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Política de comunicação de Bolsonaro

Ideologias à parte, figuras como Jair Bolsonaro ou Donald Trump, são muito interessantes do ponto de vista da forma como comunicam. Ambos sabem quem é o seu público e é para ele que falam, de uma forma que pode parecer inocente mas que é estudada e pensada. Ambos ignoram ou chegam a hostilizar a comunicação tradicional e focam-se nos novos meios ao seu dispor, mais diretos e sem contraditório. E como se prova pelos resultados obtidos nas eleições, ambos são comunicadores brilhantes ou pelo menos, estão muito bem rodeados, mesmo que seja tentador fazer deles, meras caricaturas.

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Do Twitter para o mundo: já chega.

guess what Digital 10 Fevereiro, 2017

Já chega de bullying. Já chega de trolls. Existem inúmeras formas de bullying e o Twitter pretende acabar com uma delas. A utilização de trolls difamadores, xenófobos e sexistas é cada vez mais usual e “normal”. Ao invés do seu propósito de conteúdo light fun como este:

Segundo a publicação na Fortune, “o Twitter fez três novas mudanças no seu serviço que ajudarão os seus utilizadores a identificar e reagir contra pessoas que promovam e obstruam os seus feeds com mensagens de ódio”. As mudanças passam por impedir que utilizadores identificados criem novas contas no Twitter, que alguns sejam sinalizados e outros literalmente bloqueados permanentemente da plataforma.

Estas alterações já surtem o seu efeito, pois segundo a Variety, “o número de trolls gerados nos últimos meses, desceu drasticamente”. Isto leva a crer que casos como o da atriz Leslie Jones, de “Saturday Night Live” e “Ghostbusters”, atacada no verão passado com tweets racistas, levando-a a abandonar temporariamente o serviço, sejam cada vez menos e mais raros.

Será que esta reação/ação do Twitter deve ser tão radical? Por uns, pagam todos? Ou é um pequeno passo em prol da luta contra o bullying (online)?

Dá que pensar…

@Marta Barroso Gonçalves, Digital Manager

Protocolo Digital

guess what Digital 23 Novembro, 2016

A maioria das pessoas não foi imune ao boom da era digital e nos dias que correm poucas são as que não têm conta numa das várias redes sociais mais conhecidas, o mesmo aconteceu ao nível da presidência dos Estados Unidos da América, onde surgiu a oportunidade de inovar e comunicar com os cidadãos americanos

O Presidente Obama foi o primeiro presidente dos EUA a ter uma presença ativa em diversas redes sociais, como o Facebook e o Twitter, foi o primeiro presidente a fazer um direto através do Facebook, a responder a questões de cidadãos no Youtube e o primeiro a utilizar um filtro do Snapchat.

Agora com as eleições e com Trump como presidente chegou a altura de entregar a pasta, assim como as redes sociais, algo que nunca tinha sido feito até aos dias de hoje e que foi um desafio para o Departamento de Comunicação Digital do Presidente dos EUA.

Será então interessante criar protocolos para as presenças online de figuras políticas, como presidente, primeiro-ministro ou alguém da família real?

@Mariana Zoio, Digital Trainee

Internet Football Stadium 2016

guess what Comunicação, Digital 30 Junho, 2016

Como quase todos terão reparado, joga-se, neste momento o Campeonato da Europa de Futebol. No momento em que escrevo, o jogo com a Polónia ainda está distante e os portugueses acreditam plenamente na passagem às meias-finais da prova. Este Euro 2016 joga-se em campo, como todos mas, mais do que nunca joga-se também na internet. E não falo (só) nos sites informativos. Só no Facebook, a página oficial do Euro tem quase 12 milhões de fãs. Vejamos outros exemplos:

Blogosfera – Segundo um estudo recente do diretório Blogs Portugal, desde o inicio da competição, o Euro 2016 já foi referido 466 vezes na blogosfera portuguesa, sendo que desde o início do ano já se fizeram 1.086 posts sobre o Campeonato da Europa. Cristiano Ronaldo, principal figura da selecção portuguesa, foi referido em 324 posts desde o início da competição e em 2.192 desde o início de 2016.

