social media

Instagram para míopes

guess what Digital 1 Setembro, 2016

O público queixa-se e o Instagram resolve. Há muito que a limitação de tamanho de imagem no Instagram era uma dor de cabeça para os frenéticos utilizadores.

O que é que o Instagram fez? Resolveu.

Desta vez, o Instagram optou por criar uma funcionalidade apetecível para os mais curiosos: o Zoom. É agora possível ver as imagens com mais pormenor com um simples gingar de dedos. Para já, só estará disponível para os utilizadores de IOS, mas em poucas semanas chegará para as versões Android.

Estas (e outras) atitudes por parte de uma empresa na área digital revela a preocupação e a gestão eficaz das necessidades dos seus utilizadores. É a prova real de que expressar a opinião através de um canal social é um veículo poderoso que conduz a grandes resultados.

Afinal, quem melhor para provar isto que uma Rede Social?

@Marta Barroso, Digital Manager

Internet Football Stadium 2016

guess what Comunicação, Digital 30 Junho, 2016

Como quase todos terão reparado, joga-se, neste momento o Campeonato da Europa de Futebol. No momento em que escrevo, o jogo com a Polónia ainda está distante e os portugueses acreditam plenamente na passagem às meias-finais da prova. Este Euro 2016 joga-se em campo, como todos mas, mais do que nunca joga-se também na internet. E não falo (só) nos sites informativos. Só no Facebook, a página oficial do Euro tem quase 12 milhões de fãs. Vejamos outros exemplos:

Blogosfera – Segundo um estudo recente do diretório Blogs Portugal, desde o inicio da competição, o Euro 2016 já foi referido 466 vezes na blogosfera portuguesa, sendo que desde o início do ano já se fizeram 1.086 posts sobre o Campeonato da Europa. Cristiano Ronaldo, principal figura da selecção portuguesa, foi referido em 324 posts desde o início da competição e em 2.192 desde o início de 2016.

Twitter – No dia de estreia do campeonato, Payet, herói francês do primeiro jogo, foi mencionado 50 mil vezes em tweets de fãs de todo o mundo. Só entre as 22h00 e as 22h05, o médio francês foi mencionado 6.500 vezes. Desde o primeiro dia, não param de sair notícias de como o Twitter reage a cada jogo. Exemplos aqui, aqui e aqui.

As brincadeiras – Uma das grandes tendências deste Euro, e da internet neste momento, são os memes. Imagens humorísticas como estas ou estas. O “caso do microfone” até deu direito a um jogo.

@Francisco Chaveiro Reis, Corporate Division Manager

Reforçar defesas ou liderar um ataque?

guess what Digital 16 Junho, 2016

Com a crescente adesão das pessoas às redes sociais, há claramente uma mudança no processo de divulgação de informação e de contacto com os consumidores: torna-se tudo imediato e cria-se uma maior proximidade.

O que pode ser bom, mas por vezes pode correr mal.

Nenhuma marca/produto/personalidade, que tenha presença online, está livre de estar perante um crise de comunicação, a menor contrariedade pode rapidamente ganhar impacto e desta forma pode perder-se o controlo.

Existem alguns passos que podem ajudar a controlar a crise, e é bastante importante não deixar passar nenhum ou simples ignorar e esperar que a crise simplesmente passe ou se resolva por si, pois raramente (ou até mesmo nunca) isso acontece e quando não se tem uma estratégia de gestão de crise a marca/produto/personalidade acabam por ficar com a sua reputação manchada.

Existem vários casos conhecidos, tanto de sucesso na gestão de uma crise – como o caso da TAP, que em 2010 após a erupção de um vulcão na Islândia conseguiu, através de uma estratégia bem delineada, responder, ajudar e apoiar todas as pessoas que usaram o Facebook da TAP para obterem respostas – como também existem casos em que as respostas não tiveram muito sucesso – como o famoso caso da EDP, em que uma cliente publica um comentário sobre as novas barragens, a EDP não estava preparada e respondeu de forma legal, a avisar que a cliente estava a violar o código de conduta da página. Após a segunda resposta da cliente a EDP decide apagar os comentários e banir a cliente da página, isto gerou uma onda de apoio à cliente e uma revolta contra à EDP, solução da EDP? Não permitir comentários dos fãs na página e posteriormente abandonar a plataforma (Facebook) até aos dias de hoje.

Cada marca/produto/personalidade tem que adaptar a comunicação de crise à sua estratégia e tem que estar atenta a este mundo novo que é o online e à rapidez em que tudo se desenrola.

