Quando questionada sobre se prefiro um bom comunicado de imprensa em saúde ou uma boa estratégia de influenciadores, a minha resposta é clara: porque não os dois?
A verdade é que vivemos, cada vez mais, num mundo rápido e volátil. A atenção do público é escassa e limitada, nova informação surge diariamente a ser partilhada constantemente e o que ontem era uma realidade, amanhã já não é.
O desafio de alcançar uma determinada audiência torna-se cada vez mais complexo e a resposta está em nós próprios, consultores de comunicação. Devemos, por isso, adaptarmo-nos a essa realidade e sermos cada vez mais criativos, de forma a conseguirmos alcançar os resultados pretendidos.
Uma estratégia tradicional de comunicação em saúde deve ser pensada neste sentido: as mensagens-chave devem manter a devida seriedade, factualidade e relevância, mas não descurando a criatividade das ações para o seu sucesso.
É neste contexto que o marketing de influência pode representar uma forma de desbloquear essa vertente e trazer uma abordagem nova e inovadora, através da personificação emocional dessas mensagens, alcançando um novo target.
As pessoas conectam-se com pessoas e, consequentemente, com a mensagem que está a ser transmitida. O segredo está nas boas práticas de seleção do influenciador ou figura pública. É importante garantirmos que quem está a transmitir a mensagem tem uma ligação com o tema e que vai, inconscientemente, não só relacionar-se melhor, como também abordá-lo de forma mais genuína, refletindo-se num aumento da atenção plena da audiência e na boa receção do conteúdo.
Uma boa estratégia de comunicação em saúde pode ter consequências bastante positivas para a sociedade, aumentando a sensibilização e a consciencialização dos sinais de alerta, sintomas e a importância de procurar ajuda médica. O marketing de influência, quando bem executado, de forma ética, estratégica e com bons valores, pode produzir resultados especialmente interessantes nesse sentido. E é por esse motivo que devemos trabalhar em sinergia e abraçar a evolução, adaptando-nos às tendências.
Inês Quadrilheiro, Communication Consultant