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Youtube killed the TV ad?

guess what Comunicação, Digital 22 Março, 2017

“Video killed the radio star” cantavam os “The Buggles” no início da década de 80. Youtube killed the TV ad? (O Youtube matou o anúncio de TV?) perguntamos nós em 2017.

Para a Adidas, conhecida marca de equipamento desportivo, sim. Os tradicionais anúncios de imprensa e TV morreram e o investimento da companhia será feito nas novas plataformas digitais e redes sociais, avança o Business Insider neste artigo.

A justificação é dada à CNBC pelo CEO da Adidas Kasper Rorsted: a companhia quer aumentar a receita das vendas online de mil milhões de euros em 2016 para quatro mil milhões de euros até 2020 e quer usar os canais digitais para lá chegar.

Rorsted defende que o consumidor jovem, o seu público-alvo, interage com a marca sobretudo através do smartphone pelo que a aposta para os próximos anos vai ser na interação digital.

Esta não é uma aposta só da Adidas, é uma tendência global, em particular das marcas dirigidas a um público mais jovem e urbano. As marcas de venda online que vivem quase exclusivamente de uma página no Facebook multiplicam-se. Os meios de comunicação tradicionais tentam cada vez mais ser multiplataforma e já perceberam que só a caça ao click e ao “like” os pode tornar rentáveis.

Mas no caso dos meios de comunicação social, há o reverso da medalha. Esta caça ao like e ao click estão, em alguns casos, a afastar abordagens mais sérias e isentas e fazer com que se aposte mais nos títulos escandalosos ou pior, que “obrigam” o leitor a abrir a notícia para conseguir perceber do que se trata.

A conhecida blogger “A Pipoca Mais Doce” falou sobre este “flagelo” neste post porque este é um assunto que deve realmente preocupar todos aqueles que trabalham na área da comunicação. E deve levar-nos a refletir para encontrar um equilíbrio entre aquilo que é informação rentável e aquilo que é a informação que realmente interessa ao público.

@Susana VianaHealthcare Division Manager

I see cats everywhere!

guess what Comunicação, Publicidade 16 Setembro, 2016

Se há 20 anos nos dissessem que a Internet ia ser dominada por… gatinhos, certamente não acreditaríamos. Quem nunca perdeu minutos do seu a dia a ver um vídeo de gatinhos, que lance a primeira… sardinha!

E depois de conquistarem a Internet, os felinos invadiram a estação de metro londrina Clapham Common, mas por uma boa causa. Nas próximas semanas, os placards de publicidade da estação vão ter apenas imagens de gatos. Trata-se de uma campanha com o objetivo de angariar dinheiro para acabar com a publicidade (excessiva) na estação, e já conseguiu angariar 23 mil euros, o que equivale ao desaparecimento de pelo menos 68 placards de publicidade. Os protagonistas das fotos são gatos que estão para adoção em duas associações (Battersea Dogs & Cats Home, Cats Protection), que se aliaram a esta iniciativa com a esperança que esta campanha ajude a encontrar um lar para os seus felinos. O cérebro por trás desta ideia é Glimpse, um grupo de pessoas com um objetivo simples: usar a criatividade para o bem, e que pretendem através desta iniciativa mostrar um mundo “em que as pessoas se sintam bem nos espaços públicos”. “Em vez de pedirmos para comprar alguma coisa, nós estamos a pedir que pensem no que é realmente importante na vida. Podem não ser gatos, mas provavelmente é algo que não pode ser encontrado nas lojas”, um projeto intitulado “Citizens Advertising Takeover Service”, ou CATS.

Mas este não é a primeira vez que um grupo de cidadãos se manifesta contra a publicidade nas ruas, o semelhante já aconteceu em ParisMelbourneTeerãoTorontoNova Iorque. Será que estamos fartos de tanta publicidade? O facto de podermos pagar por um serviço sem publicidade, como o Spotify e Netflix,  é outro sinal de mudança.

@Tânia Espinheira, Creative & Designer Consultant

Adeus Televisão, olá YouTube?

guess what Comunicação, Digital 27 Abril, 2016

A publicidade no YouTube gera um retorno superior ao alcançado com os anúncios em televisão – esta é a mais recente conclusão apresentada pela Google.

A dona do YouTube apresentou na semana passada os resultados de um estudo que realizou 2013 e 2016 em oito países europeus. Foram analisados 56 case studies de marcas presentes em seis setores de atividade distintos.

De acordo com a Google, o YouTube gerou um ROI [return on investment] superior ao da televisão em 77% dos casos. A publicidade é, para as marcas, um bem de primeira necessidade e é natural que o retorno seja um ponto importante na tomada de decisão sobre o orçamento a alocar a cada meio onde se vai anunciar.

Mais do que nunca o YouTube conquista o seu espaço e a publicidade é algo a que os seus utilizadores não podem fugir. E se antes o “Skip Ad” permitia ver apenas os segundos iniciais de um anúncio e “saltar” para o conteúdo escolhido, o futuro já não é bem assim. O botão mágico vai desaparecer, mas o anúncio, esse, mantém-se. Com a duração de seis segundos, todos os anúncios tocarão até ao fim – uma grande notícia para as marcas que não veneravam o ”Skip Ad”.

@Ana Magalhães NevesJunior Communication Consultant

 

Mentira ou consequência?

guess what Comunicação, Digital, Relações Públicas 2 Abril, 2013

Dia 1 de Abril: o dia de todas as mentiras e uma oportunidade para as marcas atingirem novos clientes e mercados, gerando um maior buzz. Todos os anos, neste dia, as grandes marcas aproveitam para anunciar as suas “novidades” e nós aguardamo-las impacientemente.

A Google surgiu com o Google Nose que promete vincular diversos aromas aos resultados obtidos nas buscas online. E também com o seu mapa do tesouro, baseado num mapa de piratas encontrado no oceano índico durante uma expedição aquática do “street view”.

Por sua vez, o YouTube anunciou o seu fim e que irá escolher finalmente o melhor vídeo do mundo. O Twitter apresentou o novo modelo de negócio, que obriga o utilizador a pagar uma taxa de 5 dólares para o uso livre de vogais. Já a Sony anunciou a Animalia, tecnologia para o animal de estimação. O Skype divulgou o seu novo serviço para turistas do espaço… E o novo avião da Virgin, com o chão em vidro?

Apesar deste dia ser uma excelente oportunidade para as marcas marcarem presença de forma inteligente em todas as conversas, principalmente na Internet  há sempre o risco da brincadeira ser mal compreendida. As reações podem ser as mais variadas e tudo pode acontecer, sobretudo nos tempos que correm em que tudo é facilmente criticado pela negativa nas redes sociais. É importante planear criativa e estrategicamente, analisar se a “mentira” realmente cria algo importante.

Mas o que terá a maior consequência? A Google não anunciar a sua “novidade” deste dia ou esta não ser interessante?