Já começou a preparar uma estratégia de gestão de crise online?

@Mariana Zoio, Digital Trainee

Facebook: Save me… to the end of feed*

guess what Digital 24 Julho, 2014

O Facebook lançou o Save, uma funcionalidade para guardar notícias e páginas para ler depois. O entretenimento e os eventos também não foram esquecidos, permitindo guardá-los para mais tarde… consultar.

Base: Techcrunch

Depois de testar (apesar das flutuações que ainda me apresenta) ficam algumas questões:

– Privacidade. Aquele que parece ser o eterno calcanhar de Aquiles de Zuckerberg encontra nova oportunidade para fazer, pelo menos, levantar o sobrolho aos mais céticos.

Apesar das listas serem privadas (embora possam ser partilhadas. É uma rede social, certo?), o potencial para recolher dados dos utilizadores dificilmente passará ao lado (não era esse o objetivo?). São insights úteis para melhorar ads e a rentabilidade da plataforma, mas já lá vamos…

Oh não, outra vez o feed! O Save foi pensado para manter o ritmo de consulta do feed. Uma insistência na “capacidade” de storytelling da cronologia que visa fazer-nos deixar para depois tudo o que consome mais do que uns 3 segundos da nossa atenção.

Indiretamente, é também o assumir da avalanche de informação incomportável para o utilizador médio, com um consumo cada vez mais “on the go”, basta olhar o crescimento do acesso no ambiente móvel. E, quem sabe, uma tentativa de evitar a fuga dos utilizadores para outras plataformas, numa proporção de “tempo de permanência = valor”.

– Uma opção perto de si. Ainda que quase invisível! A sério, alguém acredita mesmo que os utilizadores vão encontrar o Save? Está absolutamente escondido! Exceções a usuários mais “sofisticados” e, claro, se o design/ localização mudarem (na minha versão o ícone ainda flutua entre áreas, pelo que poderá vir a ser mais óbvio).

– Por fim, a cereja no topo do bolo: E as comunidades profissionais?

Não somos os únicos a sonhar com as potencialidades do Save para melhorar o acesso ao real público de uma marca, evitando gerar Spam social, pois não?

Para já, o Facebook não promete dados sobre conteúdos guardados para otimizar ads. Mas também não os nega no futuro.

No imediato, as comunidades ganharão o poder da “segunda oportunidade” para um potencial fã decidir se deve ligar-se ou não a determinada página ou negócio. Not bad!

Com tudo isto, o Save traz boas promessas embora ainda pouco claras quanto ao seu real valor. Um tema a acompanhar e cuja evolução vai, em muito, depender da adesão dos fãs – afinal, é parte do compromisso de ser uma rede social, não?

©Nélia Silva, Senior Communication & Digital Consultant

*Créditos ao Cohen pela inspiração do título!

Afinal este é o melhor ano do Facebook.

guess what Comunicação, Digital 2 Julho, 2014

Cruzei-me muito recentemente com um artigo online do Socialbakers que referia que 2014 é já o melhor ano do Facebook para as marcas. Porquê? A resposta encontra-se nos conteúdos!

Numa altura em que é frequente falar-se dos “danos” provocados pelas mudanças do algoritmo do News Feed do Facebook, esta notícia não podia ser mais pertinente. Após serem estudadas as maiores páginas de Facebook, percebeu-se que são os conteúdos que fazem a diferença. Conteúdos de qualidade geram elevados níveis de intereção e, consequentemente, de envolvimento, logo aparecem no News Feed e têm um melhor alcance orgânico.

Portanto, se o objetivo das marcas é aumentar o alcance orgânico, a aposta deve incidir em conteúdos de qualidade, que, por si mesmos, irão gerar bons resultados.

©Marta Mateus, Communication Trainee

Fonte imagem: Google

 

 

Espelho meu, espelho meu, que tipo de utilizador do Facebook sou eu?

guess what Comunicação, Digital 6 Agosto, 2013

Quer se goste ou se abomine, a verdade é que o Facebook está omnipresente na vida de todos, mesmo até daqueles que não têm um perfil e que, atualmente, vivem numa espécie de universo paralelo. Já os 1,1 mil milhões de utilizadores ativos por mês que povoam a popular rede social, dividem-se em diferentes castas, conforme o comportamento que assumem.

O site Optify.net criou uma infografia, que pode ser vista aqui que descreve as 9 categorias de utilizadores do Facebook, que passamos a descrever:

1) O “perseguidor”: utiliza o Facebook para perseguir ex-namorados e utiliza os perfis de outras pessoas para perseguir os amigos dos “ex”.