Twitter – No dia de estreia do campeonato, Payet, herói francês do primeiro jogo, foi mencionado 50 mil vezes em tweets de fãs de todo o mundo. Só entre as 22h00 e as 22h05, o médio francês foi mencionado 6.500 vezes. Desde o primeiro dia, não param de sair notícias de como o Twitter reage a cada jogo. Exemplos aqui, aqui e aqui.

As brincadeiras – Uma das grandes tendências deste Euro, e da internet neste momento, são os memes. Imagens humorísticas como estas ou estas. O “caso do microfone” até deu direito a um jogo.

@Francisco Chaveiro Reis, Corporate Division Manager

CECI N’EST PAS UN TWEET

guess what Digital 6 Fevereiro, 2015

Dentro de poucos meses, nos resultados de pesquisas efetuadas através do Google vão passar a ser apresentados Tweets.

O acordo entre o motor de busca e o Twitter prevê que nas pesquisas passe a ser visível o conteúdo dos famosos posts de 140 caracteres. Atualmente, as pesquisas devolvem apenas informação sobre o perfil, o que faz com que a decisão configure uma extensão relevante no acesso à informação.

Além das habituais questões relacionadas com privacidade sobre acesso a informação disponibilizada online, é uma novidade que vai dar que pensar: por um lado, é uma evolução da globalização da informação, que virá facilitar a identificação de trend topics e o acesso às “digital talks” do momento. Ou seja, facilidade no acesso em tempo real e maior integração entre plataformas – sounds good, right? De certo modo, vem em linha de continuidade com o uso de hashtags enquanto ferramenta agregadora de temas (em linha, mas convenhamos que, comparativamente, é um passo de gigante).

Por outro lado… pode ser uma tremenda confusão. Além das opções de conteúdo patrocinado que irão certamente continuar a florescer e a adaptar-se a esta nova realidade, há a probabilidade de sermos inundados com informação.

Para já, resta-nos confiar no conhecimento do gigante no que toca a eficiência de pesquisas e correta segmentação da informação apresentada. Se não fizer essa gestão, os empreendedores tecnológicos poderão começar a sonhar em criar o motor de busca que vai destronar o Google (ainda que me pareça que não vai ser agora e muito menos por este motivo).

©Nélia SilvaSenior Communication & Digital Consultant

Jovens digitalmente unidos por uma causa

guess what Comunicação, Digital 30 Julho, 2013

Nota mental: nunca substimar as hormonas de um adolescente com acesso às redes sociais (encontrem-me um que não tenha).

No início de julho, Manuel Moreira, de 16 anos, lançou a isca no Twitter: “Se conseguir 10 000 RT’s neste tweet sais comigo @Sara_Sampaio?”. A modelo, ingenuamente, acedeu ao pedido, contando que o rapaz os conseguisse até ao final do mês, cláusula que achou ser bastante para impedir o objetivo. Como já era de esperar, não foi: se há coisa que provoca um adolescente é a ideia de inatingível. “Ai não consigo? Então agora é que vais ver”. Junte-mo-lo ao poder de uma mensagem viral, que apenas precisa de despertar emoção, em grande escala, para o ser, e o céu é o limite.

Seja por graça, solidariedade ou conquista do objetivo por outrém – O Manuel passou a representar, sem que desse conta, todos os jovens de 16 com o mesmo desejo – certo foi que, antes do prazo estipulado, a meta foi atingida. E não há estratégia mais eficaz numa campanha do que a simplicidade: defino, implemento e só páro quando consigo. Em resposta à VIP (sim, estamos na silly season), confessou que pediu a toda a gente que fizesse “publicidade”, o que se tornou relativamente fácil, pois a partir do momento em que obteve resposta, os tweets dispararam (todos sabemos como figuras públicas impulsionam as mensagens).

Sara Sampaio já se veio dizer surpreendida, confessando nunca ter acreditado que fosse possível. Já garantiu, também – porque uma vez que falamos publicamente, é preciso salvaguardar este tipo de coisas – que não é um encontro romântico, que o rapaz é menor, e que terá que levar os pais. Desta não se lembrou o Manuel! Nem alguns dos fãs de Facebook ou Twitter da modelo, que não acham “justo” ou que ainda se revoltam por o encontro não poder ocorrer de forma imediata, já que a Sara está fora de Portugal.

Nunca ninguém está satisfeito. Sobretudo quando tem palco mediático para isso.

