lançamento de edições limitadas de produto, a recuperação de um “clássico”  da marca para celebrar o seu 50º aniversário e a aposta em canais alternativos de comunicação marcados pelo tom humorístico e pelo ADN viral.

A Marketeer dava ontem conta que agora a marca “ressuscitou” (nada como enquadrar a terminologia deste post na actualidade da semana) o Fizz Limão depois de Nuno Markl ter assumido no seu programa de rádio ser um dos maiores fãs deste gelado. Entretanto, o Facebook fez o resto com um grupo que ultrapassou rapidamente os 2500 fãs.

A marca está atenta ao consumidor, conversa com ele e, acima de tudo, tem noção do timing do negócio. E por isso é mais falada e poderá até, pelo caminho, ganhar uma ou outra distinção na área. Mais importante do que isso, está a potenciar o brand value e a aumentar o volume de vendas. Parece-me bem.

Os pseudo-jornais

Guess What Comunicação, Relações Públicas 24 Agosto, 2009

Reversal

Ver aqui artigo sobre os propaganda newspapers que estão a surgir no Reino Unido.

Se por um lado constatamos que os jornais são ainda muito importantes para mudar opiniões e contruir reputação, observamos também que tal potencial é rentabilizado num negócio pouco ético.

Em Portugal ainda não chegámos a este ponto, mas já temos projectos onde o comercial se sobrepõe claramente ao editorial.

ANF contra-ataca

guess what Comunicação, Relações Públicas 15 Abril, 2009

A ANF continua a disparar em todas as direcções. Agora, exige uma “avaliação independente sobre a qualidade da prescrição de fármacos”, justificando-a com a suposta “intervenção da indústria farmacêutica” neste acto médico. Quero acreditar que o faz com algum fundamento… Mas mais uma vez o doente, o pagador e o contribuinte assistem a estas trocas hóstis de palavras como meros peões num tabuleiro onde só se podem movimentar numa direcção. Quem gasta regularmente uma parte significativa dos seus rendimentos na farmácia só pode sentir-se desconfiado… O discurso é poderoso, gera suspeitas e vai moldando a opinião pública. Reputation management, precisa-se.

Gestão de Crise – Um imperativo comunicacional

A Gestão da Reputação é um componente essencial para o desenvolvimento com sucesso de um negócio e, como tal, deverá ter a sua máxima atenção.

Uma reputação positiva contribui para maiores níveis de confiança e um maior grau de liberdade operacional. É a soma do total das percepções dos vários stakeholders e cada uma delas é importante por si só. Acontece que por vezes, principalmente em momentos de crise, as más notícias sobrepõem-se às boas e algumas empresas têm dificuldade em vislumbrar a melhor forma de contornar os obstáculos e responder com eficiência aos desafios do momento.

Para complicar ainda mais a situação, a internet deixou de ser apenas um repositório de informação para se tornar num fórum de debate onde múltiplas opiniões e pontos de vista circulam livremente. Com a chegada da Web 2.0, qualquer um pode ser envolvido no debate público, seja como observador, contribuidor ou gerador de opinião. E, como temos assistido em Portugal e no mundo, o acesso a esta tecnologia está cada vez mais barata e estende-se por locais onde no passado era complicado ter acesso ficando assim cada vez mais acessível a todos.

O impacto desta explosão tecnológica implica que qualquer mensagem, independentemente da sua fonte, seja ampliada e repetida numa escala nunca dantes vista. Através do aparecimento de inúmeros conteúdos não editados, as oportunidades para ver e ouvir mensagens são cada vez em maior número. O conceito de “jornalista-cidadão” ganha um peso preponderante e quando as audiências não encontram conteúdos que respondam às suas necessidades, desenvolvem eles próprios esses conteúdos.

As possibilidades de fuga desta teia informativa são realmente escassas e a transparência passou a ser o imperativo mais relevante no processo de gestão de um negócio, independentemente da área de actuação. As crises podem bater a qualquer porta, sem fonte definida mas com terríveis consequências para uma empresa.

Ao longo da sua história, mais longa ou mais recente, todos as companhias já passaram por momentos de crise. Ensaios clínicos que correram mal, recolhas de medicamentos, efeitos adversos não esperados, fecho de fábricas, despedimentos, etc. No entanto, e por força de uma boa implementação de mecanismos de gestão de crise comunicacional, nem todas as histórias são totalmente divulgadas no actual ciclone mediático. E aquelas que são amplamente (mal) divulgadas pelos media, ilustram uma má gestão dos processos de comunicação, baseados no conceito de “esperar para ver”.

Um Plano de Gestão de Crise deverá sempre ser considerado como um importante seguro para a imagem corporativa da companhia. Caso estejamos perante uma situação complexa, antecipar eventuais cenários permite responder mais rapidamente aos desafios.