2) O “baby boomer: tem mais de 55 anos e adora comentar os posts dos filhos.

3) O “novato”: a sua atividade favorita é comentar e “gostar” de tudo e mais alguma coisa.

4) O “partilha demais”: nesta categoria encaixam-se aqueles que partilham todo o seu dia-a-dia. Posts como “está na hora de ir dormir”, sobre dores nos dedos do pé ou fotos da última refeição ingerida são bons exemplos das temáticas preferidas dos “partilhadores implacáveis”.

5) O “promotor da marca”: para estas pessoas o Facebook serve para trabalhar e promover a sua marca. Partilham apenas novidades relativas à empresa onde trabalham.

6) O “utilizador medroso”: 13 milhões de utilizadores do Facebook não usam as ferramentas de privacidade ou nunca ouviram falar delas. O “utilizador medroso” nunca aceitaria um pedido de amizade destas pessoas. Tem tanto medo de invasões de privacidade que até usa um apelido falso.

7) O “tutor”: “viral” é o nome do meio destes utilizadores do Facebook. O seu sonho é ultrapassar o record de “gostos” – 2. 047. 058 – que atualmente pertence à “Farmers Insurance” (EUA). Partilhar imagens fofinhas de gatos é uma das suas atividades prediletas.

8) O “jogador”: só interage com os outros utilizadores do Facebook através dos jogos. Atualmente um em cada quatro utilizadores desta rede social paga para jogar. O Farmville e o Candy Crush são os seus passatempos de eleição.

9) O “não-utilizador”: 10 por cento dos utilizadores que se registam por mês no Facebook são animais de estimação, marcas ou objetos, mas só 18 por cento dos perfis que existem atualmente pertencem a “não-utilizadores”.

Nós por cá podemos acrescentar uma 10ª categoria, muito em voga ultimamente: “o caçador de prémios”, que são as pessoas que criam perfis falsos para terem um grande número de “gostos” em passatempos e ganhar prémios. Uma estratégia que as marcas começam a descortinar e que pode ser contraproducente. Tanto no Facebook, como na vida, “o crime não compensa”.

Dentista, siso e marketing digital?

guess what Comunicação, Digital 9 Maio, 2013

A crise instalou-se no país e, sobretudo, agarrou-se que nem um parasita mental ao mindset de empresas, empresários, clientes, consumidores… Enfim, pessoas. E enquanto o mercado se vai contraindo, áreas que tradicionalmente viviam sem grande ligação a práticas de promoção, comunicação e marketing, começam a questionar o que podem fazer para dar a volta ao negócio.

São tempos desafiantes em que o evolucionismo de Darwin, agora aplicado à sobrevivência das empresas enquanto agentes económicos, mostra que a continuidade do negócio está sobretudo dependente da capacidade de adaptação aos novos tempos. Esta adaptação passa pela diferenciação do produto ou serviço, por uma política de preço alinhada com o posicionamento da empresa (mas também com o mercado) e por uma estratégia de comunicação que permita mostrar ao mundo quem somos, o que fazemos e porque somos diferentes, melhores que os concorrentes.

Os consultórios de medicina dentária são um exemplo de uma área que, tanto por motivos regulamentares como culturais, viveu durante muitos anos sem procurar profissionalizar a abordagem de marketing e comunicação. Os mais diversos motivos, certamente também relacionados com a crise e a contração dos mercados, fizeram com que 2012 fosse um ano particularmente negro para esta classe profissional, que perdeu cerca de 40% da sua faturação face ao ano anterior, segundo declarações do Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas. Como podem os dentistas e as clínicas de medicina dentária captar mais clientes neste cenário?

É claro que a resposta não é simples e encerra em si uma multiplicidade de fatores de negócio. De qualquer forma, aqui fica o nosso contributo com algumas ideias-chave no domínio do marketing digital:

  • Dados do Google Trends dizem-nos que existem 135.000 pesquisas mensais da palavra “dentista”;
  • O Digital Agenda Scoreboard (2011), da Comissão Europeia, concluiu que 36% dos utilizadores de Internet procuram ativamente informações na área da saúde;
  • O Global Trust in Advertising Survey (Q3, 2011), da Nielsen, refere que as fontes de informação mais credíveis para os consumidores são (para além das recomendações de pessoas conhecidas), as opiniões de pessoas colocadas online (reviews) e os branded websites;
  • Keywords como “dentista”, “dentes”, “clínica dentária”, “ortodontia” e “implantes dentários” representam um volume de pesquisas nacionais no Google superior a 307.000;

Não será preciso mais para ilustrar a importância do território digital para os consumidores em geral e para os clientes de clínicas dentárias em particular. De que forma estão os dentistas a defender o seu território online e usar estas plataformas (websites, redes sociais, blogs, publicidade nos motores de busca…) para divulgar os seus serviços e captar novos clientes? Em mais de 300 mil pesquisas online por mês destes temas, o potencial não será certamente pequeno. Se você não for a resposta às perguntas do seu target, alguém será… Food for thought!

