Uma decepção

Guess What Comunicação 23 Fevereiro, 2010

Miguel Sousa Tavares

Este é o meu sentimento no final da estreia do programa “Sinais de Fogo”, de Miguel Sousa Tavares (MST). Não é que a expectativa fosse muita, pois este jornalista/escritor nunca me conseguiu entusiasmar, mas de facto, e na minha opinião, é mais do mesmo. Nada acrescenta no (triste) panorama televisivo nacional.

A primeira parte do “Sinais de Fogo” bem poderia ser o “Nós por Cá”, um outro programa da SIC, onde o povo é quem mais ordena! Ou abordam temas já excessivamente dissecados nos meios de comunicação social sem introduzirem qualquer dado novo, ou então destacam assuntos, estes sim originais, mas sem qualquer tipo de relevância. No fim de cada peça temos a opinião de MST lida de forma entediante, numa linguagem e abordagem muito pouco televisiva.

Na segunda parte temos o momento Entrevista. Algo que não existe (pouco) na nossa TV! Com a presença de José Sócrates deu para perceber que MST é bem mais agressivo e incisivo do que a Judite de Sousa, mas bem mais ligeiro do que a Manuela Moura Guedes. Tal como era de prever, o Primeiro-Ministro pôs no bolso o entrevistador. Mostrou-se bem preparado e com uma boa capacidade de resposta para todos os assuntos abordados.

Considero que Sinais de Fogo não terá grande futuro nos ecrãs da SIC. Pelo menos neste horário e formato. Não introduz nada de novo.

Nuno Santos, se me lês nesta altura, eu e os portugueses pedimos-te o regresso dos Gato Fedorento. Esta sim foi e será uma aposta ganha!