Se eu quisesse ter conhecido os Backstreet Boys aos 16 anos, quanto muito teria procurado o seu perfil no Hi5. Ou enviado muitas cartas. Muitas mesmo.

Mentira ou consequência?

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 2 Abril, 2013

Dia 1 de Abril: o dia de todas as mentiras e uma oportunidade para as marcas atingirem novos clientes e mercados, gerando um maior buzz. Todos os anos, neste dia, as grandes marcas aproveitam para anunciar as suas “novidades” e nós aguardamo-las impacientemente.

A Google surgiu com o Google Nose que promete vincular diversos aromas aos resultados obtidos nas buscas online. E também com o seu mapa do tesouro, baseado num mapa de piratas encontrado no oceano índico durante uma expedição aquática do “street view”.

Por sua vez, o YouTube anunciou o seu fim e que irá escolher finalmente o melhor vídeo do mundo. O Twitter apresentou o novo modelo de negócio, que obriga o utilizador a pagar uma taxa de 5 dólares para o uso livre de vogais. Já a Sony anunciou a Animalia, tecnologia para o animal de estimação. O Skype divulgou o seu novo serviço para turistas do espaço… E o novo avião da Virgin, com o chão em vidro?

Apesar deste dia ser uma excelente oportunidade para as marcas marcarem presença de forma inteligente em todas as conversas, principalmente na Internet  há sempre o risco da brincadeira ser mal compreendida. As reações podem ser as mais variadas e tudo pode acontecer, sobretudo nos tempos que correm em que tudo é facilmente criticado pela negativa nas redes sociais. É importante planear criativa e estrategicamente, analisar se a “mentira” realmente cria algo importante.

Mas o que terá a maior consequência? A Google não anunciar a sua “novidade” deste dia ou esta não ser interessante?

Do sentido de oportunidade. Ou da falta deste.

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 19 Fevereiro, 2013

“You can still dunk in the Dark.” Tradução? “A tua atenção é preciosa, obrigado.” Talvez seja uma tradução demasiado livre, mas qualquer gestor de marca e de RP perceberá o sentido.

A edição de 2013 do Super Bowl, um dos maiores eventos desportivos do mundo e o espaço publicitário mais caro de sempre, ficou marcada por um apagão que durou mais de meia hora.

Em poucos minutos, a Oreo contra-atacou com um Tweet onde se podia ler “Power Out? No problem” que não só fez as delícias dos consumidores, como preencheu a lacuna do entretenimento prometido aos adeptos.

Mais de 16 mil retweets depois, a Oreo provou que, além de contar com uma fabulosa máquina de comunicação, sabe aproveitar a oportunidade. A marca explorou a disponibilidade “forçada” dos adeptos e a explosão da comunicação digital, bem como a alteração que os smartphones e redes sociais imprimiram nos hábitos de consumo e socialização nos grandes eventos, onde tudo é partilhado ao minuto, tornando-se um palco ainda mais atrativo para as marcas.

Menos sorte teve a Nike, no que toca ao sentido de oportunidade. Depois da detenção de Oscar Pistorius pela suspeita de homicídio da namorada, a marca cancelou a campanha cujo conceito remetia para a velocidade do atleta: “I’m the bullet in the chamber”.

Evitando a inevitável associação de mau gosto ao caso, a marca suspendeu a campanha mostrando que por vezes o sentido de oportunidade também passa por tirar as tropas de campo e rever a estratégia.

Podemos falar num fator de sorte, ou falta dela, nestas oportunidades? Talvez. Mas, para lá da sorte, há um enorme trabalho de definição da identidade e gestão de marca que permite uma resposta no timing, que dispensa longos processos de reflexão e aprovação. Uma preparação exigente, mas que distingue quem consegue explorar as (boas) oportunidades.

Chavez e como fazer a revolução no Twitter

guess what Comunicação, Relações Públicas 10 Maio, 2010

chavez

Depois de ter rotulado o Twitter como uma “ferramenta de terror”, o Presidente da Venezuela, Hugo Chavez, criou uma certified account nesta rede e contratou quase 200 pessoas para responder às mensagens dos seus seguidores. O líder venezuelano parece estar verdadeiramente empenhado numa missão de engagement com aqueles que seguem os seus passos online.

A esta data, Hugo Chavez conta com 262 815 seguidores e está referenciado em mais de 8400 listas. A ferramenta de terror é agora uma “arma para a revolução”!