Do sentido de oportunidade. Ou da falta deste.

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 19 Fevereiro, 2013

“You can still dunk in the Dark.” Tradução? “A tua atenção é preciosa, obrigado.” Talvez seja uma tradução demasiado livre, mas qualquer gestor de marca e de RP perceberá o sentido.

A edição de 2013 do Super Bowl, um dos maiores eventos desportivos do mundo e o espaço publicitário mais caro de sempre, ficou marcada por um apagão que durou mais de meia hora.

Em poucos minutos, a Oreo contra-atacou com um Tweet onde se podia ler “Power Out? No problem” que não só fez as delícias dos consumidores, como preencheu a lacuna do entretenimento prometido aos adeptos.

Mais de 16 mil retweets depois, a Oreo provou que, além de contar com uma fabulosa máquina de comunicação, sabe aproveitar a oportunidade. A marca explorou a disponibilidade “forçada” dos adeptos e a explosão da comunicação digital, bem como a alteração que os smartphones e redes sociais imprimiram nos hábitos de consumo e socialização nos grandes eventos, onde tudo é partilhado ao minuto, tornando-se um palco ainda mais atrativo para as marcas.

Menos sorte teve a Nike, no que toca ao sentido de oportunidade. Depois da detenção de Oscar Pistorius pela suspeita de homicídio da namorada, a marca cancelou a campanha cujo conceito remetia para a velocidade do atleta: “I’m the bullet in the chamber”.

Evitando a inevitável associação de mau gosto ao caso, a marca suspendeu a campanha mostrando que por vezes o sentido de oportunidade também passa por tirar as tropas de campo e rever a estratégia.

Podemos falar num fator de sorte, ou falta dela, nestas oportunidades? Talvez. Mas, para lá da sorte, há um enorme trabalho de definição da identidade e gestão de marca que permite uma resposta no timing, que dispensa longos processos de reflexão e aprovação. Uma preparação exigente, mas que distingue quem consegue explorar as (boas) oportunidades.

Internet em Portugal

guess what Comunicação, Relações Públicas 7 Julho, 2010

net

Para quem se interessa pela área, ficam mais alguns dados sobre a utilização de Internet em Portugal, avançado hoje pela TSF no âmbito de um trabalho de investigação do ISCTE, hoje apresentado na 11ª Conferência Anual do World Internet Project, em Lisboa.

“As redes sociais Hi5 e Facebook aparecem, de longe, como as mais populares, sendo que metade dos utilizadores garante ter mais de 100 amigos registados e procurar ali trocar ideias, fotografias e vídeos.

(…) Dos utilizadores, um quarto sabe exactamente para o que vai. Ler blogues, jogar, consultar a Wikipédia e fazer downloads estão nos tops das preferências.”

Olhó gelado!

guess what Comunicação, Relações Públicas 11 Maio, 2010

ola

A equipa de marketing e comunicação da Olá tem mostrado um dinamismo e criatividade admirável. Ao longo dos últimos tempos, várias têm sido as iniciativas dignas de nota como o lançamento de edições limitadas de produto, a recuperação de um “clássico”  da marca para celebrar o seu 50º aniversário e a aposta em canais alternativos de comunicação marcados pelo tom humorístico e pelo ADN viral.

A Marketeer dava ontem conta que agora a marca “ressuscitou” (nada como enquadrar a terminologia deste post na actualidade da semana) o Fizz Limão depois de Nuno Markl ter assumido no seu programa de rádio ser um dos maiores fãs deste gelado. Entretanto, o Facebook fez o resto com um grupo que ultrapassou rapidamente os 2500 fãs.

A marca está atenta ao consumidor, conversa com ele e, acima de tudo, tem noção do timing do negócio. E por isso é mais falada e poderá até, pelo caminho, ganhar uma ou outra distinção na área. Mais importante do que isso, está a potenciar o brand value e a aumentar o volume de vendas. Parece-me bem.