Cookies? Aceitar ou não aceitar?

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No passado mês de abril, a jornalista Inês Rocha lançou a peça “Pedi os meus dados a 70 empresas. Isto é o que elas sabem sobre mim”. Um tema que recai detalhadamente na ideia de como um mero histórico de pesquisas do Google consegue contar a história das nossas vidas.

Quantas vezes teve de dizer que não a alguma venda, sem saber como aquela empresa tinha o seu número pessoal? E quantas vezes recebeu mensagens a oferecer descontos personalizados?

A verdade é que está tudo escondido nos Cookies e nos dados que decidimos partilhar. Mas que “bolachas” são estas?

Os intitulados “Cookies” são, segundo a Altice, “pequenas etiquetas de software que são armazenadas no seu computador através do navegador (browser), retendo apenas informação relacionada com as suas preferências, não incluindo, como tal, os seus dados pessoais”. Contudo, existem vários tipos, com diferentes fins:

  • Cookies estritamente necessários – os que permitem que se navegue no website e utilize as suas aplicações, sendo que sem estes cookies, os serviços que selecionou não podem ser prestados.
  • Cookies analíticos – os utilizados anonimamente para criação e análise de estatísticas, no sentido de melhorar o funcionamento do website.
  • Cookies de funcionalidade – os que armazenam preferências do utilizador relativamente à utilização do site, para que no futuro não seja necessário voltar a configurar o mesmo.

Ou seja, parece que os Cookies são apenas a solução para problemas de software, certo?

Errado. Não têm apenas esse fim. E já deve estar a pensar onde quero chegar, tendo em conta o início deste artigo. É agora que surgem os Cookies de terceiros e os Cookies de publicidade. Os últimos direcionam campanhas publicitárias tendo em conta os gostos dos utilizadores e os primeiros medem o sucesso deste direcionamento. Ambos pretendem personalizar ao máximo o website aos gostos do utilizador.

É assustador pensar que, ao apenas selecionarmos a opção “Aceitar todos”, partilhamos os nossos dados com empresas que não sabemos que existem. Partilhamos os nossos gostos, os nossos medos, as nossas maiores dúvidas e desejos.

Fica para cada um, aceitar ou não estes Cookies.

Nós por cá aceitamos. Sem eles não existiram dados que nos permitissem desenvolver campanhas mais precisas que ajudam a população e, para mais, ao trabalhar saúde, que ajudem doentes com necessidades específicas.

Carolina Almeida, Communication Trainee

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